Manifestantes de 15 de março e 12 de abril podem não ser os de ontem

Jorge Béja

É razoável deduzir que os manifestantes de ontem (16/8) não sejam os mesmos que foram às ruas nas duas manifestações anteriores (15/3 e 12/4), todas contra o governo Dilma. Aqueles fizeram a sua parte e disseram o que precisavam dizer e desabafar. É plausível admitir que não retornariam ontem mais uma vez às ruas. Agora, apareceu gente nova. Cabe aqui empregar aquela máxima: “uma é pouco, duas é bom, três é demais”. Ontem, chegou o momento daqueles que não participaram das duas primeiras manifestações, que apesar de ter sido em menor número, foi mais contundente e veemente contra a corrupção, contra Dilma e contra Lula.

Mas há um dado curioso e enigmático, que foge da coincidência e que por isso precisa ser levado em conta: levantamento publicado na edição de hoje do Globo, aponta, em números tidos por exatos, que em 15/3 foram às ruas 2,4 milhões manifestantes; em 12/4 ,701 mil e ontem, 16/8, 879 mil. Somando as multidões nas três manifestações encontraremos o total de 3.980 milhões de pessoas. O cálculo é aritmético:

2.400.00 + 701.000 + 879.000 = 3.980.000

Agora vejamos a votação que tiveram Dilma e Aécio no 2º turno das eleições de 2014. Segundo o TSE, Dilma foi eleita com 54.501.118 votos e Aécio obteve 51.041.155 votos. O cálculo igualmente é aritmético para mostrar que a diferença foi de 3.459.963 votos:

54.501.118 – 51.041.155 = 3.459.963 votos.

O TOTAL DOS VOTOS

Como se vê, é muito mais do que simples coincidência que a soma de 3 milhões de pessoas que compareceram nas três manifestações de rua contra o governo Dilma seja, praticamente, a mesma diferença dos 3 milhões de votos que reelegeu Dilma presidente e que agora nela não votariam mais.Significa dizer que hoje Dilma não seria eleita. Sim, é uma hipótese, uma tese, a de que os manifestantes presentes nas ruas ontem sejam os eleitores que foram às urnas no 2º turno de 2014 e votaram em Dilma e que passaram a estar descontentes com o seu governo. Estamos diante de um quadro, talvez despercebido pelos cientistas políticos e sociólogos, que merece exame, estudo e reflexão. Coincidência mesmo é que não parece ser.

Este raciocínio e amostragem pertencem à Tribuna da Internet, mas é certo que seu editor e o próprio articulista que o expõe não se opõem, minimamente, que seja divulgado e explicado por outros órgãos e meios de comunicação. De início, com a palavra nossos comentaristas…

Para simplificar: numa eleição para síndico, 11 condôminos votam e 2 são os candidatos. O síndico é eleito com 7 votos e o outro fica com 4. O síndico assume, administra muito mal e dos 11 condôminos, agora 7 são contra o síndico, . Diante deste quadro o síndico não seria mais eleito.

33 thoughts on “Manifestantes de 15 de março e 12 de abril podem não ser os de ontem

  1. Dr. Jorge Béja, concordo plenamente. Se as pesquisas dão mais de 80% de rejeição ao seu governo e a popularidade da Presidente Dilma está em 8%, é evidente que a maioria dos brasileiros querem que ela e o PT saiam do governo, evidentemente não seria eleita. Com relação as manifestações, a tendência é a diminuição de participantes pelo fato de perceberem que está tudo dominado e que pouco adiantou a suas manifestações, acabam vencidas pelo cansaço.
    Um grande abraço

    • Concordo plenamente, Nélio. O que importa saber é que nas três manifestações o número de. manifestantes (total de 3.980.000) supera a diferença (3.459.963) de votos que reelegeu Dilma no 2º turno.
      Grato por ter lido e comentado.
      Jorge Béja

  2. Doutor Beja, não é só um famoso jurista, também é um grande matemático. Soma inclusive as hipotéses. A matemática deixou de ser uma ciência simplismente exata para ser uma ciência analizada como exata/hipotética. Alicerçada no se, podendo ser substituido por visto que, desde que, dado que. Estou começando a me acostumar com o doutor Beja.No mínimo podemos dizer que é uma curiosidade.

