Médicos iniciam a alimentação líquida, numa tentativa de adiar nova cirurgia de Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro despacha com seu chefe de gabinete, Celio Faria, no quarto do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo Foto: Reprodução/Instagram

Bolsonaro tenta mostrar que está “despachando” na UTI

Bianca Gomes
O Globo

O presidente Jair Bolsonaro passa nesta sexta-feira (16) por uma avaliação clínica dos médicos para saber se poderá dar início à dieta líquida, como previsto pela equipe que o acompanha. Internado desde quarta-feira à noite no Hospital Vila Nova Star, na zona sul de São Paulo, Bolsonaro vinha sendo hidratado à base de soro e alimentação parental, quando nutrientes são administrados diretamente na veia.

Segundo a assessoria de imprensa do hospital, não há previsão de novos exames nesta sexta-feira, apenas a chamada avaliação clínica. Nela, os médicos identificam queixas do paciente e fazem testes físicos.

ALIMENTAÇÃO – A retomada da alimentação segue vários estágios, enquanto o presidente estiver internado. O primeiro passo é a dieta líquida, que é de mais fácil digestão e requer o mínimo trabalho do estômago e do intestino. O cardápio dessa fase geralmente conta com sucos, chás e gelatina.

Até chegar à alimentação sólida, mais comum, o presidente deve passar por outras etapas, como a dieta pastosa.

Com quadro considerado estável pelos médicos, Bolsonaro não tem a realização de mais uma cirurgia no radar. A expectativa é que se continue com o chamado “tratamento conservador” .O último boletim médico enviado à imprensa, na noite desta quinta-feira, informou que o mandatário mantém uma evolução clínica “satisfatória”, mas segue sem previsão de alta hospitalar.

OBSTRUÇÃO INTESTINAL – Bolsonaro foi internado no Hospital das Forças Armadas, em Brasília, na madrugada de quarta-feira, reclamando de dores no abdômen. Os médicos diagnosticaram obstrução intestinal, um bloqueio que impede o caminho normal do órgão e que pode ser resultado da sequência de cirurgias feitas após a facada que Bolsonaro recebeu durante um ato de campanha em setembro de 2018.

No meio da tarde, ele foi transferido para São Paulo, onde passou por novos exames para avaliar a necessidade de uma nova cirurgia. Comandados pelo cirurgião Antonio Luiz Macedo, os médicos concluiram que o presidente deveria ser submetido a um tratamento clínico convencional.

Em entrevista à TV “A Crítica”, do Amazonas, na noite desta quinta-feira, Macedo disse que a cirurgia está afastada e que o presidente começará a receber uma dieta líquida, mais fácil de ser digerida.

— A cirurgia, em princípio está afastada, uma vez que o intestino voltou a funcionar e o abdomen está mais flácido e mais funcionante.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Em tradução simultânea, a dieta líquida é apenas o primeiro passo, Somente quando passar à dieta pastosa é que se saberá realmente se a obstrução do intestino foi superada, evitando nova cirurgia no momento, porque a operação terá de fazê-la adiante, quando o organismo estiver mais forte, para acertos na tela implantada em seu abdômen. A reportagem diz que, ainda segundo os médicos, em geral essas operações não são consideradas de risco, mas não é bem assim. Toda operação com anestesia geral, que vai durar várias horas, é sempre de risco. Tudo depende do quadro clínico do paciente, que pode ficar mais de dez dias internado, em recuperação, como ocorreu na última cirurgia. (C.N.)

6 thoughts on “Médicos iniciam a alimentação líquida, numa tentativa de adiar nova cirurgia de Bolsonaro

  1. Por que não aproveitar a chance e renunciar? É uma boa oportunidade e parece ser a vontade popular.
    É nesses momentos que podemos provar o nosso lado heróico. Go, Messias, make my life better!

  2. Pra desespero dos psicopatas desmamados, que rezam pro capeta, batem bumbo e fazem mandingas, numa torcida ensandecida, pro Presidente morrer, o imorrível Bolsonaro continua liderando a nação e mobilizando multidões. Quanto mais o sistema do crime organizado (pt+ psdb+ stf e seus puxadinhos) estrebucha e peida, mais o povão torce pelo chefe da nação.

  3. Não desejo a morte de ninguém. É um sentimento anticristão. Mas, sejamos francos: se ele se for, não lamentarei. Lamento, isto sim, os mais de quinhentos mil que morreram nessa pandemia por total descaso da parte dele.

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