Manifestação este domingo, em Copacabana, adverte contra o Clube Bieldberger e a dominação do mundo pelos banqueiros transnacionais.

Carlos Newton

Os jornais noticiam que o calçadão da Avenida Atlântica, no Rio de Janeiro, vai reunir neste domingo os adeptos de Baha’i, com participação de um trio elétrico e apresentação do bloco baiano afoxé Filhos de Ghandi e da banda católica de heavy metal God First. A manifestação pedirá a libertação dos líderes políticos presos ilegalmente no Irã.

Geralmente, os adeptos de Baha’i são vistos apenas como integrantes de uma religião exótica, mas na verdade existe também um importante braço político que resultou na criação de um movimento supranacional para lutar contra a chamada Nova Ordem Mundial, que resulta da dominação dos povos pelo poder econômico-financeiro dos banqueiros, através do Clube Bilderberg.

Criado em 1954 pelo príncipe Bernhard, da Holanda, pelo primeiro-ministro belga Paul Van Zeeland, pelo conselheiro político Joseph Retinger e pelo presidente da multinacional Unilever na época, o holandês Paul Rijkens, tendo como mentores os banqueiros Lord Victor Rotschild e Laurence Rockefeller, o Clube Bilderberg reúne anualmente, em caráter sigiloso, nomes influentes da política, da economia e da mídia do Ocidente para debater “assuntos de interesse mundial”.

A sede fica na cidade holandesa de Leiden, e os críticos da Nova Ordem Mundial dizem que o Clube Bilderberg é o maestro oculto da política e da economia ocidental há mais de cinco décadas. Todo o segredo que cerca suas atividades (nem portal na Internet a organização tem) só contribui para essa imagem. Na verdade já existem centenas de sites na web que se destinam a advertir a opinião pública mundial contra o Clube Bilderberg e a tentativa de estabelecer uma Nova Ordem Mundial.

Atualmente, os encontros do Clube reúnem cerca de 120 personalidades européias e norte-americanas influentes na política, na economia e na mídia. Eles ocorrem em hotéis sofisticados e preferencialmente isolados, que são fechados por ocasião do evento.

Nesse período, um fortíssimo esquema de segurança, a cargo de agentes norte-americanos e de vários outros países europeus, além da polícia local, garante a privacidade dos participantes.

Os participantes da Clube Bilderberg alegam que essas conferências sigilosas são uma ocasião única para a busca de consenso sobre os principais problemas internacionais, mas seus críticos afirmam que em tais encontros se trama na verdade o destino do mundo, como forma de preservar os interesses das elites econômico-financeiras.

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