Mentiras & bolsas na eleição presidencial

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Sylo Costa

Voltaire disse que “a política consiste na difícil arte de tentar igualar os homens aos animais, aos quais a natureza outorga alimento, agasalho e abrigo. Essas simples conquistas são duras para o homem”.

Não estou triste com a reeleição da terrorista Dilma Rousseff. Dela, nós sabemos o que pode vir em termos de incompetência e submissão aos desígnios do ex-Luiz. Estou preocupado é com a junção dos dois companheiros de bando, Dilma Rousseff e Fernando Pimentel, postes do filósofo ex-Luiz, que andou se inspirando em Goebbels, chefe da propaganda de Hitler – “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade” – para obrar o mesmo conceito com mais palavras, conforme declarou em 10.4.2007, na sessão de abertura da Marcha para Brasília em Defesa dos Municípios:

“Portanto, se aqui for dita alguma coisa que eu já disse, é um defeito político; na verdade, um defeito genérico do político brasileiro, mas, segundo comunicadores, é sempre importante a gente repetir a mesma coisa muitas vezes, até que esta coisa se torne quase uma verdade absoluta para todos nós”.

ARTE DO DIABO

Já ouvi alguém dizer que a política é a arte do diabo. Pode até ser, mas eu não a entendo assim. O diabo não entende de lógica e método, aliás, o diabo, por si só, não pode entender de nada, pois sua existência está circunscrita ao espírito de alguns de nós. Hitler, Herodes e, ultimamente no Brasil, alguns políticos que “se acham” podem ser seus hospedeiros, como os barbeiros o são da doença de Chagas… A ciência política tem lógica, os políticos é que muitas vezes usam de qualquer método para alcançar seus objetivos podres.

Lembro pensamento do ex-governador Magalhães Pinto: “Em Minas, ninguém ganha eleições se não tiver o apoio e a simpatia do funcionalismo público”. Em 1960, Magalhães Pinto derrotou Tancredo Neves na disputa pelo governo de Minas. Foi uma surpresa geral. Naquele tempo, a UDN possuía uma bancada de nove deputados na Assembleia Legislativa, e Tancredo, uma coligação de 73 deputados. A Assembleia era composta por 82 deputados. Tancredo deixava a Secretaria das Finanças com a folha de pessoal atrasada 11 meses. Magalhães prometeu pagar em dia e dar atenção à política da classe e ganhou as eleições.

A DERROTA DE AÉCIO

O tal choque de gestão de Aécio Neves, mais o esquecimento dos aposentados, somados às fábricas de bolsas do governo federal foram componentes importantes de sua derrota para o PT. Aécio chegou a governador num período de vácuo de políticos em Minas e não era familiarizado com a ginga mineira. Não sei se para imitar o ex-Luiz com seus postes, o fato é que Aécio se deu mal com o candidato escolhido para disputar o governo mineiro. Pimenta da Veiga é boa gente, mas estava fora do Estado e da política há mais de 20 anos e não teve como sustentar sua candidatura.

Também não entendi por que não escolheram o governador Alberto Pinto Coelho (PP), o substituto de Antonio Anastasia. O cara só serve para ser vice? Com reeleição, é difícil ganhar o governo sem o Palácio e com secretariado desconhecido. Fica a lição. (transcrito de O Tempo)

7 thoughts on “Mentiras & bolsas na eleição presidencial

  1. Tudo isso teve sua influência, mas o que valeu mesmo, apesar de todas as “burradas econômicas” da Presidenta DILMA, foi que ela manteve o DESEMPREGO baixo, 5% dos que procuram Trabalho, e nem importa a percentagem, importa é que está bem abaixo de antes, e INFLAÇÃO dentro do Teto da Meta de 6,5%aa. O resto são Comentários.

  2. Interessante a (im)parcialidade do colunista pró-aético.
    Diz que a Presidenta é terrorista, mas esquece que o vice- do aético neve, aloisio nunes, vulgo mateus, fez carreira na ala comunista e era terrorista de carteirinha.
    Tanto que seus dotes terroristas era assaltar bancos e trens pagadores…..
    Mas como estamos numa “democracia” só vale para um lado……
    eh!eh!eh
    Sorry,,,
    Essa Tropinha de Choque da Gestapo EfeagaCiana cada dia me supreende…………

  3. A campanha de Aécio teve como base o ataque ininterrupto, a disseminação de falsos alarmes e falsos avisos, a desconstrução, a desmoralização. Aécio se comportou como um inquisidor, condenou o PT a fogueira. Acontece que o PT ganha na casa dos trabalhadores. A maioria dos trabalhadores sempre vota no PT. O PT tem eleitor. Enquanto Aécio, com sua proposta de modernidade e combate a corrupção não convenceu o eleitor mineiro, e não convenceu porque é conhecido em Minas, quando foi governador de Minas não foi moderno, tampouco combateu a corrupção. A proposta de Aécio para presidente era frágil no estado que governou, que é nada mais nada menos o segundo maior colégio eleitoral do Brasil. E perdeu no nordeste , onde o nordestino soube aproveitar as oportunidades surgidas com os governos do PT, e em termos eleitorais , representa um estado de São Paulo . Aécio teve muitos votos , mas não ganho a eleição. Presidente Dilma, orai e vigiai, porque FHC, Agripino, Roberto Freire e Aécio vão fazer de tudo para seu governo não andar. Ainda mais agora que os 20 anos de poder do PT é real. Com a Dilma , 16 anos garantidos, a menos que haja um golpe, o que não é impossível de ocorrer. No entanto, se a Dilma fizer o sucessor serão 20 anos de PT. Não é possível que o PT seja essa M que tentam mostrar. São 16 anos , 4 eleições ganhas, todas foram para o segundo turno. O PT nunca foi unanimidade. Mas o PSDB não consegue convencer o eleitor. O PT vence o PSDB, sempre, simplesmente porque FHC, Agripino, Roberto Freire e Aécio são políticos conhecidos que não têm credibilidade, nem respaldo em realização, para mudar o Brasil.

  4. Caros amigos, como sai cedo e cheguei tarde em casa, fui o último
    a comentar o artigo do Carlos Newton; Fraude das urnas eletrônicas
    mostra que o país está podre. Para se ter uma ideia do que foi essa
    eleição, CLIQUEM NO LINK DO MEU COMENTÁRIO.

  5. Quem sou eu para criticar um artigo do senhor Sylo Costa.
    Mas, com todo respeito, até porque não sou mineiro, ousei analisar mais detidamente o texto.
    Percebi, que o articulista guarda alguma mágoa do senador Aécio.
    Daquela, do tipo “eu não avisei?”… ou algo semelhante, por conta do que foi subestimado pelo candidato na eleição, como esquecimento dos aposentados e de uma estratégia vigorosa para eliminar ruídos contrários a decisão informada que iria manter as bolsas…
    Educado e respeitoso, o senhor Aécio não sabia como descer ao baixo nível do PT.
    Tentou, mas ninguém consegue bater… delicadamente.
    Em política tem muito isso.
    O candidato sempre acha que sabe tudo, vai mais na intuição, no coração, do que pela razão, como ele exemplificou na comparação de decisões entre Tancredo Neves e Magalhães Pinto.
    Aobservação de que o candidato não estava familiarizado com a ginga mineira eu concordo de lavada.
    Ele estava mais como um meio-carioca,acreditando que estava agradando como governador do estado de Minas Gerais e pior, nas pesquisas …
    Finalizando, não contava com a ginga mineira, que o deixou na mão…

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