Mano Menezes: ”Saímos da Copa América melhor do que entramos”

Pedro do Coutto

Mano Menezes é  o treinador do absurdo, como se fosse personagem de Ionesco. O título desta matéria, que é frase literal dele próprio, diz tudo. O técnico não tem noção de nada e, por isso, tenta iludir a torcida brasileira. Como a Seleção sai melhor do que entrou? Só venceu uma partida, contra o fraco Equador, ao longo de toda competição. E ainda por cima, bateu o recorde mundial de desperdício de pênaltis numa decisão. Quatro cobranças, quatro desastres. As declarações de Mano Menezes, incompetente total, estão contidas na reportagem (excelente) de Sílvio Barsseti e Paulo Galdieri, O Estado de São Paulo de terça-feira.

Não bastasse tal colocação, afirmou ele que a Seleção não chegará cambaleante à Copa de 2014. Portanto, é porque tacitamente reconhece que se encontra cambaleante e assim cambaleou diante do Paraguai. Não só cambaleou, na verdade também amarelou no final da partida.

– E se eu sentir que não tenho condições de levá-la ao êxito – frisou – serei o primeiro a pedir ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira, para sair.

Ora, Ricardo Teixeira não deseja outra coisa. Pois como poderá politicamente suportar o peso negativo da presença do técnico derrotado até 2014, passando por 2013, quando será disputada, também no Brasil, a Copa das Confederações?

Ricardo Teixeira, é evidente, e até lógico, não deseja se queimar mais do que já está ante a opinião pública. Inclusive porque o fracasso do escrete brasileiro não afeta apenas a imagem do país, atinge diretamente vultoso interesse de publicidade esportiva entre a Confederação Brasileira de Futebol e a Rede Globo. A quanto monta o lucro cessante da nossa desclassificação? Não é difícil estimar. Afinal de contas, se outro fosse o resultado, a quanto se elevaria a audiência da próxima partida? E da final, se estivéssemos lá? O déficit invisível, porém enorme, deve ser debitado à conta da Seleção.

E do treinador que não soube armá-la em momento algum. É só fazer um levantamento dos jogos disputados pelo Brasil sob o comando de Menezes e confrontá-lo com os resultados. O saldo é profundamente negativo. As partidas produziram simultaneamente irritação e sonolência. Não emoção. Não alegria por buscar a vitória, que é o objetivo maior de todas as competições esportivas. Quantos desligaram as televisões nos jogos contra a Venezuela e o próprio Paraguai  no primeiro turno.

Difícil resistir a intoxicante troca seguida de passes para o lado, sem velocidade e penetração nas defesas adversárias. Além domais, o salto alto. Sim. Vários jogadores atuaram de forma acadêmica, como se participassem de uma dança de salão. Assim não dá. Mano Menezes não percebeu nada disso.

Não percebeu. E tanto não percebeu que em momento algum comandou a seleção para forçá-la a mudar de estilo. Uma equipe só de armadores não resolve nada. Não pode vencer. Contraria a lei e a essência do futebol. No futebol não se vence esperando o adversário errar. Vence  através dos acertos da equipe.

Mano Menezes passa a ideia de um conformista. Tudo está bom para ele. Por isso, não se entusiasma tentando mudar coisa alguma. A impressão é que reflete em si uma apatia que contagiou o time.

Agora, na entrevista a Paulo Galdieri e  Sílvio Barseti, ele chega a dizer que faltou experiência a alguns atletas. Quais? Neymar, por exemplo, não pode ser incluído entre eles, pois integrou a equipe do Santos que conquistou a Taça Libertadores da América. Experiência não faltou a Paulo Ganso, campeão paulista. Muito menos a Robinho, jovem mas  já veterano em seleção. Tampouco faltou experiência a Pato, que joga no Milan. Faltou experiência, isso sim, ao próprio técnico, indisposto consigo mesmo.

O desânimo que identificou em si tenta transferir para os jogadores. Freud Explica, o torcedor não.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *