Marina se lança presidenciável para 2014, fica neutra diante dos presidenciáveis de 2010. Dilma e Serra num debate sem audiência e diante de televisões desligadas, se neutralizam.

Helio Fernandes

Nenhuma surpresa para este repórter (e muitos participantes deste blog), Dona Marina se declara NEUTRA. E complementando e comprometendo a própria inutilidade, aparece como presidenciável para 2014, tentando desvendar ou adivinhar os próximos 4 anos.

Desde 0 dia 4 tenho dito aqui, várias vezes, que não haveria definição explícita do PV nem a favor a Serra nem de Dilma. Mas como o PV não tem voto de massa ou voto transferível, o partido não conquistou ou ampliou a grande bandeira do meio ambiente, vive do mínimo prestígio de alguns, entre eles a própria Marina.

Mas é uma situação de perplexidade inteiramente fora da realidade, a posição eleitoral do PV. Num quadro partidário surrealista, o PV não obtém nada. Devia lutar pelo seu objetivo aparentemente único, mas para conseguir se projetar devia lutar claramente pela reforma partidária. Se o PV puder ou quiser crescer (como aconteceu em outros países), terá que haver vida partidária verdadeira, com escolhas comandadas pelo povo.

Dona Marina não se decidiu abertamente, nem tem capital eleitoral para isso. Dentro do PV ela é apenas pingente, transeunte ou coadjuvante, como quase todos os outros. “Deu” um ministro, transitório, pelo fato de ser filho de José Sarney. Não contribuiu de maneira alguma para o governo Lula, não desfraldou a própria bandeira importante.

Não estou contra Dona Marina, apenas mostrando a realidade política e partidária do País. Neste mesmo primeiro turno, no seu próprio Estado do Acre, tirou terceiro lugar, perdeu para Dilma e Serra.

Sem o voto EXPLÍCITO (como disse no início) o IMPLÍCITO irá para Dilma, por vários fatores que Dona Marina já mostrou. Principalmente por serem mulheres, ela e Dona Dilma. Esse voto pessoal de Dona Marina para Dilma, é tão pouco, quase inexistente, que nem deve (ou pode) ser levado em consideração para a contagem final e irrecorrível deste segundo turno.

Uma outra parte dos votos “cartoriais” (chamemos assim, delicadamente) do PV, serão trocados por cargos. Tanto isso é verdade que Dilma e Serra, nos bastidores, negociam sem muito entusiasmo. Dilma sabe que terá alguns (poucos) votos que Marina puder transferir. Sempre mantiveram bom relacionamento, ministra por circunstâncias, nas piores crises nunca soube de nada.

Desculpem principalmente os “verdes”, jamais tiveram 20 por cento dos votos. Nem terão ao menos 20 por cento disso nesse segundo turno. Dona Marina foi oscilando o primeiro turno todo entre 6 e 9 por cento dos votos, “com a diferença de 2 pontos para mais ou para menos”.

O que aconteceu então? Serra, com o PSDB retalhado e não convergente, (e sem Aécio Neves que agora exaltam despudoradamente), deixou muitos espaços vazios. Que cidadãos-contribuintes-eleitores,  aderindo à tese “malafaiaca” de que é preciso votar, escolheram a verde Marina. Verde, mas não o da esperança.

A triste e melancólica Dona Dilma, também não preencheu os caminhos que Lula foi abrindo e aplainando para ela. Não chegou aos tão almejados 50 por cento, que festejaram, comemoram e incorporaram, antes da 9 horas da noite do domingo dia 3, quando o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) anunciou: “HAVERÁ SEGUNDO TURNO”.

Choque terrível, que até o presidente PT amaldiçoou publicamente. E o próprio Lula, inventor do “poste”, não conseguiu colocá-lo em pé, veio justificando também publicamente: “Usaram sapato alto, agora tenho que trabalhar dobrado”.

Pelo menos teoricamente, o presidente acertou. Só que não esconde, está preocupadíssimo, não por Dilma ou pelo PT, mas por ele mesmo. Que é maior do que Dilma e o PT. E na verdade, Lula só “inventou” Dilma para humilhar e se livrar do PT.

O debate (?) de domingo (anteontem), não devia ou precisava ter se realizado. Foi apenas a repetição da masturbação eleitoral a que se submetem. Só que desta vez, isolados e silenciosos, tudo o que “diziam” não era ouvido por ninguém. Aparelhos desligados (foi o que aconteceu) não representam audiência.

Continuaram a mesma caça aos votos. Mostrando a competência que não têm, revelando o carisma desconhecido, fazendo promessas que esquecerão na própria noite do 31. Acaba o mês, a campanha, a eleição. Haverá um vencedor, que não será o ex-governador Serra. E que pela força do vácuo eleitoral, será Dona Dilma. Pois com 2 candidatos sempre haverá um vencedor.

***

PS – Que não será o país, o interesse nacional, o progresso, o desenvolvimento, investimento e a prosperidade.

PS2 – Ainda faltam quantos debates? Três? É muito. Se não disseram nada até agora, o que dirão daqui para a frente? Não disseram por que não sabiam, poderão aprender em 12 dias?

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