Marina quer plebiscito para temas polêmicos como aborto e legalização das drogas

POLITICA - DO DIA - BELO HORIZONTE - MG .

Marina quer acabar com reeleição e foro privilegiado

Fransciny Alves
O Tempo

A candidata da Rede ao Palácio do Planalto, ex-ministra Marina Silva, reafirmou  nesta terça-feira (14) a pastores evangélicos que, se eleita, pretende fazer plebiscitos para consultar a população sobre temas polêmicos, como a legalização das drogas e a ampliação das hipóteses para o aborto legal. A presidenciável participou de encontro com cerca de 150 líderes de igrejas cristãs do país na Igreja Batista Central, no bairro Luxemburgo, na região Centro-Sul da capital mineira.

De acordo com a candidata, durante o evento houve somente um questionamento sobre temas polêmicos. “Teve apenas uma pergunta em relação ao aborto que eu respondi o que venho respondendo desde 2010: existem as formas já reconhecidas pela legislação brasileira para o aborto, e se for para ampliar além dessas formas, que se faça isso por plebiscito. Mas foi um tema dentro do que é interesse do país, como a melhora da economia”, afirmou a ex-ministra.

SABATINA – Marina Silva apresentou suas propostas e foi sabatinada por cerca de uma hora por pastores evangélicos. Entre os temas tratados por eles no encontro, que foi fechado para a imprensa, estavam segurança pública, crise econômica, reforma política e saúde.

Em coletiva de imprensa, ela disse que não foi indagada sobre a legalização das drogas, mas que adota a mesma postura de se realizar uma consulta popular sobre o tema. “Eu igualmente defendo que se faça um escutamento da sociedade por meio de plebiscito porque é assim que é tratado na maioria dos países do mundo”, disse.

REFORMA POLÍTICA – A candidata também voltou a defender com veemência a realização de uma reforma política no país. “É um compromisso de que vamos acabar com a reeleição, vamos implementar mandato de cinco anos para o Executivo a partir de 2022, vamos acabar com a suplência dos senadores, implementar  reeleição só por dois mandatos para Legislativo, vamos acabar com o foro privilegiado e vamos acabar com o monopólio dos partidos introduzindo as candidaturas independentes”, declarou Marina Silva.

A concorrente ao Palácio do Planalto ainda afirmou que durante a campanha eleitoral, que se inicia nesta quinta-feira (16), ela pretendo vir o máximo de vezes possível para Minas Gerais, que é o segundo maior colégio eleitoral do país: “Eu fui muito bem acolhida e votada em Minas Gerais nas eleições de 2010 e 2014. Estarei aqui fazendo campanha aos nossos candidatos ao governo (João Batista Mares Guia), ao Senado (Kaká Menezes), e a deputados estaduais e federais”.

24 thoughts on “Marina quer plebiscito para temas polêmicos como aborto e legalização das drogas

    • A questão, Daniela, é que falta informação, tanto sobre a questão do aborto, das drogas, do desarmamento, etc. Há fatores científicos, morais, filosóficos, religiosos, etc., nelas envolvidos. Por isso a necessidade de amplo debate sobre, não podem ser tratadas como mera opinião pessoal.

  1. Pesquisa popular para um tema tão complexo não soa como boa sugestão. O brasileiro não sabe nem escolher seus governantes.
    Nos USA o caso está na corte suprema. Aqui não podemos fazer o mesmo por termos um STF que não vale o que o cão de rua come.

  2. Só ontem pude assistir a entrevista do Ciro no Roda Viva, achei boa, no geral.

    Me surpreendeu que ele tem exatamente a mesma proposta da Marina nessas questões: consultar a sociedade.

    E com o mesmo fundamento: não é papel do chefe de estado ser juiz do comportamento e dos valores morais dos indivíduos, no que eu concordo plenamente. Deve, isto sim, dar acesso a informação, promover o debate e convocar a sociedade para que esta decida democraticamente.

    A Marina vem dizendo isso há anos, e parece que não é compreendida.