    • Senhor, desculpe por lhe ter aborrecido. Peço mil vezes perdão. Aqui estou, já idoso e cansado, com a boa vontade de escrever o pouco, muito pouco mesmo, que aprendi. Mas vejo que não está dando certo. Eu quase escrevo “matemática” para demonstrar que aquelas duas somas estavam certas. Mas refleti, a tempo, e escrevi “aritmética”. Foi apenas para mostrar a facilidade da conta de somar.
      Mas uma vez perdão. Se o senhor quiser eu deixo de escrever. Respeito sua vontade e atendê-la-ei imediatamente. Não digo que o senhor tomou “assinatura” contra mim. Digo que errado mesmo sou eu. Perdão.
      Jorge Béja

    • Sr. Antonio dos Santos Aquino,

      Já li alguns textos seus, suas correspondências com Hélio Fernandes, o senhor fala do ser fervor pelo PDT de Leonel Brizola. É um articulista prolífico, e veterano. Li alhures que o senhor tem mais de 80 anos de idade. Seu temperamento foi descrito por Hélio Fernandes, por ocasião de um artigo sobre uma suposta (porém delirante) tratativa entre João Goulart e Jânio Quadros. Disse Hélio Fernandes: “Helio Fernandes:

      “Antonio Santos Aquino, estamos rigorosamente de acordo, vou responder pelo prazer de conversar com você, um dos grandiosos remanescentes da Tribuna impressa. Só que escrevo examinando os fatos, isenção total, você pelo emocional. Compreensível”

      Dito por um mestre, Hélio Fernandes, ficamos sabendo que o senhor não escreve com isenção total, mas sim pelo lado emocional. A Tribuna da Internet tem recebido artigos seus e o senhor tem sido tratado com respeito Atribuo os erros de português que o senhor comete, como por exemplo: “simplismente”, palavra escrita erradamente, ou a palavra “analizada” também escrita incorretamente, a palavra substituído tem acento, não podendo ser escrita substituido. No português escorreito as três palavras são, respectivamente : simplesmente e analisada e substituído. Isto num texto com três parágrafos ! Sei perfeitamente que o senhor não é propriamente um analfabeto funcional, já que tem textos publicados com correção. Atribuo os erros de português àquilo que Hélio Fernandes disse a seu respeito: escreve pelo lado emocional.

      Na altura dos seus mais de 80 anos temos de lhe dar o devido respeito. Mas a idade provecta não lhe dá o direito de ironizar um de nossos mais cultos escritores da Tribuna da Internet e com uma ironia de mau gosto como esta: “Doutor Beja, não é só um famoso jurista, também é um grande matemático. Soma inclusive as hipotéses. A matemática deixou de ser uma ciência simplismente exata para ser uma ciência analizada como exata/hipotética. Alicerçada no se, podendo ser substituido por visto que, desde que, dado que. Estou começando a me acostumar com o doutor Beja.No mínimo podemos dizer que é uma curiosidade”. Este trecho de seu comentário, para mim que sou psiquiatra, posso afirmar que é esquizofrênico. Se o senhor pretendia fazer uma ‘gozação” com o Dr. Jorge Béja, o tiro lhe sai pela culatra. A expressão “exata/hipotética alicerçada no se, podendo ser substituído por visto que, desde que, dado que não tem sequer sentido lógico. É uma frase esquizofrênica ! E, claro, não pode ser inferida do texto do Dr. Jorge Béja.

      3) O senhor ainda arremata com uma frase sem sentido, portanto também esquizofrênica: “No mínimo podemos dizer que é uma curiosidade”. O que poderia significar isso? Curiosidade como? O que é uma curiosidade ? O Dr. Jorge Béja ? Seu raciocínio irônico de cunho esquizofrênico? Outros ?

      Penso que o que lhe resta de decência obriga que o senhor peça perdão de joelhos para o Dr. Jorge Béja, e passe a tratar todos os comentaristas da Tribuna da Internet com respeito, porque, aliás, quando o senhor escreve, todos lhe tratam com respeito.

