Meirelles, que comprou 200 Bilhões de dólares que só valem 100, quer ser vice

O governo Lula sofreu enorme transformação a partir da primeira posse em 2003. Os personagens que chegavam ao Planalto-Alvorada com o futuro aberto à frente deles, tinham nome mas ainda procuravam um sobrenome. Alguns já foram citados para cargos que ocupariam, na busca da consagração.

Vários conseguiram, se tornaram tão poderosos que começaram a incomodar o “companheiro” maior. Entre esses, Dirceu e Palocci, que subiram tão rápido, que começaram a cair não tão rápido, mas estrepitosamente, sem direito a volta.

Dirceu chegou a uma tal importância, que o mínimo que se dizia era isto: “Ele só chama Lula de você, o presidente trata o Chefe da Casa Civil de senhor”. Era uma forma ruidosa mas rigorosamente verdadeira de situar e explicar indiretamente o relacionamento entre eles.

Dirceu não foi derrubado pela Loterj-Waldomiro, e sim por causa da arrogância. Ele ficou tão imponente diante do espelho, que plantou na alma, na mente e no coração, que isso passou a ser o fato mais conhecido de Brasília.

De tal maneira, que quando foi depor no Congresso, alguém disse que ele era arrogante, Dirceu provocou gargalhadas das 300 pessoas presentes, ao perguntar: “Arrogante, eu?”. Lula aproveitou para se livrar dele, sem direito a volta.

Palocci, altamente desconhecido ou até conhecido demais por causa das irregularidades praticadas na comarca, fez esquecer de tal maneira o passado, que Lula teve que dizer publicamente várias e muitas vezes: “Fico esperando o Palocci me dar o sinal verde para baixar os juros”.

Insistindo na prática tenebrosa do que se chamava delicadamente de irregularidades, Lula não esperou mais o sinal verde do seu Ministro da Fazenda. E aproveitando as denúncias de um humilde caseiro, que Palocci não conseguiu silenciar, Lula deu o cartão vermelho para ele. Só que já não o incomodando mais, Lula passou a “dialogar” outra vez com Palocci, mas para um cargo mais abaixo, que mesmo assim não conseguiu. O Supremo não permitiu, por causa dos votos de 4 ministros e o relatório do Procurador Geral da República.

Uma vez que nem chegou a ser testado, Lula tinha certeza que, se fosse nomeado para o cargo que deveria, não poderia ser demitido, se chamava, (não se chama mais) Aloizio Mercadante.

Se conseguir ganhar de Quércia e Alckmin, (não consegue), quem sabe dirá como o último diretor do DIP de Vargas (Departamento de Imprensa e Propaganda, quer dizer, quem controlava os jornalões servos, submissos e subservientes): “O futuro a Deus pertence”. Não deixaram Mercadante ter presente, quanto mais futuro.

Finalmente, o último dos moicanos, que assumiu o Banco Central totalmente desmoralizado, desprestigiado, desgastado por causa de tudo que se sabia dele, foi Henrique Meirelles. Só sabiam quem era, pelo passado nada duvidoso mas rigorosamente comprovado.

Ligadíssimo ao FMI, tendo servido sempre a grupos multinacionais, raramente vindo ao país, só poderia ser presidente desse cargo no Brasil. Foi acusado de 6 CRIMES financeiros, todos que inviabilizam seu comando nesse Banco Central.

Mas empossado, (tendo desistido dos 183 mil votos que comprou em Goiás) só fez esconder o passado, colocou-o num esconderijo que não podia ser devassado nem pelo próprio presidente Lula. Se tornou o homem mais poderoso das finanças e da economia do Brasil, que fazia (e continua fazendo o que quer) com essa loucura de comprar 200 BILHÕES de DÓLARES.

Pagava 3 reais e 40 centavos por cada dólar, os vendedores cada vez apareciam mais. Hoje, se quiser vender esses dólares só recebe 1 real e 70 centavos. Isso hoje, pois continuará a cair. A exportação rende cada vez menos reais, a importação faz exatamente o caminho contrário.

***

PS – Meirelles foi o único na reviravolta positiva, é o ídolo de Lula. O presidente insiste em CONVIDAR Meirelles para não se desincompatibilizar, o que é no mínimo SUSPEITO.

PS 2 – Lula INCENTIVA tanto o presidente do Banco Central, que Meirelles foi crescendo na ambição. Queria ser senador (governador não dava), surpreendentemente evoluiu para vice-presidente. E não esconde: acredita que pode vir a ser candidato direto à sucessão do próprio Lula. (Existe muito para ser contado nesse setor, irei contando).

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