Marcelo Odebrecht recusou alguns pedidos de Lula, mas o pai mandava atender…

Resultado de imagem para marcelo e emilio odebrecht charges

Emílio Odebrecht não sabia dizer não a Lula

Catarina Alencastro
O Globo

A proximidade entre o ex-presidente Lula e o patriarca do grupo Odebrecht, Emílio Odebrecht, foi tema de uma “DR” entre pai e o filho, o ex-presidente do grupo Marcelo Odebrecht. Enquanto Emílio relatou ter alinhamento e simpatia pelo petista, Marcelo disse ter relação “complicada” com o ex-presidente. Em um dos depoimentos dados no âmbito de sua delação premiada, Marcelo conta que os pedidos de Lula eram normalmente feitos por meio de seu pai ou de Alexandrino Alencar, ex-executivo da empresa que ajudava Emílio no contato com o ex-presidente. Mas disse que, por vezes, discordava da demanda do petista, e, quando isso acontecia, Lula procurava Emílio para deliberar sobre o caso. Irritado com a postura do petista, Marcelo escreveu um bilhete para o pai, reclamando.

“Eu tinha uma relação meio complicada com Lula porque muitas vezes eu discordava das coisas. Exemplo típico foi Belo Monte, Arena Corinthians, que foram dois projetos que eu fui contra, e aí Lula acabava recorrendo ao meu pai como última instância. Isso gerou inclusive uma nota que eu fiz ao meu pai, dizendo: “Pai, você precisa conversar com Lula, porque se ele continuar recorrendo a você não adianta nada”. Mas no final a relação de Lula acabou sempre sendo com ele (Emílio)”, disse Marcelo.

SÍTIO DE ATIBAIA – Em tom de crítica, Marcelo menciona o pedido que a ex-primeira-dama Marisa Letícia teria feito à Odebrecht, por meio de Alexandrino Alencar, para que a empreiteira terminasse uma reforma que estava sendo feita no sítio de Atibaia. O caso consta da delação de Emílio ao Ministério Público. Segundo Marcelo, Emílio recebia as demandas de Lula, ligava para o chefe de algum setor da Odebrecht, denominado internamente de líder empresarial (LE), e o pedido tinha que ser atendido.

“O meu pai achava alguém dentro de casa para pagar a conta. Da mesma forma que quem pagou a conta do sítio acho que foi a área de infraestrutura. Ele ligava pra algum LE (líder empresarial) e algum LE pagava a conta” — relatou.

SEDE DO INSTITUTO – Em outro depoimento, esse incômodo de Marcelo com Lula reaparece. Quando o empreiteiro relata o pedido de interlocutores do ex-presidente para que a empresa comprasse um terreno para instalar uma nova sede do Instituto Lula, Marcelo conta que procurou o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci, que comandava a relação financeira entre PT e Odebrecht. Queria saber se era, mesmo, para comprar o imóvel. E Palocci o teria orientado a comprar, sim, para não alimentar a fama que tinha de “dificultar” o andamento dos pedidos.

“Palocci me orientou a aceitar, dizendo que se eu recusasse iam dizer que mais uma vez eu estava dificultando para atender um pedido de Lula” — relatou Marcelo Odebrecht.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
E ainda há quem diga que Lula não é corrupto e apenas ganhou “presentes” de empresários que ficaram satisfeitos com as realizações dele… Como dizia aquele personagem criado por Jô Soares, “tem pai que é cego”. (C.N.)

7 thoughts on “Marcelo Odebrecht recusou alguns pedidos de Lula, mas o pai mandava atender…

  1. Isso que o lula não sabia de nada. Imagina se soubesse.
    Até hoje, não tinha visto ainda um sujeito com uma cara de pau tão tão lustrosa de óleo de peroba, como a do molusco. É um farsante e ator tão completo que poderia ganhar um OSCAR de ator protagonista.
    O molusco é único, mas o interessante é que ainda ha quem acredite nele, seja por algum interesse ou fanatismo mesmo.

  2. O que falta para prender Lula? Provas, materialidade do crime, contrapartida de Lula.
    Diversos analistas de várias linhas ideológicas tem apontado que faltam provas, não há crime configurado.

  3. Diante deste quadro político dantesco que assola o país, que nos sentenciou à estagnação econômica, ao desemprego, à inadimplência, a juros exorbitantes, aos roubos permanentes, à exploração diária, os conflitos entre comentaristas deste blog seriam naturalmente realizados e, boa parte deles, radicalizados.

    Immanuel Kant, notável filósofo alemão (22-04-1.724/12-02-1.804), autor de várias obras consagradas, escreveu Crítica da Razão Pura que, em resumo, consistia:
    O que podemos fazer;
    O que devemos fazer;
    O que nos é lícito esperar.

