Marta Suplicy segue exemplo de Lula e nada fala sobre apoio à candidatura de Haddad

Carlos Newton

A senadora Marta Suplicy (PT-SP) seguiu o exemplo de Lula no caso do ministro Gilmar Mendes e está em silêncio desde que faltou ao evento que oficializou a candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo, no sábado.

Assediada pelos jornalistas no Congresso, que insistiam em pedir uma declaração sobre a ausência no evento da candidatura petista, a senadora disse que tinha apenas uma coisa a declarar: “Estou onde sempre estive”.

Marta Suplicy reiterou que não vai se pronunciar sobre o episódio com Haddad e disse estar tranquila. “Há um tempo para falar e um tempo para silenciar. Eu falei o que tinha que falar sobre o meu gesto. Tenho que ficar quieta, me preservem.”

Acrescentou apenas ser “bobagem” as especulações de que poderia deixar o PT para ingressar no PMDB: “Eles não têm o que falar, ficam inventando história”.

A senadora vai passar o feriado de Corpus Christi em São Paulo e confirmou que estará presente na Parada Gay, marcada para domingo na Avenida Paulista.

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IRRITAÇÃO E PERPLEXIDADE

A ausência de Marta no evento de Haddad gerou irritação e perplexidade no comando do PT. No sábado, a senadora não compareceu, embora na véspera tenha confirmado presença. Segundo petistas, ela chegou a sair de casa com destino ao encontro do partido, mas não apareceu e manteve os celulares desligados desde então.

Na segunda-feira, a senadora divulgou uma nota de duas linhas alegando “impedimentos pessoais” para ausência. Mas sua assessoria não especificou quais são esses “impedimentos”.

Segundo a repórter Gabriela Guerreiro, da Folha, a senadora está irredutível. Ao ser consultada pela assessoria sobre a possibilidade de conceder entrevistas, Marta assim reagiu: “Nem pensar”.

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