Manobra de Roberto Marinho com os militares impediu que o JB pudesse ter emissoras de televisão

Ricardo Rocha:
“Hélio, ao que me conste, aquele prédio do JB, tinha toda aquela dimensão, porque era ali que iria funcionar a TV. Claro que sucessivos erros de administração e avaliações equivocadas, acabaram com o jornal, mas é importante ressaltar que a primeira grande pancada, quem deu foi o desgoverno da época, que em conluio com O Globo, o Globo adora um conluio, retardou o que pôde as autorizações de publicidade para o Caderno Econômico anual do JB, um filé em termos de faturamento, acabou não autorizando nada, e descarregou toda a verba no chamado Paneco do Globo. Além disso, você, é claro, se lembra dessa época, obrigavam as empresas que tinham empréstimos com juros subsidiados com bancos estatais, a só anunciar no caderno Panorama Econômico do Globo. Foi uma enorme perda de dinheiro e de prestigio.”.

Comentário de Helio Fernandes:
Você parece do ramo, Ricardo. O JB “perdeu” o canal de televisão em 1965, portanto, bem antes, aí sim, por manobras da TV Globo. Tendo o governo decidido que “o acordo Globo-Time-Life não valia, órgão de comunicação não podia ter dinheiro estrangeiro”, isso foi a fortuna do grupo Globo, que não tinha importância. Montaram a televisão (todo o equipamento já estava aqui) e não queriam concorrência.

Como o JB já tinha acordo de cooperação com outra televisão americana, Roberto Marinho manobrou sua ligação com os generais golpistas, e garantiu: “Se não pode haver cooperação com grupos de fora, isso tem que valer para todos”. E o JB ficou sem televisão. Mas o prédio “vazio” veio 20 anos depois.

Delfim aconselhava empresas
a se endividarem em dólares

Wil:
“O motivo da falência do JB teve origem no endividamento em dólares, por conselho do então ministro Delfim Neto?”

Comentário de Helio Fernandes:
Também. Na loucura que foi a incapacidade de lidar com tanto dinheiro, é possível que aceitassem até conselhos do cidadão (?) que foi ministro da Fazenda por mais tempo. Puxa, mas todo mundo conhecia quem era Delfim Neto, menos o bem informado JB?

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One thought on “Manobra de Roberto Marinho com os militares impediu que o JB pudesse ter emissoras de televisão

  1. Denúncia:
    As irregularidade por parte da Seplag/RJ nas convocações que ainda não foram feitas para a Secretaria de Cultura, PGERJ e Secretaria de Segurança Pública; uma vez que essas Secretarias fizeram requerimento dos servidores aprovados nesse concurso desde o ano anterior; conforme o exposto: “a Secretaria de Cultura solicitou ao SEPLAG em torno de 117 candidatos desse cadastro, de acordo com o processo E-01.0005/8//2013 que está tramitando na Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão(SEPLAG) do Rio de Janeiro(R.J.) e até agora nenhuma convocação foi feita. Entrementes, de acordo com o tempo e os fatos ocorridos, esse processo já deveria ter tido uma solução, uma vez que a provocação para contratação dos candidatos, que estão no cadastro da SEPLAG, as vagas de Analista Executivo junto com o cargo de Assistente Executivo já foi feita desde 23/07/2013. Outrossim,a Secretaria de Segurança junto com a Procuradoria Geral do Estado, que já enviou um pedido ao SEPLAG e atualmente tramita nessa secretaria um processo desde outubro solicitando candidatos do cadastro, também manifestaram interesse junto ao SEPLAG de acordo pelo próprio Secretário de Planejamento e Gestão Sérgio Ruy Babosa em entrevista dada pelo mesmo em 27/06/2013.” O que diante dos fatos, fica comprovado que TODOS os candidatos que estão no cadastro do SEPLAG, poderão tranquilamente tomar posse nessas secretarias, pois as provocações já foram feitas junto ao SEPLAG e temos candidatos aprovados no banco de dados. Sendo assim, só falta o PGERJ e a SECRETARIA DE CULTURA convocar esses candidatos para realizarem os exames médicos previstos, bem como a entrega de documentos e, por conseguinte realizarem os ajustes finais e entregarem os novos servidores prontos para as Secretarias. Os candidatos, que estão no banco de dados e suas respectivas famílias, esperam desse órgão competente que sempre prezou pela transparência na Administração Pública seguindo os princípios constitucionais, que alguma atitude seja tomada nesse sentido para que todos os aprovados possam tomar posse, sobretudo no lugar dos terceirizados e, contribuírem para as atividades da Administração Pública servindo o cidadão da melhor maneira possível. Lembrando que há urgência neste ofício, posto que o concurso irá expirar no início de abril de 2014 e a própria SEPLAG já se pronunciou na Folha Dirigida que não abrirá outro concurso.
    E ainda:
    I – Dos fatos Como senão bastassem todas as irregularidades que vem acontecendo, no dia 17/2/2014 saiu uma convocação no diário oficial do RJ pág. 24. Trata-se de uma convocação de candidatos do cadastro do SEPLAG para a Secretaria de Ambiente. Nessa oportunidade, foram convocados 10(dez) Analista perfil I. Sendo 9(nove) candidatos que concorrem à vaga geral e 1(um) candidato que concorre a vaga de negros/índios, isto é, a cada 10 (dez) candidatos convocados 1(um) será negro/índio. II – Do direito A lei que vincula tanto a Administração Pública quanto os candidatos, no que tange a concursos públicos, é o edital. Sendo assim, segundo o edital, quanto a reserva de vagas para Negros e Índios dispõe: “3.1 – considerando a Lei estadual nº 6067, de 25/10/2011, fica reservado a candidatos negros e índios o equivalente a 20% das vagas oferecidas neste concurso para cada cargo, durante o prazo de validade do concurso público; e ainda, quanto a nomeação o edital rege que 3.6 – os candidatos aprovados no concurso público será de acordo com a ordem de classificação geral no concurso, mas a cada fração de 5 candidatos, a quinta vaga fica destinada a candidato negro ou índio aprovado, de acordo com sua ordem de classificação na lista específica das vagas reservadas para negros e índios.” Pelo exposto, fica claro o preconceito racial que essa administração configura quanto aos candidatos cotistas, uma vez que os 20% que a Lei menciona, relaciona-se com o total das vagas oferecidas pelo certame, todavia no que diz respeito a nomeação, o que torna ato vinculado para a convocação dos candidatos é o que menciona o edital, ou seja, a cada 5 candidatos, a quinta vaga será destinada a candidato negro ou índio, conforme fora mencionado anteriormente; o que por sua vez vincula ambas as partes. A convocação feita pelo governador dos candidatos do cadastro do SEPLAG em diário oficial é um ato administrativo, que por sua vez é um ato administrativo vinculado e não discricionário. Caso tal convocação seja feita discricionariamente pelo Chefe do executivo sem que haja legalidade em tal ato, esse por sua vez possui vícios – e, por conseguinte, é ilegal. Na tentativa de solucionar tal fato, um candidato do cadastro do SEPLAG enviou um e-mail a fim de resolver o problema que dizia: “A SEPLAG no dia 17/02/214 pág. 24, convocou 10 Analistas perfil 1 para entregar documentos Entretanto, tal lista foi equivocada. O edital é bem claro: a cada 4 (quatro) candidatos das vagas geral o próximo será das vagas da lista dos negros/índios. Ou seja, a cada 5 (cinco) candidatos 1(um) será negro/índio. Tal convocação convocou 9 (nove) candidatos das vagas do geral e apenas 1 (um) das vagas dos negros/índios. O certo seria 8(oito) do geral e 2(dois) negro/índios. Sendo assim, tal convocação vai de encontro ao que está expresso no edital, sendo este a lei que vincula a administração pública, ferindo assim o princípio da legalidade. Solicito que seja corrigido tal convocação e chamem de imediato o próximo candidato das vagas negros/índios para que a transparência do concurso seja mantida.” Logo após, outro candidato enviou o seguinte e-mail: “Prezado, houve um equívoco por parte de quem nomeou esses candidatos, visto que a lei que vincula a Administração Pública e o candidato em se tratando de concurso público é o EDITAL sem sombra de dúvidas. O item 3.6 do edital sobre o concurso público com vistas ao provimento de cargos efetivos de níveis superior e médio da carreira de Executivo Público é bem claro quanto às convocações. Essa lei PODE ser usada, não tenho dúvidas, em outras fases do concurso e não na fase de convocação, uma vez que o EDITAL foi feito para vincular a Administração em seus atos administrativos nessa e em outras fases do concurso. Lembrando que o ato de convocação/nomeação é ato vinculado e não discricionário da Administração Pública. Peço que reveja tal convocação. Desde já agradeço a compreensão e atenção!” Senhora deputada, como senão bastasse o candidato recebeu a seguinte resposta: “Prezada, o que você afirma não procede. Sugiro que verifique o §8º do art. 1º da Lei nº. 6067/2011. Atenciosamente, Equipe de Concursos ? SEPLAG”. Ora, o edital é bem claro quando diz no seu item “3.6. A nomeação dos candidatos aprovados no concurso público será de acordo com a ordem de classificação geral no concurso, mas a cada fração de 5 (cinco) candidatos, a quinta vaga fica destinada a candidato negro ou índio aprovado, de acordo com sua ordem de classificação na lista específica das vagas reservadas para negros e índios. Portanto, o embasamento para tal nomeação feita pela lei 6067/11, no seu art. 1&8 não é a forma correta. Repise- se senhora Deputada, que o edital é a lei que vincula tanto a Administração Pública quanto os candidatos no que diz respeito a concursos públicos. Dos fatos narrados, resta indubitavelmente demonstrado e comprovado o erro no ato administrativo do Governador, isto é, na convocação dos candidatos de forma equivocada para a Secretaria do ambiente. Posto isto, violou disposição constantes nas doutrinas, jurisprudências e legislações que regem o direto. Estamos querendo acreditar que quem respondeu esse e-mail solicitando a correção da convocação seja uma pessoal leiga no assunto, haja vista que não contém a assinatura de ninguém e nem muito menos podemos saber quem respondeu essa solicitação. Só podemos provar que o e-mail o qual foi enviado à solicitação está disponibilizado de forma ostensiva e não restrita para todos no site da SEPLAG, cujo endereço: faleconosco@planejamento.rj.gov.br, bem como no concurso@planejamento.rj.gov.br. Assim sendo, é perfeitamente cabível uma eventual correção de imediato no ato administrativo citado em tela. Há que se mencionar, que nos quadros da Secretaria do ambiente encontram-se terceirizados ocupando vagas de concursados; o que também é ilegal, pois de acordo a Constituição de 1988 em seu artigo 37,II, a investidura em cargos públicos se dará mediante concurso com aprovação prévia; e ainda, com relação aos terceirizados, o artigo 37, IX diz que esse tipo de contratação será por prazo determinado, tendo em vista a carência de servidores concursados; o que não configura em nada o caso em tela. III – Das Provas a) e-mail solicitando a correção e a resposta da SEPLAG alegando que não procede tal solicitação; e b) diário oficial do RJ do dia 17/02/2014 pág. 24; Por tudo exposto, mais uma vez os candidatos do cadastro do SEPLAG junto com os atuais executivos Públicos agradecem a forma como a senhora Deputada nos acolheu. Solicitamos que a senhora possa intervir nesse caso para que as convocações sejam feitas conforme reza a nossa carta política de 1988 e que os princípios balizares expressos em seu artigo 37, sobretudo o da legalidade, sejam preservados.
    Respeitosamente, candidatos aprovados e classificados na carreira Executiva da Seplag/RJ.

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