Mas que falta de sorte. Se a agressão a Serra no Rio fosse mais séria, ele iria ganhar um caminhão de votos.

Carlos Newton

Tudo que o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, estava precisando para dar um gás em sua campanha era sofrer uma agressão dos petistas aloprados. Enfim, aconteceu, na tarde desta quarta-feira, quando fazia uma caminhada pelo calçadão de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio.

O pastor Maurício Teixeira, que estava ao lado de Serra no momento do empurra-empurra entre petistas e tucanos, contou que um dos aloprados atirou uma bobina de adesivos de papel, que acertou em cheio a cabeça do candidato. (O alvo, aliás, era ótimo. Uma testa que se prolonga ao infinito).

Mas que falta de sorte. Infelizmente, para o tucano, o incidente foi uma bobagem. Não chegou nem a ferir a ampla cabeça do candidato tucano. Ah, se tivesse saído pelo menos um pouquinho de sangue… Para que Serra pudesse colar à testa um vistoso esparadrapo branco, uma espécie de medalha a ser exibida aos eleitores.

A assessoria de Serra ainda tentou valorizar. O tucano passava a mão na cabeça, mas não havia sinal de sangramento. Mesmo assim, Serra interrompeu a caminhada e seguiu direto para a clínica Sorocaba, em Botafogo, onde foi examinado pelo oncologista Jacob Kligerman. O médico não identificou nenhum tipo de ferimento ou sequela, mas determinou que o candidato suspendesse o restante de sua agenda.

Serra ainda seguiu para o hospital Samaritano, em Botafogo, onde fez uma tomografia e passou por um outro exame. Depois, viajou para São Paulo, aborrecido com a oportunidade perdida. Se pelo menos tivesse saído um pouquinho de sangue….

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