Marina Silva não quer criar um partido, quer ser ‘dona’ de um partido

Carlos Newton

Os jornais noticiam as “articulações” da ex-senadora Marina Silva (ex-PT, ex-PV) para formação de um partido político.  Segundo ela, para “criar uma nova cultura política” no Brasil. “Estamos sim maduros para tomar a decisão”, afirmou a ex-candidata à presidência da República, assinalando que em breve  deve ser anunciada a nova sigla liderada por ela.

Tudo isso é conversa fiada e embromação. Para criar um partido político, o trabalho é imenso e gasta-se uma montanha de dinheiro até conseguir o número mínimo de assinaturas de eleitores (500 mil), divididos por nove estados. Leva-se um tempão para concluir uma iniciativa dessas e é preciso haver um patrocinador forte, que meta a mão no bolso e saque um talão de cheques com fundos, sejamos realistas.

Segundo o Estadão, num encontro realizado esta semana em São Paulo com cerca de 350 participantes, Marina afirmou que o movimento Nova Política (nome do grupo criado após a sua saída do PV) pretende criar um novo partido ainda neste ano, mas, de acordo com ela, não vai “se prender ao processo eleitoral” de 2014. “Se for possível fazer isso (criar o partido) observando o processo eleitoral, será feito. Mas não estamos nos prendendo a isso”, enfatizou.

Quer dizer, ninguém sabe se esse partido sai ou não sai, embora a imprensa venha especulando fortemente sobre isso, inclusive citando nomes de importantes políticos que estariam (mas ninguém sabe se estão…) dispostos a acompanhar Marina Silva nessa empreitada. Até aí, tudo bem, especular não é crime, mas nada existe de concreto.

PRIMEIRA E ÚNICA

Na verdade, o maior problema de Marina Silva é vaidade, a soberba. Os 20 milhões de votos recebidos em 2010 lhe fizeram muito mal. Ela perdeu completamento o rumo, julga que será novamente candidata a presidente, vai dar um show, e por aí afora.

Já lhe ofereceram filiação num partido recém-criado, que já tem registro no Tribunal Superior Eleitoral, o PEN, e tem tudo a ver com ela, pois trata-se do Partido Ecológico Nacional, fundado por dissidentes do PV, que deixaram a legenda revoltados com a dilapidação dos recursos públicos do Fundo Partidário, rapinado pela atual direção, que há mais de 10 anos explora o PV, sob a presidência do desconhecido deputado federal José Luiz Penna, de São Paulo.

Marina Silva não aceitou, porque pretende ser dona de um partido e não simplesmente se filiar a algum deles. Esta é a diferença. É pena. Desse jeito, sua carreira política acabará em Irajá, como a vaidosa Greta Garbo do teatrólogo pernambucano Fernando Melo.

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