Mensagem a Leonardo Boff sobre sua proposta de “revolução espiritual”

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Ilustração reproduzida do Arquivo Google

Jorge Béja

Acabei de ler este seu artigo “Só uma revolução espiritual pode aliviar o peso kármico que o Brasil suporta”, reproduzido na Tribuna da Internet, blog em que também consta meu nome como um dos articulistas (o menor deles) e que tem raiz na antiga, respeitada e sempre presente Tribuna da Imprensa, do quase, quase centenário Hélio Fernandes. A Tribuna da Internet foi criada cerca de 9 anos atrás pelo combatente, experiente e admirável jornalista Carlos Newton, pessoa de longa tradição na Imprensa brasileira. E CN (ele próprio assim abrevia seu nome e assim se auto-identifica), sozinho e com parcos recursos, mantém o blog no ar, 24 horas por dia, nunca estático e sempre rotativo. É uma espécie de GloboNews da internet: nunca desliga. Anos atrás busquei conselho com o Leonardo Boff.

Foi por causa de um desentendimento que tive com o então arcebispo Orani Tempesta, a quem procurei e que me pareceu frio, oculto, desatencioso, vaidoso…bruto mesmo.

O OPOSTO – Vi em Tempesta o oposto de Waldyr Calheiros (o grande amigo que tive), de Helder Câmara (que não conheci pessoalmente), de Bruno Trombetta (juntos, enfrentamos o Estado na defesa das prerrogativas da população carcerária, ele, o sacerdote, pela pastoral do Arcebispado daquela época;  eu, como advogado das famílias das vítimas mortos nos cárceres) e do próprio Eugênio Salles. Sim, Eugênio Salles.

E Leonardo Boff me respondeu com profunda e mística mensagem. Enérgica, corajosa, mas pacificadora. Suficiente para fazer desaparecer a mágoa que aquele denominado “príncipe da Igreja” me havia causado.

Sobre o tema de seu artigo de hoje, permita-me dizer. E se disser errado, por favor, então, corrija-me e ensina-me a entender e dizer. Digo que a mente humana não foi criada para, minimamente, compreender o Mistério da vida, da morte e depois da morte. É algo que a Humanidade nunca desvendará, por ser Metafísico. Nem tateá-lo poderemos.

SABEMOS POUCO – Conhecemos apenas uma vida. Outras, são deduções, interpretações, intuições, inspirações, que até podem chegar próximo ao Mistério. Mas nele penetrá-lo — perdão, exímio e exemplar professor Rivail —, jamais. Seu brado druída, inscrito lá no seu mausoléu do Père Lachaise (“Nascer, morrer, renascer ainda, sem cessar e progredir, tal é a lei”) é para ser admirado, refletido, respeitado. Não, mais e tão só.

Na Carta Encíclica “Fides Et Ratio”, João Paulo II também abordou tão místico assunto:

 “Aliás, basta um simples olhar pela história antiga para ver com toda a clareza como surgiram simultaneamente, em diversas partes da terra animadas por culturas diferentes, as questões fundamentais que caracterizam o percurso da existência humana: Quem sou eu? De onde venho e para onde vou? Por que existe o mal? O que é que existirá depois desta vida? Essas perguntas encontram-se nos escritos sagrados de Israel, mas aparecem também nos Vedas e no Avestá; são encontradas tanto nos escritos de Confúcio e Lao-Tse, como na pregação de Tirtankara e de Buda; e assomam ainda quer nos poemas de Homero e nas tragédias de Eurípedes e Sófocles, quer nos tratados filosóficos de Platão e Aristóteles”.

SER HUMANO – Como se vê, doce irmão Leonardo Boff, a criatura humana não foi dotada de poder e capacidade de desvendar o Mistério. A tecnologia, a cibernética, podem até chegar, no futuro breve ou remoto, a criações e inventos hoje inimagináveis. Mas nunca será capaz de criar um ser humano. E por mais assemelhada e mesmo mais perfeita que seja eventual e futura criação, não haverá quem infunda-lhe alma e espírito e tenha o poder de dar-lhe um sopro e ordenar: “Fale” (parla). Ou: “Tenha vida”.

Mas a Lei do Karma é mesmo uma realidade. Talvez possa ela ser explicada de uma forma simples, prática e popular: colhe-se o que se planta. É verdade que este nosso Brasil paga um preço caro e punitivo pelo que fez e deixou de fazer no passado, como o senhor explica no seu artigo. Mas é preciso pagar, irmão Leonardo. É inútil e inócuo tentar dar o “calote”.  É dívida que não pode ser anistiada. Que não prescreve e perdura ao longo do tempo, até que seja quitada. É dívida irrenunciável.

NÃO SE APAGA – A Lei do Karma é insusceptível de ser contornada ou driblada. É inexorável. Suas contemplações e apenações têm berço em ações ou omissões que cada um de nós (ou toda a coletividade) cometeu um, dois, três ou mais segundos atrás, ou, quiçá, em vidas passadas. Tudo fica registrado no “akasha”, que não se apaga e de onde nada se deleta nada sem que antes a pena seja cumprida.

E é visível que sobre este nosso Brasil a Lei do Karma não tem sido contemplativa. Atravessamos demorada época de pesadas cobranças e pesadas quitações. Seria heresia, seria errado afirmar que, para nós brasileiros, o mal venceu o bem? Talvez não. Os três Poderes existem. A autoridade existe. As instituições, as leis, o Estado Nacional existem também. Apenas existem, mas não conseguem agir, atuar e funcionar, porque no Estado oficial brasileiro encontra-se encravado um outro estado, o estado-extraoficial e maligno que naquele pisa, esmaga e o deixa manco, cego, vulnerável, sem o menor poder de reação.

UMA EVOLUÇÃO – Não seria oportuna e necessária uma revolução, tal como sugere o título do artigo que o senhor escreveu? Não uma revolução armada, com a tomada do poder pelo poderio dos canhões, aeronaves e belonaves. Mas uma revolução de consciência. Uma pregação e peregrinação intensa, por palavras, gestos, atitudes e ações, a difundir que somente a solidariedade, a entrega ao próximo, o despojamento, a verdade, a honestidade são os caminhos para a purgação de tão pesado Karma que sofre o povo brasileiro.

E com o estágio avançado em que se encontram as comunicações de massa, a difusão seria tão rápida, não é mesmo irmão Leonardo Boff?.

Em Cristo, com Cristo e por Cristo.

25 thoughts on “Mensagem a Leonardo Boff sobre sua proposta de “revolução espiritual”

  1. “…Todos se esforçam para remediar a vida de todos; aspiram a isso até os mendigos, inclusive os incuráveis; as calçadas do mundo e os hospitais transbordam de reformadores. A ânsia de tornar-se fonte de acontecimentos atua sobre cada um como uma desordem mental ou uma maldição intencional. A sociedade é um inferno de salvadores? O que Diógenes buscava com sua lanterna era um indiferente.”…CIORAN

    Todo mundo sabe que é produção e emprego que interessa para o cidadão.

    De palpites…

  2. Saúdo o retorno do dr. Jorge Béja, um dos esteios deste blog desde que foi fundado!

    Alegro-me com o seu artigo a respeito de um texto de Leonardo Boff, que tem sido criticado por uns e discutido por outros, mas jamais obteve dos comentaristas da Tribuna da Internet opiniões favoráveis à sua ação política petista!

    E agrava-se esta rejeição, pelo fato de o ex-frei misturar a política abjeta e deletéria com um movimento dentro da Igreja Católica denominado Teologia da Libertação, que foi repudiado por João Paulo II, a ponto de Boff ter sido punido pelo cardeal Ratzinger com um ano de silêncio, e que sucederia o polonês no Papado.

    Pois Leonardo traz à tona para explicar a situação brasileira – país e povo -, o carma nacional, que dificultaria sermos desenvolvidos e a população ter uma qualidade de vida bem melhor.

    Boff isenta a política, o parlamento, deputados e senadores, ex-presidentes, que nos deixaram nesta situação caótica, e tenta encontrar no aspecto metafísico as explicações para a corrupção e a incompetência que caracterizam nossos governantes!

    O mais grave diz respeito à negação das Escrituras, que o ex-frei registra explicitamente!

