Ministro Maggi a primeira vtima da delao “monstruosa” de ex-governador

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Maggi mais um ministro de Temer a ser acusado

Deu em O Globo

Em delao premiada homologada nesta quarta-feira pela Justia, o ex-governador do Mato Grosso Silval Barbosa (PMDB) acusa o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PMDB), de pagar R$ 3 milhes para que um ex-secretrio mudasse a verso de um depoimento dado Justia e o inocentasse de uma acusao de compra de vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE). A revelao foi feita na edio da noite desta sexta-feira do Jornal Nacional, da TV Globo.

O suposto crime faz referncia a fatos ocorridos em 2009, quando Maggi era governador do Mato Grosso e Silval, seu vice. Ex-secretrio de Finanas do estado, der Moraes denunciou ao Ministrio Pblico que os dois polticos sabiam de um esquema de corrupo para compra de vagas no TCE e que ele pretendia assumir uma delas. Depois de fazer a denncia, ainda de acordo com a delao a que o JN teve acesso, Moraes procurou Maggi e Silval e disse que retiraria as acusaes se recebesse R$ 12 milhes.

CUMPRIA ORDENS – Silval contou Justia que os dois concordaram em pagar R$ 3 milhes cada um a Moraes. A quantiia referente a Maggi teria sido entregue em dinheiro vivo entre 2014 e 2015 por uma pessoa chamada Gustavo Capil. Silval afirmou que sabe disso porque o pagamento foi confirmado pelo prprio Maggi. A parte de Silval teria sido entregue, tambm em dinheiro vivo, pelo seu chefe de gabinete, Silvio Cesar Corra Arajo. TV Globo, os advogados de Arajo disseram que ele apenas cumpria ordens.

De acordo com o JN, Moraes mudou mesmo de verso no decorrer do processo. Em 24 de maro de 2014, ele disse Justia que, em 2009, havia conversado com Silval e Blairo sobre a compra de uma vaga no TCE. Em janeiro de 2015, em entrevista TV Globo, informou que havia mentido porque estava extremamente tomado pela emoo de no ter sido escolhido para assumir vaga do tribunal. Isso fez com que ele colocasse algumas palavras que eu depois me retratei sobre todas elas, segundo o que disse na entrevista.

ARQUIVAMENTO -A mudana na verso levou o Ministrio Pblico a pedir o arquivamento da denncia, que foi aceita pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli em maio de 2016.

Ainda de acordo com o JN, Silval relata, em sua delao, um repasse de R$ 4 milhes ao deputado federal Carlos Bezerra (PMDB-MT), pra que apoiasse uma candidatura Prefeitura de Cuiab. O deputado afirmou que o pagamento citado pelo ex-governador no tem nenhum fundamento, uma vez que quem trata de campanhas a prefeituras o diretrio municipal, e ele faz parte do diretrio estadual do partido.

O ex-governador tambm falou de pagamento de propina ao senador Wellington Fagundes (PR-MT). Em resposta, senador declarou que desconhece o teor das afirmaes do ex-governador Justia e que ir se posicionar quando tiver acesso delao premiada.

MAGGI NEGA-A assessoria de imprensa de Maggi afirmou que nunca atuou ou autorizou atuao de algum para agir de forma ilcita dentro das aes de governo ou para obstruir a justia. A nota diz que no houve pagamentos feitos ou autorizados por mim, ao ento secretrio Eder Moraes, para acobertar qualquer ato e que, por isso, Silval Barbosa mentiu ao afirmar que fiz tais pagamentos em dinheiro ao Eder Moraes.

Jamais utilizei de meios ilcitos na minha vida pblica ou nas minhas empresas, afirma Maggi. Sempre respeitei o papel constitucional das Instituies e como governador, pautei a relao harmnica entre os poderes sobre os pilares do respeito coisa pblica e tica institucional.

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NOTA DA REDAO DO BLOGComeam a ser divulgadas as primeiras informaes sobre a delao considerada “monstruosa” pelo relator Luiz Fux.Esta denncia inicial facilmente comprovvel, porque nome do entregador do dinheiro foi citado e a testemunha mudou o depoimento de foram grotesca. A delao comeou bem. Agora vamos aguardar o segundo captulo. (C.N.)

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