Manobra para salvar Dilma divide ministros do TCU

Vinicius Sassine
O Globo

Parte dos ministros do TCU entende que foi definitiva a conclusão de abril de que as “pedaladas” infringiram a Lei de Responsabilidade Fiscal, por terem configurado uma operação de crédito com os bancos, e cabe para as próximas sessões apenas estabelecer a dosimetria das culpas. Outra parte enxerga que o martelo ainda não está batido, porque o governo alega que a manobra foi apenas uma prestação de serviços.

A disposição de pautar o processo original das “pedaladas” é endossada pelo ministro Augusto Nardes, relator das contas de 2014 da presidente. O temor do relator, manifestado a colegas do tribunal, é que Supremo Tribunal Federal (STF) decida anular o julgamento das contas pelo TCU, caso essa votação ocorra antes da conclusão do processo sobre as “pedaladas”. Nardes já manifestou a intenção de votar pela rejeição das contas da presidente.

A primeira defesa de Dilma já foi entregue. Na última quarta-feira, graças à atuação de Renan, Temer e ministros do governo, a presidente ganhou mais 15 dias para se explicar por conta de dois novos indícios de irregularidades apontados pelo Ministério Público junto ao TCU. Esses indícios estão relacionados a gastos autorizados por Dilma sem autorização do Congresso Nacional. O julgamento do parecer — pela rejeição das contas de 2014 ou pela aprovação com ressalvas — só deve ocorrer a partir do fim de setembro.

NOVAS PROVAS

Diante da possibilidade de o TCU mudar o entendimento sobre “pedaladas” no julgamento do recurso relatado pelo ministro Vital do Rego, Nardes agora aposta na acumulação de novas provas, porque a presidente baixou decretos para aumentar gastos sem autorização do Congresso. Nardes pediu à área técnica que passasse um pente-fino nos decretos editados em 2014. Já teriam sido encontradas cerca de dez liberações de crédito em desrespeito à Lei Orçamentária.

Créditos suplementares foram criados em desrespeito às metas fiscais, segundo as primeiras conclusões do gabinete do relator. Além disso, os gastos teriam sido justificados por receitas financeiras, que não entram no cálculo do superávit primário.

4 thoughts on “Manobra para salvar Dilma divide ministros do TCU

  1. Por falar em manobras, se fosse lá na Matrix do Barackis Obramis, o FBI, O Exercito , Força Aérea One ,Marinha Estadunidense, as Policias Locais, já estariam fechando o Estado todo para combater o crime e a maior carnificina ao céu aberto de que se tem noticias.
    Mas ,sabe como é, francês pode tudo, até se esconder entri-cheirado no Palácio da Ética com vários Tanques de Guerra Mídiaticos á frente dos portões para poder proteger e blindar o famoso hospedeiro da Casa Grande e da Grande Mídia esgoto deste Páis.
    E olhe, Sr. Newton, que foi avisado há 30 anos atrás sobre a Organização Criminosa, mas francês arrogante e prepotente batia na mesa dizendo que era tudo inventado …
    O Gênio Administrativo conseguiu colocar a Cidade de Osasco para o Mundo ver…….
    Cadê o Salvador Dr. Juiz Moro.???

  2. O texto desse Armando é simplesmente idiota.O que isso tem haver com o Dr. Moro?
    Se ele tem tanto ódio do PSDB, por que não faz sua filiação ao PT, e tentar fazer aquilo que os integrantes de outros partidos até agora não tiveram a capacidade de fazer, defenestrar o PSDB do governo de São Paulo.
    Vá lá Armando!, faz isso: se candidata ao Governo de SP, e pede ajuda ao Vaccari, ao Dirceu , ao Lula e a Dilma que você ganha tenho certeza.

Deixe uma resposta para DAVID Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *