Ministério das Comunicações passa a divulgar quem é dono das rádios e televisões brasileiras. Mas a lista é incompleta, não inclui os “laranjas” e “testas de ferro” dos políticos.

Carlos Newton

Em caráter definitivo, passa a ser divulgado hoje pelo Ministério das Comunicações o cadastro dos donos de rádios e televisões no país, onde só constam os nomes de 56 deputados federais e senadores que são sócios ou têm parentes no controle de emissoras, embora este número na realidade seja três ou quatro vezes maior.

Classificado de “caixa-preta”, em reportagem de Valdo Cruz e Júlio Wiziack na edição da Folha de S. Paulo de domingo, o tal mapa, antiga reivindicação de entidades que tentam fiscalizar o setor, está disponível no site do Ministério das Comunicações.

O cadastro traz um mapa das 291 estações de televisão, 3.205 rádios e 6.186 retransmissoras comerciais existentes no Brasil. Mas a lista, decididamente, não é confiável. Um levantamento feito pela própria Folha há três meses mostrou que há grande número de “laranjas” ou “testas-de-ferro” que aparecem como donos de empresas de rádio e TV, embora na realidade os proprietários sejam políticos e igrejas evangélicas que ganharam concessões, sem licitação, a maioria, no governo de José Sarney.

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