    Ora, o carma é um conceito teológico encontrado no Budismo e Hinduísmo. É a ideia de que como alguém vive sua vida vai determinar a qualidade de vida dessa pessoa quando reencarnar.
    Em outras palavras, se alguém deixar de ser egoísta e é gentil e santo durante sua vida, essa pessoa vai ser recompensada ao reencarnar (renascer em um novo corpo terreno) com uma vida agradável. No entanto, se alguém viver uma vida de egoísmo e perversidade, essa pessoa vai reencarnar em uma vida muito menos agradável.
    Carma é baseado na crença religiosa de reencarnação.

    A Bíblia não concorda com a ideia de reencarnação.

    Hebreus 9:27 diz:
    “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo…” Este versículo bíblico deixa bem claro dois pontos importantes que, para os Cristãos, negam a possibilidade de reencarnação e carma.
    Primeiro, o versículo afirma que aos homens “está ordenado morrerem uma vez”, quer dizer, os humanos nascem e morrem apenas uma vez. Não há um ciclo infinito de vida e morte e renascimento, como sugere a teoria da reencarnação.
    Segundo, essa passagem afirma que depois da morte teremos que enfrentar o julgamento, quer dizer, não há uma segunda chance de viver uma vida melhor, como afirma a teoria de reencarnação e carma. Você tem apenas uma vida e uma chance de vivê-la de acordo com o plano de Deus e ponto final.

    A Bíblia fala muito sobre semear e colher.
    Jó 4:8 diz: “Segundo eu tenho visto, os que lavram iniquidade, e semeiam mal, segam o mesmo.”
    Salmo 126:5 diz: “Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria.”
    Lucas 12:24 diz: “Considerai as aves, que nem semeiam, nem segam, nem têm despensa nem celeiro, e Deus os alimenta; quanto mais valeis vós do que as aves?”

    Em cada um desses exemplos, assim como todas as outras referências sobre semear e colher, o processo de receber a recompensa pelas suas ações acontece durante esta vida, não em uma vida futura. É uma atividade do presente, e essas passagens deixam bem claro que o fruto que alguém colhe vai ser proporcional às ações que essa pessoa executou. Além disso, as ações que alguém executa nessa vida vai afetar sua recompensa ou punição depois da morte.

    Essa vida depois da morte não é um renascimento ou reencarnação em um outro corpo aqui na terra. Ou é sofrimento eterno no inferno (Mateus 25:46), ou vida eterna no Céu com Jesus, o qual morreu para que pudéssemos viver eternamente com Ele. Esse deve ser o foco da nossa vida aqui na terra.

    O Apóstolo Paulo escreveu em Gálatas 6:8-9: “Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna. E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido.”

    Finalmente, precisamos sempre lembrar que a foi a morte de Jesus na cruz que resultou na colheita de vida eterna para nós, e que é fé em Jesus que vai nos dar acesso a essa vida eterna.
    Efésios 2:8-9 nos diz: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”.

    Ao estudarmos a Bíblia, podemos concluir que o conceito de reencarnação e carma é incompatível com o que as Escrituras ensinam sobre a vida, morte, e o plantar e colher da vida eterna.

    Logo, o carma para quem é cristão sequer deveria ser discutido, quanto mais que nossas mentes considerassem a punição coletiva em detrimento da morte de Cristo na cruz, perdoando-nos de nossos pecados!

    Boff incorre em erro crasso como cristão em se utilizar do carma para explicar as nossas misérias. Teria sido muito melhor ter dito que o Deus nos abandonou do que usar o carma como justificativa pelo caos reinante no Brasil!

    E, concluo, reafirmando que o livre-arbítrio é a decisão que tomamos de trazer para este mundo novos seres humanos, nossos filhos.

    Não pode ser confundido com escolha ou opção, pois se trata de um poder que transcende a nossa compreensão não pelo mistério da vida em si, mas as razões pelas quais podemos ser os agentes de uma humanidade feliz ou infeliz, e cito simploriamente como exemplo Stalin, Hitler, Mao, Átila, conhecido como o Flagelo de Deus, Pol Pot, e tantos outros genocidas culpados pelas mortes de milhões de pessoas, enquanto outros enalteceram o ser humano através da arte, da beleza, da consideração e solidariedade pelo próximo!

