Mantega rasga a fantasia e defende aumento de impostos para cumprir meta fiscal

Reuters e Agência Estado

BRASÍLIA – Para evitar uma frustração da meta fiscal, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, acena com um aumento de impostos este ano. Segundo ele, essa é uma espécie de reserva que o governo tem para ser usada, se for necessário, para melhorar a arrecadação.

Em teleconferência para analistas estrangeiros, o ministro disse, contudo, que a projeção feita para o aumento de receitas é realista. Segundo ele, a projeção de alta da arrecadação administrada, que vem da cobrança de impostos, é de aproximadamente 8%. Já a previsão de aumento das receitas totais, que incluem arrecadação com royalties de petróleo e concessões, é de 10%.

O ministro lembrou que essa previsão de alta é nominal e, com a inflação, a estimativa não é tão alta. “Se compararmos com a trajetória de arrecadação, está em linha com o crescimento”, afirmou. Ele destacou que a concessão da banda larga de 4G trará receitas extraordinárias este ano, mas não fez previsões de valores.

ENERGIA

Os gastos adicionais com energia foram apontados pelos economistas como uma das fragilidades da meta fiscal anunciada pelo ministro. Ele nega que o tema seja motivo de preocupação e diz que o governo está preparado para cobrir eventuais despesas adicionais com o setor elétrico em 2014. Esses gastos extras devem-se ao acionamento das caras termelétricas que foram usadas para garantir o abastecimento do País.

“Podemos fazer sacrifício suplementar e contar com outras receitas que não foram previstas no Orçamento de 2014”, disse Mantega.

9 thoughts on “Mantega rasga a fantasia e defende aumento de impostos para cumprir meta fiscal

  1. O Mantega é apenas um gerente do modelo econômico a que estamos submetidos. O que os técnicos do modelo decidirem, encaminha a presidente para aplicação. A dificuldade para mais arrocho no momento se deve à Copa e à questão eleitoral. Mas, em 2015, com QUALQUER CANDIDATO ELEITO SOB O ATUAL MODELO, o arrocho tributário virá e com aumentos de combustíveis e energia para aos contribuintes e consumidores brasileiros.

  2. Somos escorchados compulsoriamente em 5 meses e 20 dias anuais em impostos de nossos salário, e não temos o retorno, para as necessidades básicas da Cidadania:Escola, Saúde, Segurança, Transporte.
    Nosso suor e lágrimas, está atendendo ditaduras africanas e de Cuba, sendo que de Cuba, importamos escravos diplomados, rasgando à Constituição e as Leis trabalhistas.
    É muita coragem do mante-i-ga, falar em aumento de impostos, e lembro que em abril, morreu assassinado pelo Poder, o Tiradentes, pela cobrança de impostos escorchantes, a “DERRAMA”, único HERÓI NACIONAL, que nos deixou o lema: “Liberdade, ainda que tardia”
    O Cidadão que ama o Brasil, a cada dia, fica mais envergonhado em ver tanta “sandice”, tanta “cara de pau”, de governantes (os 3 podres poderes), sacrificar ainda mais, esse povo ordeiro e trabalhador, que morre à porta dos hospitais, hospitais, em sua maioria, hoje, entregues a Ongs, OSs, Fundações, que visam lucro, quando à Constituição enxovalhada, diz: é OBRIGAÇÃO E DEVER DO ESTADO PRESTAR O SERVIÇO DE SAÚDE. DEUS, até quando, nosso POVO, ficará a mercê da “pirataria”.
    Queira DEUS, que em 05/10, nos ilumine, nos mostrando os melhores candidatos.
    OREMOS, é o último recurso de FÉ, para transição pacifica, para a DIGNIDADE.

  3. Ó Céus! Já somos tributados em excesso e sem retorno.
    Fico imaginando as ideias indecorosas que pululam nas mentes da petralha…
    Será que nossos impostos estão também alimentando as suas vaquinhas?

  4. Este senhor, ministro da fazenda Guido Mantega, só sabe querer meter a mão no bolso do brasileiro através de impostos, não sabe outra política econômica, nunca se pagou tantos impostos neste país, é um verdadeiro absurdo, este é o país dos impostos.

  5. Theo Fernandes,
    Bem lembrado Tiradentes.
    E olha que a derrama foi a cobrança de 1/5, ou seja 20%.
    Ela era o dispositivo da Coroa contra os “homens-bons” (na época eram os brancos e ricos), para que estes zelassem pela arrecadação do quinto.
    A nossa carga tributária está em 40% do PIB, ou seja 2/5 da nossa produção…
    Já estamos nos 2/5 dos infernos neste país.
    Êta!

  6. Creio que o governo não terá outra alternativa caso os reservatórios das hidrelétricas continuem a sofrer com o baixo volume pluviométrico.

    O governo separou R$9,0 bilhões no orçamento, na conta CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) para sustentar a atividade das usinas termelétricas que suprem o sistema de geração de energia brasileiro, se as hidrelétricas não dão conta do recado.

    Tudo vai depender das chuvas. O que não pode é o governo baixar a guarda com o superávit primário. Este ano corresponde a 1,9% do PIB. É o mínimo necessário para uma política fiscal austera.

    Por enquanto a carga tributária brasileira está em 36,27% do PIB, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).

  7. Por outro lado, não é que a carga tributária brasileira seja alta, é que o retorno social dos impostos que pagamos no Brasil é muito baixo.

    Neste quesito perdemos até para países latino-americanos como Uruguai e Argentina, segundo o IBPT.

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