Ministro da Justiça será ouvido pelo Congresso sobre dossiê com dados de oposicionistas

Audiência será fechada e acontecerá por videoconferência

Fernanda Vivas e Márcio Falcão
G1 / TV Globo

O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, deve se reunir a portas fechadas com deputados e senadores para falar sobre o relatório sigiloso elaborado pela pasta com dados de quase 600 servidores públicos – a maioria, ligada a movimentos antifascistas. Segundo o presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) do Congresso Nacional, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), a reunião será feita na tarde da próxima sexta-feira, dia 7.

Os parlamentares querem esclarecimentos de Mendonça sobre o documento, cuja existência foi revelada em reportagem do portal Uol no último fim de semana. A audiência acontecerá por videoconferência, e será fechada ao público e à imprensa. Em entrevista à GloboNews no domingo, dia 2, André Mendonça declarou que abriria apuração interna sobre o caso. Na segunda-feira dia 3, como informou o blog do Gerson Camarotti, Mendonça trocou o diretor da área supostamente envolvida na produção do documento.

AÇÃO SIGILOSA – Segundo a reportagem do Uol , “o Ministério da Justiça colocou em prática, em junho, uma ação sigilosa sobre um grupo de 579 servidores federais e estaduais de segurança identificados como integrantes do ‘movimento antifascismo’ e três professores universitários”.

Ainda conforme a reportagem, a pasta “produziu um dossiê com nomes e, em alguns casos, fotografias e endereços de redes sociais das pessoas monitoradas.” O relatório foi feito pela Secretaria de Operações Integradas (Seopi), ligada ao ministério.

COMPETÊNCIA – Em nota divulgada na semana passada, o Ministério da Justiça e a Seopi não negaram a existência do dossiê nem explicaram por que produziram o documento, mas afirmaram que não compete à Seopi produzir dossiê contra nenhum cidadão, instaurar procedimento de cunho inquisitorial.

Segundo a nota, é rotina da Seopi obter e analisar dados para a produção de conhecimento de inteligência em segurança pública e compartilhar informações com os demais órgãos do Sistema Brasileiro de Inteligência. A secretaria, diz o ministério, “atua na prevenção de ilícitos e na preservação da segurança das pessoas e do patrimônio público”. O governo não explicou quais possíveis riscos essas pessoas listadas no relatório representavam.

6 thoughts on “Ministro da Justiça será ouvido pelo Congresso sobre dossiê com dados de oposicionistas

    • Se você se refere à decisão maluca de Bolsonaro intervir no Supremo, via Forças Armadas, amigo Leão, achei a matéria fraca e incompleta. A repórter deveria ir em frente até o enquadramento do presidente pelo Alto Comando do Exército, que a TI deu com absoluta exclusividade. Desde o enquadramento, Bolsonaro está fechado em copas.

      Abs.

      CN

      • Achou a matéria fraca, CN(?)

        Os fatos forram passados à jornalista por quatro fontes.
        Marco Antonio Villa disse há pouco que teve confirmação hoje com uma fonte dele.
        Pode ser feita toda a reconstituição com fatos ocorridos na época.

        Continua passando pano para Bolsonaro e os militares (né?)

        • Celso de Mello estava certo ao compará-lo com Hitler…
          E assim eu também faço comparação de todos os militares com os aqueles militares alemães que deram força ao Furher…

          • E mesmo não havendo atos preparatórios, vamos lembrar que basta para responsabilização atentar contra os princípios administrativos e da Constituição.
            Crime de responsabilidade por tratar em reunião de como fechar o Supremo Tribunal Federal juntamente com Militares que o apoiaram e ministros civis (inclusive o AGU e o MJ)

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