Ministro do TSE nega pedido para retirar o nome de Lula das pesquisas eleitorais

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Tarcísio Vieira alegou “falhas processuais e arquivou o pedido

André de Souza
O Globo

Por questões processuais, o ministro Tarcísio Vieira, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou pedido do Instituto Democracia e Liberdade (IDL) para proibir a divulgação de pesquisas que incluam o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre os candidatos. O instituto argumentou que a inclusão de Lula nos levantamentos “viola a segurança jurídica das eleições”. Mas Tarcísio Vieira entendeu que o IDL não tinha legitimidade para fazer esse pedido. O ministro não chegou a dizer se concordava ou não com a solicitação.

O IDL queria que também fossem proibidas a divulgação de pesquisas que “incluam o nome de candidatos que se encontrem em situação idêntica ou análoga” à de Lula. O pedido, no entanto, não valia para levantamentos internos. O IDL queria que a proibição fosse aplicada a quatro institutos: Ibope, Datadolha, Paraná Pesquisas e Vox Populi. Na semana passada, pesquisas do Ibope e do Datafolha mostraram Lula na liderança da disputa presidencial (com 37% e 39%, respectivamente).

“A liberdade de informação e de opinião não autoriza divulgação de situações anômalas e teratológicas que impliquem impacto na opinião pública”, diz trecho da petição enviada ao TSE pelo IDL.

O ex-presidente está preso em Curitiba desde 07 de abril, após ter sido condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do triplex do Guarujá (SP). A Lei da Ficha Limpa proíbe candidaturas de pessoas condenadas em segunda intância. Por isso, a candidatura de Lula foi contestada pela Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE). O caso está sob análise do ministro Luís Roberto Barroso.

3 thoughts on “Ministro do TSE nega pedido para retirar o nome de Lula das pesquisas eleitorais

  1. O TSE nem deveria existir mais. Nunca ajudou de fato e melhorar a democracia do país. Um grande elefante branco, caríssimo, nem administra as eleições, muito menos, atua para moralizar a democracia no país. A realidade do Brasil assina em baixo.

  2. Não podemos ficar na dependência de um sistema legal feito sob medida para os sistemistas, especialmente em sua parte interpretativa, que nada mais é do que os retoques finais do sistema para o sistemista, qual faz o alfaiate na roupa quando experimentada.

    O que podemos e devemos fazer -e aliás de tanto apanhar estamos fazendo graças à sagrada Internet- é denunciar bem a canalhice dos órgãos de pesquisa, apontando que pelo menos até agora tem se comportado bem o do Yahoo.

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