Ministério não é só resultado de cotas; necessita de unidade

Pedro do Coutto

Ao destacar a indicação, pela presidente Dilma Rousseff, do deputado Henrique Eduardo Alves para a Previdência Social na cota do PMDB, a repórter Simone Iglesias analisou a estrutura do novo ministério a partir do critério de preenchimento das vagas à base de um sistema de quotas partidárias por legenda.

Além do atual presidente da Câmara, que disputou e perdeu o governo do Rio Grande do Norte nas urnas deste ano, a presidente da República sugere que a senadora Kátia Abreu, outra escolha pessoal sua, seja considerada também como representante do PMDB no Executivo. Moreira Franco na Aviação Civil seria um terceiro nome, este indicação pessoal do vice presidente Michel temer.

A matéria focaliza vários desdobramentos sucessivos quanto à formação do novo governo, mas é importante acentuar que o conjunto não é apenas a soma das partes. Precisa de unidade de pensamento e projeto político para garantir sua solidez e flexibilidade ao mesmo tempo. A nomeação de Kátia Abreu, por exemplo, exige identificação com o modelo econômico financeiro a ser adotado. Caso contrário, ideias podem colidir entre si, o que se tornaria ruim tanto para o governo quanto para o país.

SÃO 39 MINISTROS…

A dificuldade maior, contudo, se encontra basicamente no fato de existirem trinta e nove postos ministeriais, o que diminui substancialmente o tempo que a presidente pode destinar, em atenção administrativa, a cada um deles. Uma questão essencial de tempo, pois cada dia possui o limite de 24 horas. E nos debates relativos à tomada de decisões a presença de Dilma Rousseff é imprescindível. Porque, no fundo, o exercício do poder não se transfere. Este princípio político é predominante.

Além do mais, acrescente-se que uma boa parte das decisões administrativas depende de leis e decretos. A presidente da República necessita encaminhar projetos ao Poder Legislativo ou editar atos executivos, que antes precisam ser discutidos atentamente, incluindo pareceres jurídicos que ajustem os textos ao universo constitucional e legal do país. O número exagerado de ministérios dificulta todo esse processamento. Tem mais: além do ângulo jurídico, as iniciativas precisam entoar-se com os fundamentos estabelecidos pela política econômica, incluindo o setor cambial.

REAÇÃO ÀS ESCOLHAS

Basta lembrar, apenas de passagem, que da produção agrícola brasileira têm origem as exportações para grandes mercados mundiais, como é o caso, por exemplo, da China. E não só ela, porém ao lado de tantas outras nações compradoras de nossos produtos. Incluindo os fabricados pela indústria nacional. Ao lado de tudo isso, matéria da repórter Fernanda Krakovics, mesma edição de O Globo, aponta o surgimento de reações contrárias do PT à formação do governo reeleito. Os petistas preocupam-se com o nome a ser escolhido para o Ministério da Educação, para o qual estaria cogitado o governador Cid Gomes, do PROS do Ceará.

São as dificuldades naturais do critério de cotas, que deve suceder e não preceder a preocupação com a unidade de pensamento do sistema de governo.

5 thoughts on “Ministério não é só resultado de cotas; necessita de unidade

  1. QUALQUER PRESIDENTE (NA VERDADE, QUALQUER PESSOA) QUE NÃO SEJA UM IMBECIL CHAPADO, SABE QUE UM MINISTÉRIO DE CAPACIDADE E DE VERGONHA NÃO NECESSITA DE MAIS DE UNS CINCO MINISTROS. O NEGÓCIO É QUE, NO BRASIL, MINISTÉRIO VIROU BALCÃO DE NEGÓCIOS. E NÃO VAI HAVER SOLUÇÃO PARA ESSE PAÍS ENQUANTO AS COISAS NÃO MUDAREM RADICALMENTE E ESSE LIXO QUE ESTÁ AÍ SEJA CREMADO.

    • O Obama tem cerca de 220 cargos de confiança, o PT tem 10 vezes mais do que isso só para ficarem defendendo a quadrilha na internet. No acampamento para treinar MAVS, realizado em São José dos Campos, havia mais de 600. Todos, inclusive os instrutores, jornalistas penas de aluguel, recebem do Estado de alguma forma, mesmo que seja não pagando dívidas.

      • SÓ A NSA tem muito mais para espionar desde a aliada Merkel até seus telefonemas de celular aqui no Brasil. Todos DE CONFIANÇA. Sem contar inúmeros outros e os bem remunerados mundo afora para influirem nos meios de comunicação, inclusive aqui no Brasil. Os que politicam aqui no blog em ambos os lados são primários e nem merecem remuneração.

  2. Moreira Franco continuar como ministro seria excelente piada em qualquer país sério, mas estamos no Brasil onde, Moreira após falir o Município de Niterói (RJ) foi eleito governador do Estado do Rio de Janeiro, em 1986, com o apoio das Organições Globo e do José Sarney, na época do maldito Plano Cruzado, prometendo acabar com a violência em 6 meses, violência esta que começou a aumentar bastante logo no seu primeiro ano de desgoverno e não parou mais. Também, não podemos esquecer que foi este pseudo governador quem iniciou o desmonte da saúde, do IASERJ, da Educação, da PM, da CTC etc. Além de deixar o funcionalismo público estadual 3 meses sem receber e, algumas categorias, sem aumento de vencimentos.

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