Ministro Fernando Pimentel pode ser a próxima vítima, nesse nunca-acabar de corrupção

Reportagem de Luiza Damé, em O Globo, revela o que ninguém esperava. O conselheiro Fábio Coutinho votou, segunda-feira, pela abertura de procedimento ético contra o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, mas o conselheiro Ricardo Caldas pediu vista. A Comissão de Ética Pública da Presidência deverá decidir sobre o caso de Pimentel em sua próxima reunião, no dia 26 de março.

Em seu voto, Coutinho pediu que o ministro dê explicações sobre seu trabalho de consultor entre 2009 e 2010. A comissão vai decidir sobre a continuidade ou o arquivamento do procedimento ético contra Pimentel.

Em dezembro do ano passado, foi revelado que Pimentel faturou R$ 2 milhões, entre 2009 e 2010, com consultorias, inclusive durante o período em que ele atuou como um dos coordenadores da campanha eleitoral da presidente. Metade desse valor foi pago pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), por serviços de consultoria na elaboração de projetos na área tributária e palestras nas dez regionais da entidade, mas as palestras nunca ocorreram.

Com base nas reportagens, o PSDB apresentou representação contra Pimentel na comissão, pedindo avaliação da conduta do ministro “em razão da possível prática de ato atentatório contra os princípios éticos que norteiam as atividades dos órgãos superiores da Presidência da República e a quebra de decoro por parte do representado”.

A Comissão de Ética decidiu também pedir informações ao ex-vice presidente do Banco do Brasil Alan Toledo sobre sua movimentação bancária de R$ 953 mil, no ano passado. Toledo disse que o dinheiro seria da aposentada Liu Mara Fosca Zerey e referente à venda de um imóvel em São Paulo.

Por fim, a comissão determinou ainda aplicar censura ética ao ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi pela utilização de aeronave da Ourofino Agronegócios para viagens particulares.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Antes tarde do que nunca, diz o ditado. Agora, vamos aguardar se a Comissão aprova o parecer e se o ministro conseguirá explicar o inexplicável. Mas que ninguém esqueça que o mesmo relator, Fabio Coutinho,  absolveu Antonio Palocci das mesmas acusações. Mudou ele, ou mudou a conjuntura, como diz o comentarista José Carlos Werneck, ao dizer que finalmente Dilma Rousseff começou a governar?

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