Ministro tucano pede demissão, mas Luislinda não abandona a sua “escravidão”‘  

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Bruno Araújo diz que não dava mais para segurar

Cristiane Jungblut E Maria Lima
O Globo

O ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), entregou nesta segunda-feira uma carta de demissão ao presidente Michel Temer. No documento, Bruno Araújo afirma que “não há mais” apoio no seu partido para seguir no cargo, mas ressalta ter convicção de que o governo de Temer será reconhecido pelos seus “resultados profundamente positivos para a sociedade brasileira”. Na tarde desta segunda, o ministro participou, ao lado de Temer, da cerimônia de lançamento do cartão-reforma, no Palácio do Planalto. (LEIA MAIS: ‘Cada um sabe de si’, diz Aloysio, após ministro tucano pedir demissão)

“Agradeço a confiança do meu partido, no qual exerci toda a minha vida política, e já não há mais nele apoio no tamanho que permita seguir nesta tarefa. E de modo especial aos pernambucanos, na certeza de que procurei, na nossa mais fiel tradição, desempenhar com zelo a minha missão, ajudando o país e meu querido estado”, diz o tucano, na carta.

FALTAM TRÊS – Desde maio, quando foi revelada a delação da JBS, integrantes do PSDB discutem a possibilidade de deixar o governo. Recentemente, os líderes do partido concordaram com o desembarque, mas não definiram uma data. A legenda ainda tem outros três ministros: Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Luislinda Valois (Direitos Humanos).

Para colegas de Bruno Araújo na Câmara dos Deputados, ele, como ex-líder do partido na Casa, sentiu o peso das convenções estaduais do PSDB, realizadas no fim de semana, onde o apoio ao desembarque foi amplamente majoritário. Os parlamentares lembram também que Bruno foi o primeiro a se manifestar pela saída do governo, em maio, quando explodiu a delação da JBS.

“Ontem, na convenção do PSDB no Rio, colocamos na cédula (a pergunta) se era a favor ou contra o desembarque. O desembarque teve o apoio de 97% dos convencionais. O ministro Bruno revela estar antenado e sintonizado com o sentimento amplamente majoritário hoje no partido” — disse o presidente do diretório fluminense, deputado Otávio Leite (RJ).

COM EDUCAÇÃO – O governador de Goiás, Marconi Perillo, candidato a presidente do partido, disse que a saída de Bruno seguiu o que ele vem pregando: o desembarque “com educação”, de forma natural e elegante.

O líder do PSDB na Câmara dos Deputado, Ricardo Tripoli (SP), afirmou que Bruno Araújo tomou a decisão correta. Tripoli vinha cobrando o desembarque e liderando a ala que queria a ruptura com o governo. “Estou num painel na Alemanha, mas acredito que tomou a decisão correta” — disse. Perguntado se esperava que os demais ministros tomasse a mesma atitude de sair do governo, ele disse: “Espero que sim”.

Já o líder do partido no Senado, Paulo Bauer (SC), divulgou nota para elogiar a gestão do ex-ministro. De acordo com Bauer, ele contribuiu “para que o Brasil vença de forma substantiva as dificuldades que o governo do PT deixou para o país”. O senador ressaltou ainda que o PSDB tem o projeto de oferecer uma candidatura presidencial em 2018.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Enquanto isso, a ministra Luislinda Valois encenava mais um capítulo de sua versão da novela “A Escrava Isaura”. Sem medo do ridículo, ela afirmou nesta segunda-feira que é “preta, pobre e da periferia”. A declaração foi dada em evento no Rio de Janeiro que também contou com a presença do presidente Michel Temer, que é o feitor da senzala ministerial.  Sinceramente, essa ministra merece ser entrevistada pelo William Waack. (C.N.),

7 thoughts on “Ministro tucano pede demissão, mas Luislinda não abandona a sua “escravidão”‘  

  1. Luislinda pode ser o que desejar. Mas nada lhe dá o direito de driblar as leis para potencializar seus vencimentos mensais.

    Se Temer fosse um presidente decente, já a teria demitido. Mas não há nada de decência nesse presidente, como todos já perceberam. Muito pelo contrário…

  2. Quando Celso Pitta era prefeito de São Paulo, depois de desentender-se com a Globo, também fez como a ministra Luislinda, segurou um cartaz em que dizia que era preto, pobre e perseguido pela emissora. A dona Luislinda precisa saber que não está sendo nada original. Como Pitta não tinha aposentadoria de marajá, acabou sendo abandonado pelo padrinho (Maluf) e de fato morreu pobre e abandonado pela família, ou talvez ele tenha abandonado a família antes.

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