Menos pode ser mais

Tostão (O Tempo)

No sábado, cheguei de férias, de Montevidéu, com conexão em Guarulhos, para Belo Horizonte. Havia uma enorme fila para mostrar documentos na Polícia Federal de São Paulo. Maior ainda eram a multidão e a confusão no setor de embarque para outros estados. Quem dependesse de uma conexão rápida perderia o voo. O que mais se ouvia era: “Imagine na Copa”.

Os três jogadores e os três treinadores masculinos, que concorreram ao prêmio de melhor do mundo, além de todos os atletas escolhidos para a seleção do ano, pela Fifa, atuam na Espanha. Em meu time, entrariam Thiago Silva, o alemão Lahm, Busquets e Ibrahimovic, nos lugares de Sergio Ramos, Daniel Alves, Xabi Alonso e Falcão Garcia. Os outros seriam os mesmos: Casillas, Piqué, Marcelo, Xavi, Iniesta, Cristiano Ronaldo e Messi.

Messi está cada dia mais conciso e eficiente. Menos, para ele, é mais. Movimenta-se menos e toca menos na bola. Por outro lado, dá mais passes decisivos e faz mais gols.

O veloz centroavante Mirandinha – não me lembro qual deles, já que existiram vários – dizia que não dava para correr e pensar ao mesmo tempo. Messi, em suas arrancadas, com a bola colada aos pés, muda várias vezes de pensamento e de rota, para chegar ao gol. Parece ter um megacomputador no corpo, uma mistura de jogador virtual e real. Os dois trabalham juntos.

 

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