    Mais a mais, me digam:
    Um deficiente nasce e terá a sua vida dependendo de terceiros. Este nascimento foi punição ou decorrência de pais cujos genes o fizeram dessa forma?
    E como que semeará uma vida útil e humana para a sua próxima reencarnação se imobilizado em uma cama?!

    Por favor, a Terra não pode ser um parque de diversões para os deuses ou para aqueles que decidirão aonde que nascerei e de quem serei filho!

    Tal condição nega absolutamente os ensinos de Cristo, e faz do homem um ser que jamais alcançará o merecido descanso após a morte, pois os responsáveis pelo seu carma ou a sua reencarnação querem se divertir às suas custas ou sofrimento infindável!

    Minha reverência ao dr.Béja.

    A Tribuna da Internet retorna à sua qualidade, que jamais poderia ter sido prejudicada!

  3. O homem contemporâneo padece de uma profunda frustração. Ele pensou que as maravilhas tecnocientíficas fossem trazer-lhe a tão sonhada autossuficiência, e com ela determinar o fim dos seus problemas existenciais. Ledo engano, sua expectativa surtiu efeito contraproducente, o tiro saiu pela culatra. Pois, à medida que a sociedade passa a depender de parafernálias, mais as pessoas vão ficando robóticas, frias, materialistas, individualistas: quanto mais densa a multidão; maior será a solidão.
    Resta buscar amparo naquele colo abnício da nossa espécie, o Sagrado. Mas este já se encontra privatizado, não nos é mais possível estabelecermos com ele uma relação enteogênica. Sua senha de acesso caiu nas mãos de sacripantas, os quais cobram um preço altíssimo, para ao Altíssimo nos encaminhar.
    Porém, nem tudo está perdido àqueles que resistirem à extorsão divina, eles continuarão com Deus, mas ao deus-dará!

  4. Antropólogo, com formação pela antiga União Soviética, cientista político e professor da PUC-GO afirma que lulopetismo levou o Brasil ao atraso e garante: “Lula é carta fora do baralho na política nacional”

    Wilson Ferreira Cunha é daqueles professores que não têm medo de opinar e que gostam de basear suas opiniões no conhecimento adquirido ao longo dos anos. E, como historiador, antropólogo e cientista político, é possível dizer que conhecimento não lhe falta.

    Nesta entrevista, o professor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) faz duras críticas à educação brasileira e diz que os 13 anos da era PT à frente do governo federal levaram a educação brasileira ao atraso. Segundo ele, o lulopetismo institucionalizou um patrulhamento na Educação brasileira que pode ser comparado ao que viu quando estudou na União Soviética durante o período de Leonid Ilitch Brejnev, último ditador soviético.

    “Começa pelos reitores das instituições federais de ensino e até das universidades particulares, que são atrelados aos programas obsoletos do Ministério da Educação. Há um “puxa-saquismo” geral nos meios da Educação. É preciso tirar isso, o que será muito difícil, porque é um sistema orgânico inserido na Educação brasileira, que vai levar uns 50 anos”, diz.

  5. “No Brasil, ninguém tem a obrigação de ser normal. Se fosse só isso, estaria bem. Esse é o Brasil tolerante, bonachão, que prefere o desleixo moral ao risco da severidade injusta. Mas há no fundo dele um Brasil temível, o Brasil do caos obrigatório, que rejeita a ordem, a clareza e a verdade como se fossem pecados capitais. O Brasil onde ser normal não é só desnecessário: é proibido. O Brasil onde você pode dizer que dois mais dois são cinco, sete ou nove e meio, mas, se diz que são quatro, sente nos olhares em torno o fogo do rancor ou o gelo do desprezo. Sobretudo se insiste que pode provar”. (A. PLESHU, filósofo romeno, cf. cit. Google)

  6. Parabenizo o Dr. Jorge Béja por este excelente artigo. Não sei como a Lei do Karma se aplica ao Brasil. O que sei é que qualquer projeção sobre o futuro é muito negativa e sombria. Teremos uma eleição, aqui não se trata de questão partidária ou ideológica, onde não há nenhuma solução de caráter imediatista como a sociedade precisa e deseja. O desemprego continuará nas alturas e pode aumentar. Os que continuarem empregados estarão em empregos precarizados e de baixos salários. Não existe espaço no Orçamento Federal para investimentos públicos, que esses sim, geram empregos. Sejam quem forem os novos governantes, terão altos índices de impopularidade que vão se refletir em toda a legislatura. Como será a reação da sociedade frente a tudo isso? O que os governos farão para amenizar tanto sofrimento? O tempo é o senhor da razão.