      1) É uma ironia sem graça e também um desaforo o senhor dizer que o Dr. jorge Béja é um grande matemático ? Por quê esta agressão?

      2)A matemática deixou de ser uma ciência simplesmente exata para ser uma ciência analisada como exate/hipotética, alicerçada no se, podendo ser substituído por visto que, desde que, dado que

    • Eu acho que é um privilégio ter o Jorge Béja como consultor jurídico da Tribuna e dando seus pitacos como matemático. Não fez feio não e muita gente da área exata não deve ter percebido que a diferença na eleição é a quase a soma dos manisfestantes

  3. O fato histórico de que o povo sempre foi tratado como platéia que assiste bestializada e que é usada na tentativa de legitimar a pessoalidade nas escolhas das oligarquias dominantes, em nome da supremacia de um suposto interesse público (quando muito secundario e sem legitimidade para suplantar o interesse publico primario da população) precisa ser mudado com persistencia, participaçao e responsabilidade.

    Precisamos de mais democracia, que vai muito alem da escolha periodica de supostos representantes que so buscam interesses pessoais e minoritarios e que, de tao incoerentes, contrariam a propria plataforma que os elegeu.

    Precisam avançar nos instrumentos de transparencia e de fiscalzaçao e participaçao popular direta, em sinergia com as instituiçoes e os meios tecnologicos disponiveis.

    A administraçao exige apurada tecnica, mas tambem a maxima transparencia e integraçao popular participativa.

    Todo poder emana do povo e a finalidade do seu exercicio e o atendimento pleno, honesto, transparente e participativo do interesse publico primario, delineado pelo seu carater indisponivel.

  4. Prezado Dr. Jorge Béja,

    Os cientistas sociais irão quebrar a cabeça e dar muitas voltas para entender porque as manifestações de ontem tiveram menor público do que em 2013, uma vez que de lá para cá a rejeição à Dilma e à Lula despencou, a situação econômica é pior do que em 2013, com inflação superior a 9% ao mês, o que corrói o poder de compra dos brasileiros, e aos que ganham um ou dois salários mínimos, dificulta a compra de cesta básica, aumento abusivo na conta de luz, uma escalada de desemprego talvez nunca vista antes na História, demissões em massas de operários e trabalhadores terceirizados, as tarifas públicas não diminuíram, os ônibus, metrôs e trens estão cobrando bilhetes que daqui a pouco boa parte da população não poderá pagar, aumento de impostos sobre medicamentos, alimentos e outros produtos essenciais que as famílias não podem deixar de comprar … Teríamos mais motivos para esperar que o público de ontem fosse muito maior do que em 2003. As despesas adicionais que enunciei, não as esgotei, doem no bolso e para alguns no estômago, ou no coração porque pode estar faltando leite para muitas crianças. O público ontem foi grande, retumbante, o protesto foi contra o PT, Lula, Dilma, Renan, contra a corrupção que está mais do que evidente para qualquer brasileiro seja lá de que classe social, pedidos de impeachment. Enfim, nós que fomos lá cumprimos nossa parte.

    Tudo aqui, como não pode deixar de ser, é mera especulação. Em junho de 2003, os protestos foram apartidários. Os protestos foram organizados pelo Movimento pelo Passe Livre – MPL. Não se admitia a participação de partidos políticos e que lá não foram. Esta convocação, para uma reivindicação que também tinha a ver com o bolso, com o gasto da população com transporte público teve uma adesão descomunal de público. A coisa ficou tão feia para o governo, que Alckimin , governador de São Paulo e Haddad, prefeito de São Paulo tiveram de fazer reuniões, tiveram de receber os representantes do MPL, e mais: baixaram o preço das passagens de ônibus, movimento que se estendeu para todo o Brasil. Alcançado seu propósito, o movimento se dispersou.

