Marco Aurélio empata o jogo no julgamento da formação de quadrilha: 4 a 4

Carlos Newton

Uma surpresa: o ministro Marco Aurélio, que até agora tinha tentado ser breve em seus votos, lê seu discurso de posse na presidência do Supremo, em 2006, para justificar sua posição no julgamento dos mensaleiros. Depois, afirmou: “Não creio que se coloque em dúvida que em se em tratando de corrupção, a paz social fique abalada. O sujeito passivo do crime de quadrilha é a coletividade”

 “Foi um crime contra a coletividade”

Concordou que o crime de formação de quadrilha exige uma associação estável, “não uma simples cooperação esporádica, episódica, como ocorre na co-autoria. E salientou: “Não se faz quadrilha por contrato social escrito”.

“No caso, houve a formação de uma quadrilha das mais complexas, envolvendo o núcleo político, núcleo financeiro e núcleo operacional”, disse Marco Aurélio, votando pela condenação dos réus do núcleo político, Dirceu, Delúbio e Genoino. E o placar ficou 4 a 4.

Como dizia o genial compositor Miguel Gustavo, meu vizinho no famoso Edifício Zacatecas, “o suspense é de matar o Hitchcock”.

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