  3. Boa tarde leitores(as):

    Ilustre Fransciny Alves “O Tempo” , acontece que no Brasil as autoridades não respeitam as decisões que o povo toma nos plebiscitos ,vede o caso do desarmamento ,elas pura e simplesmente empurraram goela à baixo do povo , esse famigerado estatuto.

  4. Marina se mostra mesmo como uma tartaruga em cima de um poste!

    Deixar para que um povo inculto e incauto, analfabeto absoluto e funcional, que decida sobre assuntos tão complexos é irresponsabilidade!

    Quero ver o aborto sendo livre assim como as drogas.
    QUE PAÍS É ESSE??!!

    Se a intenção das pessoas que se preocupam com os dependentes químicos é curá-los, a liberação de aquisição significa o mesmo que o aborto para o adulto, ou seja, a sociedade permitirá que ele se mate drogado!!!

    Se a possibilidade de engravidar AINDA serve para que haja um certo cuidado, mesmo que superficialmente a respeito das relações sexuais abertas, sem cuidados, sendo também livre, faltarão hospitais e clínicas para os abortos que acontecerão!

    Se é este o pensamento “evangélico” de Marina, indiscutivelmente quando fez essas declarações estava possuída pelo maligno!

    Bom, vivo dizendo:
    A coisa tá feia!

  5. Marina está se destruindo sozinha. Sempre fica em cima do muro toda vez que tem uma questão controversa e conflituosa a ser resolvida.

    A maioria da população brasileira é católica, protestante e evangélica. Ela que se diz evangélica, não deveria nunca ter uma posição ambígua nestes temas polêmicos em que mais de 90% dos cristãos já tem posição firmada. Pode contar, nas próximas pesquisas vai cair ainda mais posições. Se ela não é firme nestas questões, como seria comandando a nação?

    É por isso que as pessoas dizem que a Marina é a candidata melancia, verde por fora e vermelha por dentro.

  6. Os adoradores de ladrões são mesmo muito estranhos!

    A diferença entre as legalizações do aborto e das drogas com a permissão de o cidadão poder comprar um arma para se defender é abissal!

    Os plebiscitos serão licenças oficiais para matar ou suicídios coletivos, enquanto a arma vai impedir que a pessoa seja morta, na medida do possível.

    Em se tratando de vidas, jamais a esquerda vai entender, pois a sua ideologia é superior à existência de cada ser humano!

  7. Outro detalhe de fundamental importância:
    O poder que possuem para tergiversar.

    Se os plebiscitos trazem consigo temas tão graves e complexos, que exigem debates de especialistas e de cidadãos com visões mais amplas do que ver apenas seus umbigos, tais questão devem ser debatidas e aprovadas em âmbito congressual!!

    Ou, então, escolhemos representantes do povo para o parlamento a título de quê?!

  8. Se os plebiscitos que a Marina alegou que irá propor, drogas e o aborto, ela deveria aproveitar e solicitar um plebiscito para PENA DE MORTE!

    Ora, se o aborto e as drogas somente matam, a pena de morte instituída lhe daria coerência, além da sensação de mãos lavadas sobre o resultado colhido com essas indagações populares.

  9. Interessante e curiosamente, para a esquerda a preservação da vida é autoritarismo da direita!

    A possibilidade de a pessoa se matar pelos efeitos das drogas, e matar quem está sendo formado no ventre da mãe são movimentos de esquerda!

    Bom, se isso é ser progressista, considero-me um retrógrado contumaz e incorrigível!

  10. Caros comentaristas. Plebiscito para ligalização das drogas, ou, de maconha? Nunca soube que qualquer país tenha feito plebiscito para liberar: Cocaína; Heroína; LSD, Anfetaminas e outras. Então não vejo como plebiscitos para liberar ¨ drogas ¨

  11. Edilson,

    Trata-se da contradição por excelência desta proposta de Marina!

    Evangélica com viés para matar e se deixar ser morta?!

    Mata pelas drogas e mata pelo aborto??!!
    Ora, que proponha a pena de morte também.

    Abraços.

  12. Quem sabe se possa por na lista dos plebiscitos a poligamia, a legalização da profissão de prostituta, de cafetão etc. Acabaríamos com o Congresso. E o povão, com sua extrema sabedoria, passaria a decidir de tudo.

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