Mensaleiro Pizzolato viaja para a Itália e é considerado foragido pela Polícia Federal

Cristina Indio do Brasil
Agência Brasil
Rio de Janeiro – O advogado Marthius Sávio Cavalcante Lobato, que defendeu o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que seu cliente está na Itália. O advogado informou que desconhece quando Pizzolato, um dos réus condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão, deixou o Brasil e quais foram os motivos da decisão. “Ele fez isso isoladamente. Não sei qual foi o pensamento dele. Foi uma decisão isolada”, disse.Marthius Sávio Cavalcante Lobato informou ainda à Agência Brasil, que não representa mais Pizzolato. “A minha participação encerrou-se com o transitado em julgado da ação, que foi na quinta-feira [14]. Não tenho poderes para falar em nome dele. A procuração que ele me passou se encerrou no transitado em julgado. Na fase da execução, ele teve que me outorgar poderes”, acrescentou ao explicar que não é mais advogado de Pizzolato.

O advogado, no entanto, ainda manteve contato com a Polícia Federal no Rio e em Brasília para tratar do caso. Pela manhã, ele confirmou ao delegado da Polícia Federal, da superintendência do órgão no Rio de Janeiro, Marcelo Nogueira, que uma carta divulgada na imprensa pela família de Pizzolato era mesmo do ex-diretor do Banco do Brasil. Nela, Pizzolato, que tem dupla cidadania, diz que decidiu buscar um novo julgamento na Itália.

“Por não vislumbrar a mínima chance de ter julgamento afastado de motivações político-eleitorais, com nítido caráter de exceção, decidi consciente e voluntariamente fazer valer meu legítimo direito de liberdade para ter um novo julgamento, na Itália, em um tribunal que não se submete às imposições da mídia empresarial, como está consagrado no tratado de extradição Brasil e Itália. Agradeço com muita emoção a todos e todas que se empenharam com enorme sentimento de solidariedade cívica na defesa de minha inocência, motivadas em garantir o Estado Democrático de Direito que a mim foi sumariamente negado”, concluiu Pizzolato.

O delegado Marcelo Nogueira informou que, como a Polícia Federal não pôde prender Pizzolato porque ele não estava em casa, o réu no processo é considerado foragido e vai passar a integrar a lista da Interpol. “A partir do momento em que o mandado de prisão não foi cumprido porque ele estava ausente, ele já é considerado foragido. Este é o procedimento padrão”, explicou em entrevista à Agência Brasil.

Marcelo Nogueira confirmou que recebeu a ligação do advogado Marthius Sávio Cavalcante Lobato assegurando que a carta divulgada na imprensa era de Pizzolato e, portanto, indicando que ele está fora do Brasil.

O delegado disse que não está mais prevista qualquer ação da Polícia Federal no Rio de Janeiro com relação à prisão de Pizzolato. “Agora, é com o Ministério da Justiça”, concluiu.

11 thoughts on “Mensaleiro Pizzolato viaja para a Itália e é considerado foragido pela Polícia Federal

  1. Só as nossas otoridades não previam que isso a acontecer…
    É a república dos bananas dando lição de incompetência ao resto do mundo…
    Vale a pena ser bandido e vagabundo por aqui.

  2. Sempre imaginei que o “julgamento” do Mensalão era o BBB da TV Justiça. A “fuga” do Pizzolato é um escárnio. Pessoa honestas que viajem de avião, por um motivo ou outro (sem sonegação) são retirados das aeronaves sob constrangimentos… E um “condenado” da Justiça se esvai do País tranquilamente por aeroporto… depois “inventa” a lorota que fugiu a partir do território paraguaio!

  3. Esse cara provavelmente tem cidadania italiana, como o Cacciola. Não engulo essa tolerância legal de manutenção de cidadania a brasileiro que jura bandeira alheia. É o tipo do traidor privilegiado que, ainda por cima, pode cometer crimes, dar golpes econômicos aqui e escapar impune para o que jurou bandeira.

  4. Mas que vagabundo. Cinismo até os limites da canalhice.

    “Vou buscar um julgamento justo na Italia”. Só mesmo morrendo de rir.

    Naquele país as leis não funciona contra os poderosos, vide O MAFIOSO BERLUSCONNI.

    Saiu da lama e caiu no chiqueiro.

  5. Pensei que tinham confiscado os passaportes deles todos. Quer dizer que no Paraguai dá pra viajar para a Itália sem visto nem passaporte? Como sempre, mais uma história mal contada por essa tal de Agência Brasil.

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