    Já os protestos de ontem contaram com a convocação pela televisão e pelos blogs de partidos políticos, convocando o povo para ir para as ruas, dentre os quais o PSDB na televisão e o PPS em seu blog. Desta vez o MPL não entrou, e aliás as passagens já foram aumentadas novamente, sem novos protestos. O que a meu ver que pode ter feito a diferença, é uma certa ojeriza que grande parte da população nutre pelos partidos políticos, ou mesmo até pela política ( e chego a pensar que para uma boa parte da população a política é algo que não interessa: num dia de sol que deu praia e tinha jogo no Maracanã, porque perder tempo de ir na chatice de uma manifestação e perder a praia ou o jogo de futebol ? Político é tudo a mesma coisa, são todos safados, tanto faz o governo ser de A ou de B a minha vida não vai mudar em nada ! – eu já ouvi isso vária vezes). A manifestação deste 16 de agosto foi eminentemente política. Seus temas e reivindicações eram puramente políticos: impeachment de Dilma, apoio ao juiz Sergio Moro, pedido de prisão de Lula, pedidos pela extinção do PT, apuração rigorosa pelo STF dos políticos indiciados na Lava-Jato, Fora Tófolli! . As manifestações de junho de 2003 foram apolíticas, não tinham outro objetivo que não fosse o passe livre. Não foi uma manifestação anti-PT (até houve faixas anti-PT) mas eram mais tímidas. O impeachment, o petrolão e a corrupção não eram o foco das manifestações.

    Eu acredito que haverá novas manifestações à medida que a crise for se avolumando. Muitas pessoas do povo se manifestam quando as ações do governo doem no bolso, e isto vai piorar. Mas penso que os partidos políticos devem repensar sua ligação com os eleitores. Ao que parece, para parte das pessoas que querem se manifestar contra o arrocho, a presença de partidos políticos torna-se um empecilho. Creio também que o público de ontem, 16 de abril, foi qualitativamente diferente do público de junho de 2013. Foram lá, basicamente, outro tipo de pessoas, outro tipo de brasileiros. Estes de ontem enxergam mais para além do próprio umbigo, tanto que o pedido de controle da inflação nem foi ventilado pelos manifestantes, ou o aumento das passagens de ônibus. Arrisco-me a dizer que os frequentadores das manifestações de ontem estão mais preocupados com a vida política nacional. É um público muito diferente do público de junho de 2003.

    Note-se que a motivação das manifestações de abril de 2003 tinha praticamente um foco único: Passe Livre nos ônibus, trens e metrô. Nada mais. Juntou-se a massa, conseguiu-se o objetivo, mas depois ficou um vazio: o MPL não tinha nenhuma outra proposta para congregar aquela gente, para manter coesa aquela massa. O movimento se esgotou aí. Acabou também a liderança do MPL.

    • Prezado Ednei Freitas, obrigado por ter lido o artigo e lançado sólido comentário. Mas para continuar escrevendo estou na dependência do leitor Antorio Santos Aqui, o 3º a comentar. Veio me ridicularizar. Logo ele, por quem tenho admiração e dele sou leitor de seus artigos. Ele, como também eu, somos Brizolistas. Brizola era amicíssimo de meu pai. E, por várias vezes, toquei Chopin e Beethoven para ele, quando vinha aqui em casa. “Companheiro Béja, cadê o pianista para tocar”, dizia com sua voz altiva e determinada.
      Então, Ednei Freitas, só continuarei se o referido leitor, que é exímio articulistas (pode ser lido em http://www.debatesculturais,com.br), ou me perdoar, ou me autorizar a prosseguir. Por enquanto, fico à espera das ordens deste fidalgo leitor.
      Jorge Béja

      • Corrigindo: Antonio Santos Aquino. Perdão por ter errado na digitação do nome. O nome de uma pessoa é um bem sagrado. Integra os Direitos da Personalidade. E não pode ser grafado errado.
        Jorge Béja

    • O Sr. Carlos Luchetta tem razão. cometi um erro no texto. Mas corrijo aqui: onde digo “a rejeição à Dilma e à Lula despencou” leia-se “a rejeição à Dilma e a Lula aumentou”.

      Grato pela correção, Sr. Luchetta !

    • Ednei boa noite.
      Vou contar um fato que ocorreu comigo na semana passada, que mostra a ‘ moral ‘ da classe politica.
      Resolvi trocar a minha conta de banco . Entre outras perguntas de praxe a gerente me fez uma inedita : ‘ Na sua familia tem algum politico ou alguma pessoa politicamente exposta ?
      Assinei o formulario e dela sai com um ‘enorme orgulho de ser brasileiro ‘.

