Ministro se irrita porque Roraima quer usar a Força Nacional dentro de presídio

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Moraes é um perigo quando abre a boca para dar entrevista

Evandro Éboli e André de Souza
O Globo

O governo de Roraima anunciou em nota que a atuação dos homens da Força Nacional de Segurança Pública no estado se dará “dentro e fora das unidades prisionais”. Durante o dia, 101 policiais da força chegaram em Boa Vista e começaram a atuar na cidade.

MINISTRO IRRITADO – A disposição do governo roraimense em usar a força dentro do presídio irritou o Ministério da Justiça, que, na noite desta terça, reforçou que os policiais não vão agir nessa função e reiterou as palavras do ministro Alexandre de Moraes, emitidas na segunda-feira, de que o uso do contingente é para segurança pública, como policiamento ostensivo, reforço de segurança e fazendo barreiras de contenção.

Na nota, o governo de Suely Campos (PP) diz que o efetivo da FNS (Força Nacional de Segurança) está trabalhando em conjunto com as forças de segurança do Estado fazendo o reconhecimento da Pamc (Penitenciária Agrícola de Monte Cristo) e traçando estratégias. “Ressalta que a atuação será dentro e fora das unidades prisionais do Estado de Roraima” – diz a nota do governo estadual.

Mas o ministro Moraes não gostou e disse que a força não é formada de agentes penitenciários e não pode substituí-los.

EM MANAUS – No Amazonas, os cerca de 100 agentes da Força Nacional que desembarcaram na terça-feira em Manaus farão segurança em torno de apenas um presídio do estado, o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), onde houve a maior chacina. Este ano, 64 presos foram mortos em presídios da capital do Amazonas e 99 em todo o Brasil.

O secretário de Segurança Pública do Amazonas, Sérgio Fontes, não justificou porque outros presídios que também registraram mortos, como a Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa e a Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), também não irão receber reforços.

“Fizemos a divisão de 23 agentes por turno e eles atuarão no Compaj com todos os equipamentos que eles trouxeram, como armas e granada defensiva (granada anti-tumulto). Não vimos a necessidade ainda de pedir ajuda deles com o helicóptero, pois o nosso calhou de ir pra manutenção justo quando tudo isso aconteceu, mas ele já ficou à disposição para caso precise, seja usado” — afirmou Fontes.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGO ministro Alexandre de Moraes está extrapolando de suas funções, ao se comportar como se o governo de Roraima tencionasse substituir os agentes penitenciários pelos soldados da Força Nacional. o fato concreto é que a Força Nacional tem de estar sob comando direto das autoridades estaduais. Atuar dentro do presídio é uma informação em sentido amplo (lato sensu), não significa trabalhar como agente penitenciário, uma possibilidade que jamais foi aventada. (C.N.)

8 thoughts on “Ministro se irrita porque Roraima quer usar a Força Nacional dentro de presídio

  1. O que adiantou terceirizar o presídio, se na hora de resolver o problema são os governos que tem que interferir. A empresa que administrava muito mal o presídio faturou uma grana alta, aí quando surge um problema ela tira o corpo fora, o governo estadual e federal têm que resolver o problema.
    Terceirização é sinônimo de corrupção.

  2. os caras ganham um salário do cacete,são taxados como força especial,treinados para operações de alto risco e aparecem apenas para tirar fotos.
    tá de sacanagem comigo,né ministro.

  3. Apenas repito:

    -Ora, se 100 policiais da Farsa Nacional fizesse alguma diferença na segurança de qualquer lugar que seja, bastaria aumentar o quadro da PM LOCAL em 100 policiais… e pronto: Acabar-se-ia a violência, definitivamente!!!
    -Ou será que eles têm algum poder sobrenatural e conhecem melhor a região do que os policiais que trabalham há décadas nas vielas, becos e esquinas?
    -Se é para dar “sensação de segurança” (falsa, por sinal) sai mais barato para os nossos impostos o governo distribuir LEXOTAN para a população…

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