  7. Lord Kelvin(!824/1907), famoso físico e matemático:
    1. Afirmo decididamente que é impossível fazer voar máquinas mais pesadas do que o ar;
    2. Não há nada mais de novo a ser descoberto em Física. Tudo o que resta são melhoria nos métodos de medidas.
    Assim como Kelvin, ninguém imaginaria um mundo com as inovações fenomenais atuais e de uso corriqueiro. O grande físico errou por assumir que suas inferèncias eram infalíveis. Assim também podemos errar todos nós.
    Meu ponto: considero ingênuo inferir como milagrosa a máquina que somos – complexa e maravilhosa ela é por ser um fato. Considerá-la milagrosa é mais crença do que certeza e a crença leva a absurdos incompreensíveis.
    É fato que pregam que um andarilho nos tempos antigos acalmava tempestades, curava cegos e que chegou até a ressurcitar.
    Segundo a cegueira advinda de uma crença insofismável, chegou-se até á conclusao que Adão foi criado em 4000 BC, no sexto dia após a criação da terra!
    Pela Ciência, com a Ciência – e não abro!

  8. Cristo afirmou que havia inferno. Cristo afirmou que voltaria antes que muitos a quem ele falava tivessem morrido. Cristo multiplicou pães e peixes, tornou água em vinho, e secou uma árvore sem frutos (porque estava fora da época e ele não sabia!).
    Esse papo fiado de Cristo milagroso e divino já era! Cristo é uma mentira, Cristo era um simples revolucionário ajudante de João Batista.
    É o que creio.

  9. Doutor Beja, eu senti sua falta e perguntei ao Newton o que tinha havido. Ele me disse que foi uma pequena divergência. Isso acontece. O bom para nós frequentadores da Tribuna da Internet é que o senhor voltou. Seja bem vindo.

  10. Sim, o etéreo……tudo azul, transparente, gasoso…..
    Nele até sérgio cabral flutua
    uma bolha de santidade
    meu amigo
    abracei-o com amor

  11. Mais um artigo utópico desnecessário.

    A única revolução que precisamos é que se respeite a vida e a propriedade.

    Se não concorda, qual parte do meu patrimônio você quer tomar?

  12. Prezado Francisco Bendl,
    A argumentação que o sr. teceu mostrando que o conceito de carma não condiz com a esperança da ressurreição apresentada na Bíblia é coerente. Acrescento ao seu argumento, o texto de Romanos 6:23 que diz que o salário do pecado é a morte… (A Bíblia de Jerusalém).
    Ninguém pode responder duas vezes pelo mesmo crime, mas conforme atenuantes, tem o direito a se endireitar e não ser sucessivamente ou até eternamente castigado.

    • Prezado Andrade Araújo,

      Por essas e outras que deixei de professar uma religião específica, aceitando todas como caminhos para uma vida melhor e a esperança de outra existência melhor ainda depois desta, a terrena.

      Agora, se alguém é cristão, o carma não pode ser aceito como plausível, muito menos para resolver a vida de milhões de pessoas e de um país inteiro.

      Por exemplo, se compararmos a nossa economia e desenvolvimento com os Estados Unidos, haja vista termos sido descobertos praticamente juntos, os americanos cultuaram de forma muito mais radical o cristianismo do que os ardorosos portugueses com relação ao catolicismo!

      Ora, conforme a situação nossa e deles, eu poderia mais facilmente afirmar que o Tio Sam e seu povo estão melhores do que nós porque agradaram muito mais a Deus do que os brasileiros, logo, o nosso atraso em comparação com o progresso americano!

      E nada, absolutamente nada, a ver com o carma!

      Abração.

