Ministro do Supremo e chanceler

Vicente Limongi Netto:
“Helio, o Paulo Sérgio diz que Rezek foi ministro de Collor. Foi mesmo?”

Comentário de Helio Fernandes:
Rezek era ministro do Supremo e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Na sucessão de 1989, Brizola não foi para o segundo turno, por causa de 0,4 por cento dos votos. Imediatamente pediu recontagem dos votos, estava convencido que no segundo turno ganharia a eleição. (Convicção quase geral).

Rezek, sem ler e portanto sem se convencer, negou imediatamente a recontagem. Collor ganhou, nomeou Rezek chanceler, lógico, teve que deixar o Supremo.

Em 1992 deixou o Ministério do Exterior, Collor nomeou-o outra vez ministro do Supremo, fato inédito na história do tribunal. Em dificuldades na aprovação pelo Senado, contou com o apoio de Sarney, que lhe garantiu maioria escassa, e a volta, para muitos revolta.

Em 1996, deixou novamente o Supremo, com apenas 52 anos. Foi advogar, defendeu Jackson Lago contra o protetor Sarney. O que lhe valeu carta devastadora do ex-presidente. (Na época, estarrecedora. Hoje, nem Rezek nem Sarney têm importãncia, minha cópia não vale nada).

Logo depois foi nomeado para representar o Brasil no Tribunal DA Haya. (Fazia questão desse Da em vez do DE). Voltou, há anos não faz coisa alguma. Como completou 66 anos agora, em 18 de janeiro, poderia estar ainda no Supremo. Sem levar em consideração possíveis méritos, fez carreira curiosa. Pelo menos isso.

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