    Mais adiante, publica Crítica da Razão Prática, que consistia em discorrer sobre o Imperativo Categórico, “forma da lei moral” para uma vontade imperfeita, e tendo como contraponto exatamente a mesma forma de lei moral servindo como imperativo categórico, porém agindo de tal modo que a máxima das ações possam valer como lei universal, ou seja, um padrão calcado na ética e moral que sirva para qualquer indivíduo e qualquer país!

    Dito isso, e sem precisar que nos aprofundemos nos ensinamentos do pensador germânico, a TI comumente tem no seu espaço comentários discordantes, que levam a posições extremadas, a opiniões e palpites, raramente, a crítica.

    Sintetizando, a crítica seria avançar no tema proposto, ir além, que não é discordar ou concordar, longe disso, mas aperfeiçoar o assunto e, usar, mesmo que superficialmente, o que disse Kant:
    Faço o quê?
    Devo fazer o quê?
    Até onde é correto eu aguardar por soluções?

    Quando alguém discorda, ela emite a sua opinião. Bom, respeitosamente, nada vai acrescentar sobre o debate, e o autor ficará com a sua ideia, lógico, e procedente;

    Se a pessoa apenas dá o seu palpite, ela tem uma suspeita, um pressentimento, algo que não se conecta sequer ao tema em discussão porque intangível para os demais.

    Assim, a situação brasileira hoje exige críticas absolutas sobre o que Podemos fazer para melhorar o país;
    O que Devemos fazer para sairmos dessa estagnação que nos encontramos;
    Se o nosso procedimento mais aconselhável seria esperar por soluções.

    Em princípio podemos protestar, reclamar e reivindicar uma postura governamental que atenda os interesses do povo;
    Devemos fazer a nossa obrigação, que consiste cobrar de quem elegemos e do governo, que atuem em benefício daqueles que sustentam os poderes, a população;
    Mas não devemos esperar por milagres, deixar com o está para ver como fica, não.

    Desta forma, se defendo o fechamento do Legislativo e intervenção no Planalto, considero a gravidade do momento, que se mostra tão poderosamente arraigada a um sistema pernicioso e nefasto, que esse mesmo processo não possui a força necessária para mudar, mas para dar-lhe suporte à perpetuação de atos ilícitos consubstanciados na Impunidade!

    E corrobora essa impunidade e comportamentos criminosos, a maneira como o Legislativo e Executivo elaboraram o seu código de leis com base no imperativo categórico peculiar, conforme suas vontades imperfeitas porque prejudicam o povo e nação, tornando-se esta promulgação de conduta ilícita a máxima exigida entre os parlamentares, e submetendo o Executivo, extremamente frágil às decisões do Legislativo, que participe ativamente deste processo, se quiser ter seus projetos aprovados.

    Na razão direta que alguns concordam comigo e outros discordam, palpite ou opinião diferente, lamento, não vão alimentar o debate que deve ser pela razão, ou seja, uma crítica que projete o tema para novos enfoques, menos apelos para frases feitas ou jargões conhecidos e rotos.

    Não haveria comentarista saindo dos trilhos se uma crítica fosse feita ao seu texto, mas todos, indistintamente, iriam se recusar a receber palpites e opiniões diferentes e, a maioria, agressiva e ofensiva, com base em paixões pessoais ou preferências, então as necessárias mediações da TI tanto para acalmar os ânimos quanto impedir que a qualidade do blog seguisse os mesmos passos da política brasileira, o esgoto.

    Portanto, critiquem esse meu registro se entenderem assim, mas não me venham com palpites ou opiniões que ofendem a inteligência de seus próprios autores!

    Havendo esses pequenos cuidados, indiscutivelmente as intervenções do Mediador serão desnecessárias e ganhará a Tribuna da Internet, enquanto seus comentaristas e leitores serão respeitados e seus registros enaltecidos.

    Tratemos de criticar, muito, constantemente, mas opiniões e palpites não mais se enquadram neste espaço democrático e mar de corrupção que sufoca e país e aniquila o povo pela falta de ar puro e promiscuidade!

    A lei imposta pelo Legislativo, imoral, e comportamento corrupto, precisam ser debelados pelo povo, e devemos agir neste sentido, pois somente cabe à população que haja em nome de si mesma, e não aguardar por salvadores da pátria ou falsos líderes políticos que esta abjeta e deplorável política, que se soma às elites e castas perniciosas e nocivas, possam produzir!

    Executivo e Legislativos falidos ética e moralmente não podem nos adicionar nada positivo, pelo contrário, então as suas reformulações imediatas e radicais.

    E, da mesma forma, a mudança plena no STF, que não pode seguir com seus ministros sendo escolhidos pelo presidente da República, hoje sem autoridade moral para decidir sequer a cor da gravata que usará junto ao seu traje no dia seguinte!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *