Marina e Leal esperam pelo Ibope e Datafolha

Pedro do Coutto

Cidade do Porto – Hoje, feriado nacional em Portugal pela comemoração do centenário da República, o jornal português “O Público” traz  ampla reportagem sobre as perspectivas políticas em torno do segundo turno da sucessão presidencial.  A matéria, como é natural, desloca-se sobre para quem irão os votos que Marina Silva recebeu nas urnas de domingo.
A senadora verde não se definiu ainda, deixando passar a impressão de que poderá assumir uma atitude de neutralidade . Mas seu vice, empresario Guilherme Leal, dá a entender que o PV poderá propor um programa mínimo e colocá-lo à disposição tanto de Dilma quanto de Serra. Entretanto destacou a necessidade, sobretudo, de haver um compromisso bastante firme envolvendo a ética pública. Com isso, tacitamente, referia-se sem dúvida ao escândalo administratiivo protagonisado pela ex-ministra Erenice Guerra, que na realidade foi o fato causador da descida da candidata do PT na reta de chegada, projetando a decisão final do pleito para 31 de outubro.
Entretanto, logicamente Marina Silva e o empresário Guilherme Leal devem esperar o que dizem as pesquisas do IBOPE e Datafolha que estão para sair nos próximos dias. Porque ninguém vai transferir seu apoio a quem não apresentar perspectivas de vitória. Há contudo uma questão de consciência a ser considerada com um certo peso e esta questão de consciência já colocada por Marina Silva na  primeira etapa é suficiente para que realce seu posicionamento e, neste caso significará uma neutralidade. Ela já teria marcado sua posição e deslocaria seu olhar para as eleições presidenciais de 2014.
Mas não se pode considerar seja esta a  posição de Guilherme Leal que, segundo o Jornal “O Público” desta cidade tenderia mais para Serra. Esta definição do  vice é importante porque, afinal de contas, ele sustentou financeiraamente a campanha de Marina Silva. O jornal português a que me refiro publicou excelente reportagem, porém num dos pontos cometeu um equívoco: ao citar a canção Marina Morena atribuiu sua autoria ao verde Gilberto Gil, ex-ministro da cultura de Lula. Ele cantou a música, mas ela é de autoria de Dorival Caymi.
Finalmente, claro, Lula vai se empenhar a fundo pela vitória de Dilma Rousseff, reunindo principalmente a seu lado os governadores Sergio Cabral, Tarso Genro, Eduardo Campos e Jaques Wagner. A incógnita é se José Serra vai contar com o empenho entusiasmado de Aécio Neves e Geraldo Alckmim uma vez que uma eventual vitória da tucano distanciaria ambos 8 anos da perspectiva de chegarem ao Palácio do Planalto.
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