Mantega e Coutinho são réus na fraude de R$ 8 bilhões em repasses do BNDES à JBS

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Mantega e Coutinho montaram uma quadrilha dentro do BNDES

Andréia Sadi e Mariana Oliveira
Blog da Andréia

O juiz Marcus Vinicius Bastos, da 12ª Vara Federal em Brasília, recebeu parcialmente denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) e tornou réus, entre outros, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Luciano Coutinho. Também viraram réus nesta ação mais três pessoas. A decisão é desta quinta-feira (dia 23).

Os dois são acusados de terem autorizado empréstimos supostamente irregulares que superam R$ 8 bilhões do BNDES para o frigorífico JBS, uma das empresas dos empresários Joesley e Wesley Batista.

PALOCCI ESCAPOU – O magistrado do Distrito Federal rejeitou a denúncia em relação a sete acusados, entre eles o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e o empresário Joesley Batista.

Mantega vai responder por formação de quadrilha (a partir de 2013 o crime virou associação criminosa), corrupção passiva, gestão fraudulenta de instituição financeira e práticas contra o sistema financeiro nacional (prevaricação financeira).

Luciano Coutinho responderá por formação de quadrilha, gestão fraudulenta e práticas contra o sistema financeiro.

R$ 8,1 BILHÕES – A denúncia apresentada em março pela força-tarefa da Operação Bullish, do Ministério Público Federal, envolvia ao todo 12 pessoas por suspeita de operações irregulares, de 2007 a 2009, que ultrapassaram o valor de R$ 8,1 bilhões.

Conforme a acusação, o esquema consistia em pagamentos de serviços não prestados e emissão de notas falsas, além de investimentos simulados e doações irregulares a campanhas eleitorais. Os empréstimos do BNDES à JBS teriam sido aprovados contrariando regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O elo da JBS seria Victor Sandri, ex-assessor de Mantega que também virou réu. Segundo a denúncia, ele era intermediário da propina e teria recebido R$ 5 bilhões sem prestar qualquer serviço e R$ 67 milhões em contas no exterior.

A ACUSAÇÃO – Victor Sandri virou réu por quadrilha, corrupção ativa, gestão fraudulenta e prevaricação. Também responderão ao processo Gonçalo Ivens e Leonardo Vilardo Mantega. Todos serão notificados para responder à acusação em dez dias. Quando eles foram denunciados, a defesa de Mantega não comentou a acusação.

Em nota enviada nesta sexta, a assessoria de Luciano Coutinho afirmou que a decisão foi “sábia” ao isentar os funcionários do banco, mas disse demonstrar “inconformismo” com o acolhimento da denúncia contra ele pois, segundo a assessoria, Coutinho “sempre se pautou pela integridade e pelo respeito à lei”.

“Coutinho manifesta a sua confiança na justiça e na observância do devido processo legal. Ele reafirma a certeza de que demonstrará cabalmente sua inocência no curso deste processo”, disse a assessoria.

DENÚNCIA REJEITADA – O juiz rejeitou as acusações em relação a sete acusados. Em relação a Joesley Batista, acusado de corromper os políticos, o juiz afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) assegurou imunidade quando Joesley fez acordo de delação premiada. E que é preciso aguardar uma decisão final da Suprema Corte sobre a rescisão ou não do acordo de delação.

“O próprio MPF lastreia a narrativa acusatória nas declarações prestadas pelo denunciado colaborador, utilizando os seus esclarecimentos naquilo que lhe convém e o desprezando no que entende ser contrário à sanha persecutória”, considerou ainda o magistrado na decisão.

Em relação às acusações contra Palocci de formação de quadrilha, corrupção, gestão fraudulenta, prevaricação e lavagem de dinheiro, o juiz considerou que não há provas suficientes.

SEM PROVAS – “A simples afirmação de Joesley de que ‘Palocci poderia intervir em seu favor em algum momento’, à toda evidência não se presta a comprovar a prática de ilícito penal por esse último”, ponderou o juiz.

Segundo a magistrado, para o recebimento da denúncia, exige-se a demonstração “fundada em elementos probatórios mínimos”.

O juiz do DF considerou que os outros denunciados eram técnicos do BNDES e não há provas de que tenham atuado em crimes.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A “inocência” de Luciano Coutinho é Piada do Ano. Quando ainda presidia o BNDES, o Congresso o convocou e ele mentiu ao prestar depoimento. Disse que o empréstimo do Porto de Mariel, em Cuba, era garantido pela grupo Odebrecht. Na verdade, a garantia era do Tesouro Nacional, através do Ministério da Fazenda. Cuba não está pagando e ficou tudo por isso mesmo. Coutinho e Mantega merecem uma condenação pesada. Vamos aguardar. (C.N.)

5 thoughts on “Mantega e Coutinho são réus na fraude de R$ 8 bilhões em repasses do BNDES à JBS

  1. Deveriam estar presos há muito tempo.
    Este Luciano Coutinho é pior que o outro, pois o vi num restaurante, há pouco tempo. Descarado. Crápulas.

  2. Um bom dia e ouçam meu rugido!

    Mas desde o tempo quando criado o BNDES mais liberou créditos para quem senão grandes empresas da indústria e da construção?

    Até financiar fusão o banco financiou.

    A má utilização do banco de fomento foi feita em todos os governos.

    Sem dúvida ficou mais escancarado no período PT.

    Mas também a isso se deve o fato das elites do setor bancário não terem gostado da ação desse governo liderado pelo líder sindical atuando no campo que elas queriam dominar. Soma-se a isso o crescimento e entrada forte da Caixa Econômica e do Banco do Brasil.

    Quem tentou escantear o Lula através de impeachment, porém, sem sucesso, ante a falta de adesão do FHC e outros líderes políticos à época? – as elites dos setores bancário e da mídia.

  3. E a dizer que o Manteiga processou um rapaz que o chamou de corrupto dentro de um restaurante. O processo foi evitado com a apresentação humilde de desculpas do rapaz exigidas do agora acusado de todas as safadezas que ora afloram contra ele.
    No entanto, o principal mafioso está preso com todas as regalias (assessores, motoristas, carros e uma visitante semanal). Depois dizem que o país não é uma zona.

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