  5. Só uma coisa: as manifestações de 15 de março e de 16 de agosto de 2015 são as duas maiores da história do Brasil.
    Pelas fotos, as de ontem foram pelo menos iguais às de março. Aumentou no NE e também no Rio. Em São Paulo a PM, oficiosamente, havia divulgado o número de 1 milhão. Depois, sabe-se lá porque (o neo petista, que mora no Bandeirantes, deve ser o responsável), virou 350mil.
    Os números da falha não tem a menor importância. Só sendo mav para acreditar naquilo.
    Elas foram maiores que as de 2013 que até poderia aumentar não fosse os queridinhos da imprensa e dos intelequituais (“manifestação pacifica”), os black block.
    E, a rejeição à dupla que liquidou com o país NÃO despencou, ela aumentou.

    • Obrigado, doce e meiga leitora Mara. Venha aqui em casa. Tem um Stainway&Sons de cauda. É dos antigos mas está afinadíssimo. Terei o imenso prazar em tocar para você e todos mais que vierem juntos. Não sou pianista. Toco piano, desde os 8 de idade. Já fui solista da Orquestra Sinfônica Nacional, nos idos dos anos 60. Mas a advocacia me roubou o tempo para o piano e que só agora consegui recuperar um pouco.
      Jorge Béja

  6. O artigo em tela, do nosso Dr.Béja, espelha uma realidade típica do brasileiro:
    Não somos exigentes, constantes, interessados na política. Neste caso específico, de protestos contra este governo corrupto e desonesto, as pessoas esperam por aquelas que ainda não deram o ar da graça, para que venham às ruas botar a boca no trombone, em princípio.
    Outro detalhe de suma importância, diz respeito à passividade do brasileiro com referência a “deixa estar para ver como fica” ou, então, o mais grave, porque entende que nada vai mudar!
    Ora, considerando as duas questões acima, o público que participou dessas duas passeatas em CARÁTER NACIONAL E NÃO REGIONAL, foi simplesmente espetacular, digna de registros e de somas, que o seu artigo apresentou, Dr.Béja, apesar de alguns quererem contestar o resultado de uma simples questão aritmética, surpreendentemente.
    Quanto a deixar de escrever porque seus textos desagradam um que outro comentarista, eu mesmo já fui alvo de obsessivos, de não poder escrever uma linha que eu não recebesse desaforos – não que eu esteja me comparando ao senhor, longe disso – razão pela qual leve em conta que a maioria absoluta dos frequentadores deste blog lhe admira e clama pelos seus artigos e comentários, tanto pelo que nos ensinam quanto pelas informações a respeito do Direito, fundamental nos dias de hoje, diante da maneira contumaz como nossas leis são burladas, desobedecidas, e nossa Constituição Federal golpeada sistematicamente por parlamentares e partidos políticos, atualmente sinônimos de grupelhos organizados em dilapidar o patrimônio nacional, roubar, explorar e usar o cidadão brasileiro criminosamente!
    Portanto, suas orientações são muito importes quando percebemos que somos alvos de injustiças, e o senhor nos traz o caminho a ser percorrido para se buscar em Juízo as reparações devidas e, fundamentalmente, GRATUITAS, concessão sua que reconheço e agradeço publicamente.
    Siga conosco, escreva, apoie este espaço democrático, haja vista que o senhor não precisa de unanimidade, mas saber que faz um bem enorme aos frequentadores da Tribuna da Internet porque estes têm a devida consciência da verdade exposta, da realidade sem devaneios, diante de registros de sua autoria que são desta forma recebidos, diferentemente quando lemos artigos ou comentários advindos de políticos ou quem se identifica intimamente com eles, então a mentira, a ilusão, a polêmica, o desvirtuamento do certo e alteração do correto, e caracterizados invariavelmente com segundas intenções, jamais à base de transparência ou honestidade de propósitos!
    Um abraço, Dr.Béja, e artigo irrepreensível.

    • Bendl, são manifestações como as suas, as do Dr. Ednei Freitas, da nossa doce Mara e tantos e tantos outros que me fazem pensar que devo deixar de lado o também idoso leitor que me atacou, gratuitamente. Só pelo gosto de atacar, de ridicularizar, quando somos todos iguais, absolutamente iguais, com os mesmo anseios, sujeitos às mesmas doenças, choramos, rimos, temos saudades. Ninguém vive só. Nosso próximo é parte integrante de todos nós…Ass vicissitudes e os percalços da vida a todos alcançam, implacavelmente. Infeliz aquele que assim não vê e nem sente.
      Gratíssimo.
      Jorge Béja

  7. Entendo que o número de manifestantes nas ruas, contra dilma, lula e o pt, não é o mais importante. Até pelo fato de que as manifestações ocorridas em cidades médias e pequenas não foram computadas. Vale mais o que dizem as pesquisas de opinião. E elas dizem que dilma tem MENOS APROVAÇÃO QUE COLLOR! E a rejeição só vai aumentar…

  8. FOLHA DE S PAULO de hoje, 17.8.2015

    Assim como nos protestos de março e abril, Wellington Elias, 52, chegou de Osasco, na Grande São Paulo, pela manhã e, com a ajuda do filho, montou seu aparato de som na esquina da Paulista com a rua Pamplona.

    Microfone funcionando, começou seu discurso: “Nunca um governo roubou tanto na história da humanidade. Fora Dilma! Fora PT!!”.

    A primeira interrupção foi de Clodoaldo Gomes, funcionário de um shopping no Campo Limpo: “Está errado, você tem que começar contando quem começou essa bagunça toda, que foi o PMDB. Desde o fim da ditadura que estão roubando”.

    Elias se emendou, e já estava falando dos políticos de forma geral, quando uma aposentada enrolada numa bandeira do Brasil o interrompeu de novo: “Mas vê se fala do Renan Calheiros. Esse sim é o grande traidor. Estava com Collor antes, lembra? Agora está com quem? Com esses bandidos do PT. Ataca ele!”.

    Confuso, Elias recomeçou o discurso, agora fazendo críticas também ao senador.

    “Está diferente esse protesto, sim. As pessoas já não estão bravas só com a Dilma, elas não querem saber mais é do modo como estão fazendo política lá em Brasília”, disse Elias à Folha.

    Ainda que gritos anti-Dilma e anti-PT tenham prevalecido ao longo do dia, desta vez a pauta dos protestos ampliou-se para atingir outras forças políticas, a Justiça e a possibilidade de alguma saída consensual para a crise.

    “Nós não queremos acordão. Será como acabar tudo em pizza. O juiz Sergio Moro tem que fazer seu trabalho, o [procurador-geral Rodrigo] Janot também. Queremos que coloquem todo mundo que roubou na cadeia”, disse o engenheiro Luis Gerardi, que empunhava cartaz em cartolina amarela onde se lia: “Partido Sergio Moro”.

    A imagem do juiz paranaense foi evocada por muitos manifestantes. Estava em cartazes que diziam: “Moro é o cara” e “#jesuismoro” (eu sou Moro), assim como em camisetas que exibiam o cartaz do filme “Super-Homem”, com sua cara colada em cima do rosto do protagonista.

    Já o rosto do líder do Senado aparecia em cartazes em outra montagem, com a foto do cabelo de Dilma sobre uma imagem sua.

  9. Doutor Beja eu nunca pediria e nem desejaria que o senhor deixasse de participar. É só o senhor contar ou somar a quantidade de participantes que lhe defendem das ofensas que nunca lhe fiz. Tenho dito muitas vezes que a ironia não pode ser entendida como ofensa, pois é um pressuposto democrático. Agora se por a+b me provarem que Voltaire o “pai” da ironia estava errado e que eu o ofendo ao ironizar eu me desculpo. Não posso é derreter-me em elogios. Aquilo que está fora de minha compreenção eu tento entender. O Blog é para participarmos; não é para lermos e ficar calados. O senhor por sua trajetória não é e nem será atingido por qualquer coisa que falem. Só para lembrar: O senhor já quis nos abandonar porque escreveram qualquer coisa que o senhor não gostou. Não fui eu que escrevi. Pelo contrário fui um dos diversos participantes que pediu continuasse participando. Veja a diferennça eu escrevo e quase sempres caem sobre mim como um enxame de abelhas. Ninguém me defende, sinal de que não agrado a maioria e eunão me importo. Diferentemente quando falam qualquer coisa discordando sobre o que o senhor escreve. Vem um exército de admiradores fervorosos a lhe defenderem. Isso prova que o senhor é um milhão de vezes mais acreditado e respeitado que eu por exemplo. Fique e curta as ironias.

    • Quando o PDT vai largar o osso e criar o MSB ? Movimento dos Sem Boquinhas ?
      Com o pais nas maos da ex Pedetista Dilma vamos ficar no minimo 2 anos em recessao para cobrir os rombos dos quais ela no minimo foi cumplice
      Nao devemos esquecer que o Zelada entrou no lugar do Cervero e que a sua santidade Cardeal foi ela que importou para o governo

  10. Ednei Freitas, recebo com humildade teus reparos aos meus erros de português e agradeço. Não tenho como me desculpar. São erros crassos. Fico feliz por teres lembrado do nosso querido Hélio Fernandes.Por termos vivido um dos periodos mais tempestuosos de nossa história, concordamos e discordamos muitas vezes. Tenho por Hélio um grande respeito e admiração. É uma das figuras mais fascinantes do jornalismo. Você é uma pessoa agradável Ednei. Confesso que nunca entendi a ironia como ofensa. Ofensa é crime; nunca vi alguém ser processado por ironia. O doutor Beja é pessoa por todos respeitada; vou a partir de agora ler o que escreve e aprender.

  11. Ednei se você ler com atenção o que escrevo vai ver que sempre estou atopelando o vernáculo. Acho que é desatenção ou já estou ficando caduco.

  12. Caros Aquino e Béja. Como brizolista não posso ficar quieto.
    Talvez o Aquino tenha sido ácido. Mas é um estilo. Mal ou bem, já se desculpou. Não nos prive, Dr. Béja, das suas opiniões, sempre sensatas, inteligentes, reveladoras de um caráter firme e bem construído. Amenize onde for possível, reconsidere que o Dr. Aquino é uma pessoa de mais de 80 anos que merece nosso respeito. E é também um brizolista de primeira hora.

    NO MÉRITO (é minha opinião, me desculpe quem não gostar), acho que o Aquino traçou muito bem a linha divisória que existe entre a ironia e a ofensa. É necessário abandonarmos a cultura do politicamente correto, que está virando uma praga nacional chatíssima.

    E, ainda NO MÉRITO, como amante das ciências matemáticas e tendo a intimidade que com ela, como engenheiro civil, sou obrigado, por ofício e estudo, a ter – ainda que não milite na área, mas os ensinamentos ficam grudados na alma -, não posso concordar com a avaliação do mestre Béja.

    Aqueles 3 milhões para lá e para cá observados pelo Béja nada significam em termos de votantes arrependidos em Dilma. Não há qualquer cientificidade naquelas conclusões, porque não existe correlação entre aqueles números parecidos.

    Como disse o próprio Aquino, quando muito é uma curiosidade. Se considerarmos, então, que os números eleitorais são exatos (ressalvada a forte possibilidade de fraude eleitoral) e o de presentes às manifestações é mera especulação, a “curiosidade” se esvai.

    Mas, Dr. Béja, acima dessas considerações e para além dos números, fico triste só em imaginar que um brizolista (e, ainda mais, admirador de Beethoven, Mozart e Chopin, como eu – que inveja! só sei tocar campainha! Mas, graças a Deus, aprecio a boa música) se invocaria com outro por causa de um comentário, ainda que levemente desairoso, sem qualquer intenção de macular algum dos patrimônios morais do ofendido, se ofendido. Em nome do Brizola, que engoliu sapos bem mais parrudos que esses, selem a paz, por favor.

    O Dr. Aquino já fez a parte dele, e com muita humildade.

    • Prezado Dr. Oigres, Prezado Dr. Aquino.
      Ordens dadas, ordens cumpridas. De um desentendimento nasce enorme amizade, fincada nas pedras graníticas da verdade, da paz e da compreensão. Nada a desculpar. Nada a perdoar. Somos todos irmãos. Estou de plantão para a todos atender.
      Jorge Béja

  13. É um exercício numérico curioso, mas, não pode ser mantido por faltar o critério da mensuração e amostragem.

    O pesquisador teria que ir a campo entrevistar umas duas mil e quinhentas pessoas em todos as cidades em que ocorreram os protestos para ter uma resposta matemática aceitável com erro de estimativa, também aceitável, de no máximo 3% em torno da média encontrada.

    É óbvio que essa turba representa, maciçamente, a parcela da população imbuída no espírito do impeachment.

    A resposta para essas indagações já foram dadas por pesquisa específica aqui: Recorde, reprovação a Dilma supera pior momento de Collor – 66% dos brasileiros apoiam abertura de processo para afastar petista do cargo.

  14. 135 mil vão à protesto na Paulista

    (…)

    Três em cada quatro (76%) dos que foram ao protesto tinham ensino superior, e 20%, ensino médio. Apenas 4% haviam estudado até o ensino fundamental. A maioria (84%) também fazia parte da PEA (População Economicamente Ativa), com destaque para assalariados registrados (33%), autônomos regulares (13%) e empresários (13%).

    A segmentação por renda mostra que 14% tinham rendimento familiar mensal de até 3 salários mínimos, 13%, de 3 a 5 salários mínimo, 25%, de 5 a 10 salários mínimos, 25%, de 10 a 20 salários mínimos, e 17%, de 20 salários ou mais. Uma fatia de 4% não informou sua renda mensal familiar.

    (…)

    http://datafolha.folha.uol.com.br/opiniaopublica/2015/08/1669735-135-mil-vao-a-protesto-na-paulista.shtml

  15. Pela pesquisa, 14% dos manifestantes da Avenida Paulista, isto é, 19 mil manifestantes, estavam na faixa de menor rendimento.

    Isto mostra sim, que a insatisfação com o PT e o desejo de defenestrá-lo do poder está alastrado por toda a sociedade.

    Sem dúvida alguma, e sem qualquer chances para ilações contrárias.

  16. Dr. Béja, sem pretender lhe confetear, mas a sua importância para este blog é tão grande que a minha participação para o seu pleno retorno, por menos importante que seja, tenho certeza, é digna de receber a Medalha do Pacificador.
    Obrigado pela compreensão e pela volta da paz.

    E, quanto ao companheiro Aquino, saudações brizolistas!!!!

  17. Oigres fico alegre em saber que você e o doutor Béja são brizolistas. Reconheço que tenho o trabalhismo de Vargas, Jango e Brizola como se fora uma religião. Aproveito para lembrar que o trabalhismo brasileiro é autótone e sua gênese é a Revolução Farroupilha de 1835, passando pela guerra do Paraguai e pelos propagandistas republicanos em 1870, chegando a Proclamação da República, no rigor da história, como republicanos históricos e republicanos positivistas. Nossa linhagem política após a proclamação surge com Júlio de Castilhos, Borges de Medeiros e Getúlio Vargas, sob uma constituição positivista. A revolução de 1930 teve inspiração positivista. Seus pricipais líderes eram positivistas. Getúlio, Oswaldo Aranha, Flores da Cunha, João Neves da Fontoura, Maurício Cardoso, Lindolfo Collor, e os coronéis Pedro Aurélio de Góes Monteiro e Eurico Gaspar Dutra, que inclusive estudaram com Getúlio na Escola Militar do Rio Grande do Sul e eram do grupo castilista. Em 1945 com nossa maioridade recebemos a sígla PTB que, Golbery em um golpe traiçoeiro tomou das mãos de Brizola em 1980.Encerro dizendo não saber que o Dr. Oigres e Dr. Béja eram brizolistas. Só para não esquecer: Existem brizolistas, não existe brizolismo. Brizola era trabalhista e todas suas iniciativas como político tiveram inspiração nos postulados trabalhistas. Oigres, agradeço tua generosa interveção.

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