Mesmo citado na CPI, Planalto não cogita ‘por enquanto’ mudar líder do governo

Deputado e líder do Governo Ricardo Barros Foto: Pablo Jacob / Agencia O Globo

Barrros fica na liderança, apesar de estar desmoralizado

Jussara Soares


Após horas de depoimento do deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) e seu irmão, o servidor de carreira Luís Ricardo Miranda, lotado no Departamento de Logística do Ministério da Saúde, o parlamentar afirmou que o presidente Jair Bolsonaro citou o nome de Barros ao ouvir deles as suspeitas de irregularidades na aquisição do imunizante indiano.

SUBSTITUIÇÃO – Nos bastidores, auxiliares da Presidência admitem que o caso pressiona Barros e o próprio governo, mas que ainda não está sendo cogitada a substituição do líder na Câmara. Alegam que, apesar da citação do nome de Barros, não há provas concretas da participação dele na negociação supostamente irregular.

Um integrante do Planalto compara a situação de Barros com a do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), indiciado sob acusação de propina de R$ 10 milhões de empreiteiras quando foi ministro da Integração Nacional no governo Dilma Rousseff (PT). Bezerra nega as acusações e segue na função.

BARROS NO TWITTER – O líder do governo na Câmara, após ser citado na CPI, foi ao Twitter dizer que não participação de nenhuma negociação envolvendo a Covaxin. “Não sou esse parlamentar citado”, escreveu, acrescentando que está “disponível para quaisquer esclarecimentos.”

Barros integra o Progressistas, partido que escancarou as portas do governo para o Centrão. O presidente da sigla é o senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos principais aliados do presidente e integrante da tropa de choque no governo na CPI.

A legenda também abriga o deputado Arthur Lira (PP-AL) que chegou à Presidência da Câmara com  apoio do Planalto.

O Progressistas deve ser o principal aliado na campanha de reeleição de Bolsonaro em 2022. Diversos integrantes do governo conversam para se filiar à sigla, como os ministros Fábio Faria (das Comunicações), Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) e Tereza Cristina (Agricultura).
BARROS, TAMBÉM – Antes de deixar o governo nesta semana, o ex-ministro Ricardo Salles também negociava sua ida para a legenda. Até mesmo Bolsonaro pode terminar filiado ao Progressistas.
O presidente negocia com o Patriota, mas um racha interno ameaça os planos do chefe do Executivo ingressar na legenda.

Desde a denúncia, o governo optou pela estratégia de atacar a credibilidade de Luís Miranda que envolveu diretamente o presidente no caso ao dizer que, junto com o irmão, esteve no Palácio da Alvorada para relatar os indícios de corrupção.

6 thoughts on “Mesmo citado na CPI, Planalto não cogita ‘por enquanto’ mudar líder do governo

  1. Também não cogitava mudar o Salles, o Weintraub, o Ernesto Araújo… et caterva.

    Quem vai ser mudado é o genocida!

    Campanha 2021: #NATAL SEM BOLSONARO.

    JL

  2. Para o vulgo, corrupto é apenas um agente público que enriqueceu ilicitamente. Mas esse mesmo traidor encarna um “encosto” mil vezes mais nocivo à soberania nacional.
    Até há cerca de três décadas, o método mais recorrente para os EUA tomarem o domínio de um país por eles cobiçado, era mandar a sua CIA eliminar uma liderança nacionalista e refratária, a qual resistisse à incursão do invasor.
    Atualmente, os neocolonizadores descobriram uma estrada larga e sem muitos obstáculos: subornar as autoridades dos três poderes e/ou funcionários graduados. Nessa empreitada aliciadora, alguns eufemismos são aplicados; sendo Lobby, o mais corriqueiro!
    Na Amazônia Legal, não precisa explicar o porquê: dos servidores federais, de fiscais a superintendentes, os do Ibama são os mais apontados pela população, e os mais procurados por quem quer ganhar dinheiro fácil com as nossas riquezas que causam inveja ao mundo.
    RECORDAR É VIVER! O que significa SIVAM? Sistema de Vigilância da Amazônia. Era a era que já era FHC, na presidência da República, depois de uma licitação com veementes indícios de fraudes, constatados inclusive pelo Serviço de Inteligência Francês. Quem acabou abocanhando o direito de operar o Sistema foi a multinacional norte-americana, Raytheon Company – aquela mesma que produz o famoso míssil de cruzeiro – que tem faro assassino ou Thomahawk.
    À época, o mega corrupto senador amazonense pelo PFL, Gilberto Miranda, foi acusado de receber a bagatela de US$ 4.000.000,00 para fabricar o resultado à abóbora estadunidense. Ao tomar conhecimento da bandalheira, indignado, o também senador, Vilson Kleinübing dirigiu-se ao gabinete de Miranda, donde foi expulso sob a mira de um revólver empunhado pelo colega bandido.

    https://vermelho.org.br/2012/08/09/escandalos-nao-investigados-do-governo-fhc-1-o-caso-sivam/

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