Mais um capítulo na novela da renúncia do deputado André Vargas, o amigo do doleiro

Ricardo Galhardi
O Estado de S.Paulo

Durante o fim de semana, o ainda deputado federal André Vargas (PT-PR) comunicou a dirigentes petistas que estaria novamente disposto a renunciar também ao mandato de deputado. Ele havia anunciado que renunciaria na semana passada, mas voltou atrás depois de uma conversa com advogados, e decidiu permanecer no cargo.

O petista é alvo de um processo no Conselho de Ética da Câmara por seu envolvimento com o notório doleiro Alberto Yossef e, mesmo que renuncie, pode ser cassado e ter os direitos políticos suspensos.

Em conversas com dirigentes petistas durante o feriado prolongado, o deputado afirmou que deve renunciar ao mandato esta terça-feira, mas a direção do partido só dará o caso por encerrado quando a decisão for oficializada.

Se renunciar, Vargas passa a ser um filiado comum do PT e deixa de ser objeto da Comissão de Ética nacional. Na semana passada uma comissão de três dirigentes ouviu suas alegações e fez um relatório recomendando que o caso do deputado seja apreciado pela Comissão de Ética, que pode indicar sua expulsão do partido. A cúpula petista também o pressiona abertamente a renunciar ao mandato de deputado.

8 thoughts on “Mais um capítulo na novela da renúncia do deputado André Vargas, o amigo do doleiro

  1. Com a minha, são 6 opiniões, distintas na exposição, centradas na questão: a que ponto pode chegar o poder que foi emanado pelo povo, para o povo…
    Nessa eleição, não anulem o voto!
    Vamos para a alternância, com a lupa na mão…

    • Andrade,
      Comungamos do mesmo pensamento com relação às eleições desse ano: não anular o voto.
      Tenho sugerido que votemos em gente nova, que nunca tenha sido eleita anteriormente. Candidatos “virgens”.
      A meu ver, temos de fazer uma faxina no Congresso, e não vejo melhor limpeza que a saída das velhas raposas, dos que se acostumaram em demasia com o poder, dos que enriqueceram às nossas custas e vendendo o seu apoio à base aliada do governo.
      Temos de dar oportunidades para candidatos que ainda acreditam que podem mudar esta deplorável e deprimente forma como se pratica política no Brasil, sob pena de continuarmos permanentemente à merce dos desonestos e corruptos de sempre.

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