      • Caro leitor e comentarista Francisco Bendl,
        De fato, é gritante a disparidade em que se encontra hoje os EUA e a nossa amada pátria mãe gentil, em termos da economia e do desenvolvimento econômico.
        Os EUA são banhados por dois oceanos, o atlântico e o pacífico, por onde escoam a sua produção para outros mercados consumidores.
        Sabemos quando estudamos a história que a colonização portuguesa foi simplesmente uma colonização de exploração, enquanto a colonização inglesa foi uma colonização de povoamento, ou seja, enquanto os ingleses colonizavam com o intuito de povoar a terra os portugueses colonizavam com o único objetivo de explorar a terra e o povo que ali se encontrava, o que acontece até os dias atuais com o Brasil e o seu povo.
        Não quero aqui afirmar que os ingleses são os melhores, até porque sabemos o que aconteceu na Índia, consagrando o seu libertador Mahatma Gandhi.

        • Caro dr. Amaury Belem,

          Fiz esta rápida comparação com o intuito de demonstrar a falha no raciocínio de Leonardo Boff quanto ao carma, que o ex-frei entende ser a causa de nossos infortúnios!

          Ora, os americanos cometeram muito mais crimes e tiveram comportamentos abjetos do que os brasileiros.

          Logo, o carma deve ser afastado e, em seu lugar, a confissão tácita do mau caráter de nossos governantes, da corrupção que institucionalizaram, da política deletéria que adotaram para esta nação!

          Os atos em defesa de seus interesses e conveniências, ocasionam no povo as consequências dos roubos e da exploração que fazem conosco, nada a ver, portanto, com religião ou fé, mas com ética e moral que foram deletadas por nossas autoridades!

          Abração.
          Saúde e paz.

  13. ” Digo que a mente humana não foi criada para, minimamente, compreender o Mistério da vida, da morte e depois da morte. É algo que a Humanidade nunca desvendará, por ser Metafísico. Nem tateá-lo poderemos.”

    Concordo inteiramente com essa teoria e já a venho aplicando há muitos anos.
    É uma grande bobagem os meros mortais como nós tentarem explicar um mistério que está completamente fora do nosso alcance.
    É pura perda de tempo.

    PS:apesar do editor já ter solicitado inúmeras vezes para que os comentaristas se abstenham de escrever textos longos ainda tem gente recalcitrante que insiste em não atendê-lo.

  14. Dr. Jorge Béja, estava sentindo falta de você; tome chá de sumiço não!!! Sou intrigada com uma das leis do Karma: Colhemos o que plantamos. Já vi gente pagando o que fez aqui, mas o que fez de ruim. Mas conheço pessoas que faz o bem, não recebe o bem de volta, e muitas vezes, é paga com o mal. Isto me intriga.

  15. Parodiando o cineasta, Deus e o Diabo no planeta do Sol. Será o Sol, o astro rei, o nosso Deus e o nosso Diabo ? A impressão é a de que o planeta está dividido em filhos de Deus e do Diabo, que cada um carrega dentro de si, que usa conforme a necessidade da ora, e que se relacionam à moda Abel e Caim, com cada hemisfério de cada um prosperando mais ou menos conforme a incidência maior ou menor do sol, assim como os vegetais que se desenvolvem mais na parte que recebem mais sol. Trocando em miúdos, o ser humano é fogo, e cada fogueirinha, fogueira ou fogaréu humano é ímpar, com vida útil conforme o tamanho da tocha. Somos Deus e somos o Diabo, cabe-nos decidir, todavia, com qual fantasia desejamos frequentar a maior o menor parte do nosso tempo o bailão existencial entre o interregno vida e morte, e a quem tiramos ou somo tirados para dançar. O resto, me desculpem a ignorância, me parece filigranas ou elucubrações cerebrinas de seres que nascem entre fezes e urinas e que funciona diariamente como mini usina de fezes e urina, e até por isso deveriam ter em sua consciência a humildade como constante, e a partir dai fazer as suas opções, parecendo verdadeiro que, nesse contexto, a espiritualidade benigna produz mais satisfação pessoal do que a espiritualidade maligna, pelo menos naqueles que se acham filhos de Deus. Vocês até parece que não sei, pô, é pá daqui é pá dali, como diria o Patropi da saudosa EPR. Afinal de contas, nos viemos a essa bagaça para revolucioná-la, ou apenas para sermos cúmplices dos bandidos do $istema político podre ? Sabe que eu não sei ?

  16. Há um ramo da filosofia que trata das etapas e do conhecimento humano, denominado Epistemologia.

    A Teoria do Conhecimento, onde se constata os limites que temos para compreender e entender o que não se tem certeza, logo, as teses e raciocínios a respeito.

    Pois esta busca incessante para nos descobrirmos e desvendarmos o mistério da vida e da morte é a razão pela qual a humanidade se desenvolve, avança os seus conhecimentos sobre si mesma, principalmente utilizando-se da dialética e de outro ramo da filosofia, a Fenomenologia, de Russerl.

    Aliás, filosofia é justamente a rebeldia inata do ser humano pelo que está posto, pelo que está pronto, por aquilo que seria indiscutível, caso contrário não teríamos filósofo algum na história da humanidade!

    O próprio Jesus Cristo é tido como um filósofo nato, e uma ode à filosofia é o Sermão da Montanha.

    Não se saber sobre o “outro lado”, se existe ou não, tem sido a pesquisa do ser humano desde que surgiu neste planeta.

    E tivemos avanços, sim, neste particular, a começar com as pessoas que cultuam certas filosofias a respeito, como o Budismo e Espiritismo, por exemplo, que se baseiam exatamente na reencarnação.

    Certamente ainda não desvendamos os mistérios da existência porque a vaidade nos impede de nos despirmos de nossas características pessoais para abrirmos a mente e receber novas informações a respeito, até porque as religiões nos impedem que avancemos neste sentido ou o preconceito.

    Se Leonardo Boff está pregando que deixemos as crenças de lado para adotarmos uma nova mentalidade a respeito da vida e de suas consequências, tanto particular quanto coletiva, então que seja mais explícito e corajoso para afirmar que não viu no cristianismo e muito menos no catolicismo, as ferramentas adequadas para se obter os resultados que nos aprimoram a vida, e que nos deixariam confiantes para reaparecer no “outro lado” mais esperançosos do que aguardando uma nova lista de punições para cumprir com a reencarnação.

    E, lembro, que na condição de imperfeitos, jamais conseguiremos deixar de reencarnar, a menos que as autoridades espirituais que decidem sobre onde nasceremos e de quem seremos filhos sejam condescendentes conosco, e nos mandem para a Escandinávia, o Canadá, Austrália, Japão, países com os melhores IDH do mundo!

    • A tipologia de espíritos estão todas ai há milhares de anos, desde o nascimento do planeta, em forma de sintonia, e muitos deles são ainda desconhecidos, e que talvez sejam até os mais vitais para o planeta, e cada ser nascido vivo toma um espírito emprestado e vai à luta. Dai as almas gêmeas, pessoas que tomam emprestado o mesmo tipo de espírito. Que tal uma cidade de almas gêmeas ?

  17. L. Boff, um comunista infiltrado, cumpriu brilhantemente o seu papel de destruir e aparelhar a Igreja Católica no Brasil e na América Latina. Hoje é só um palhaço, mas continua enganando a muitos com sua falsa humildade.

  18. Em Ezequiel 18:1-4 diz que cada um será responsabilizado pelos seus próprios atos, de modo que o filho não carregará a culpa pelo erro do pai.
    Claro que nós humanos não entendemos muitas questões da criação nem da jurisprudência do Grande Teocrata. Até Jesus que era do outro mundo (João 8:23)disse que acerca daquele dia e hora ele desconhecia e também os anjos, mas exclusivamente o Pai.
    Achar que a concepção da TABELA PERIÓDICA foi um resultado de jogo de dados ou de um acidente é afirmar que a irracionalidade pode produzir racionalidade ou seja, é preciso fazer um exercício, um malabarismo que exija muita fé.
    Da mesma forma, colocar fé versus ciência é negar os inúmeros cientistas de ontem e de hoje que se posicionam a favor de um universo racionalmente projetado. Um programa sem programador é ato de fé…

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