Moderação agora ficou barata na política; é hora de comprar e usar

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Charge do Rafa (arquivo Google)

Vinicius Mota
Folha

A democracia do Brasil acaba de dar vazão a um profundo e duradouro sentimento de contrariedade com partidos estabelecidos. O mal-estar se acumulava desde junho de 2013. Rebentou em manifestações inespecíficas de revolta, rompantes de violência e depredações naquele ano. Prolongou-se pela campanha presidencial de 2014, decidida por um punhado de votos.

Irrompeu nem bem reempossada estava a presidente vitoriosa. Alimentado por uma recessão cruel, produziu as maiores mobilizações de rua da história. Propeliu o impeachment de Dilma Rousseff e o mergulho da popularidade de Michel Temer após o escândalo da JBS.

CAMINHONEIROS – Inflamou o espírito de pequenos proprietários e da porção majoritária da população, que os apoiou, no levante dos caminhoneiros em maio passado. Foi a primeira rebelião de característica autoritária, difusamente golpista, sob o regime de 1988.

Toda essa pressão encontrou em Jair Bolsonaro e outras lideranças excêntricas uma válvula de escape institucional, no sistema representativo. Os representantes da nova direita vão governar, compor ministérios e estatais, lutar para congregar maiorias parlamentares e experimentar a dureza de administrar a máquina federal em condições adversas.

SOB VIGILÂNCIA – A imprensa livre os vigiará em cada passo da gestão, e não haverá intimidação capaz de fazê-la recuar. Estarão expostos à entropia, que leva ao desgaste e à frustração popular.

A vitória do PT na disputa presidencial de 2002 foi saudada como um marco de renovação e incorporação de novas forças políticas ao establishment. Fez muito bem ao Brasil.

FICOU BARATO – A porta de entrada abriu-se outra vez, demonstrando a capacidade de nossa democracia de absorver atores também do outro lado do espectro.

Quem comprou radicalização à direita de 2013 para cá se deu bem. O que ficou barato agora é parcimônia e racionalidade econômica. São promissoras as condições para um partido social-democrata moderno no Brasil. Mas será preciso arriscar.

12 thoughts on “Moderação agora ficou barata na política; é hora de comprar e usar

  1. Jair Messias Bolsonaro fez um discurso conciliador nas redes sociais após a vitória: “Vamos unir a todos. Não haverá distinção entre nós. Seremos um só povo, um só país. Construiremos então o futuro do nosso Brasil”.

    “Alguém sem um grande partido, sem fundo partidário, com grande parte da grande mídia o tempo todo criticando, colocando-me muitas vezes próximo a uma situação vexatória”.

    “Não poderíamos mais continuar flertando com o socialismo, com o comunismo, com o populismo e com o extremismo da esquerda”

    Confira o discurso oficial lido após uma primeira “live” no Facebook:

    “Nunca estive sozinho, sempre senti o poder de Deus e a força do povo brasileiro, orações de homens, mulheres, crianças, famílias inteiras que, diante da ameaça de seguirmos por um caminho que não é o que os brasileiros desejam e merecem, colocar o Brasil, nosso amado Brasil, acima de tudo…

    …faço de vocês minhas testemunhas de que este governo será um defensor da Constituição, da democracia e da liberdade. Isso é uma promessa não de um partido, não é a palavra vã de um homem. É um juramento a Deus. A verdade vai libertar este grande país. E a liberdade vai nos transformar em uma grande nação.

    A verdade foi o farol que nos guiou até aqui e que vai seguir iluminando o nosso caminho. O que ocorreu hoje nas urnas não foi a vitória de um partido, mas a celebração de um país pela liberdade. O compromisso que assumimos com todos os brasileiros foi de fazer um governo decente, comprometido exclusivamente com o País e com o nosso povo. E eu garanto que assim o será.

    Nosso governo será formado por pessoas que tenham o mesmo propósito de cada um que me ouve neste momento. O propósito de transformar o nosso Brasil em uma grande, livre e próspera nação. Podem ter certeza que nós trabalharemos dia e noite para isso.

    Liberdade é um princípio fundamental. Liberdade de ir e vir, andar nas ruas em todos os lugares deste País. Liberdade de empreender. Liberdade política e religiosa. Liberdade de informar e ter opinião. Liberdade de fazer escolhas e ser respeitado por elas. Este é o país de todos nós, brasileiros natos ou de coração, um Brasil de diversas opiniões, cores ou orientações. Como defensor da liberdade, vou guiar um governo que defenda e proteja os direitos do cidadão que cumpre seus deveres e respeita as leis. Elas são para todos, porque assim será nosso governo: constitucional e democrático.

    Acredito na capacidade do povo brasileiro, que trabalha de forma honesta, de que podemos juntos, governo e sociedade, construir um futuro melhor. Este futuro, de que falo e acredito, passa por um governo que cria condições para que todos cresçam. Isso significa que o governo federal dará um passo atrás, reduzindo a sua estrutura e a burocracia, cortando desperdícios e privilégios, para que as pessoas possam dar muitos passos à frente.

    Nosso governo vai quebrar paradigmas. Vamos confiar nas pessoas. Vamos desburocratizar, simplificar e permitir que o cidadão, o empreendedor, tenha mais liberdade para criar e construir o seu futuro. Vamos desamarrar o Brasil.

    Outro paradigma que vamos quebrar: o governo respeitará de verdade a federação. As pessoas vivem nos municípios. Portanto, os recursos federais irão diretamente do governo central para os Estados e municípios. Colocaremos de pé a federação brasileira. Neste sentido, é que repetimos que precisamos de mais Brasil e menos Brasília. Muito do que estamos fundando no presente trará conquistas no futuro.

    As sementes serão lançadas e regadas para que a prosperidade seja o designo dos brasileiros do presente e do futuro. Este não será um governo de resposta apenas às necessidades imediatas. As reformas a que nos propomos são para um criar novo futuro para os brasileiros. E quando digo isso falo com uma mão voltada para o seringueiro no coração da selva amazônica e a outra para o empreendedor suando para criar e desenvolver sua empresa. Porque não existem brasileiros do sul ou do norte. Somos todos um só país, somos todos uma só nação. Uma nação democrática.

    O estado democrático de direito tem como um de seus pilares o direito de propriedade. Reafirmamos aqui o respeito e a defesa desse princípio constitucional e fundador das principais nações democráticas do mundo. Emprego, renda e equilíbrio fiscal é (sic) o nosso compromisso para ficarmos mais próximos de oportunidades e trabalho para todos.

    Plano. Quebraremos o círculo vicioso do crescimento da dívida, substituindo-o pelo círculo virtuoso de menores déficits, dívida decrescente e juros mais baixos. Isso estimulará os investimentos, o crescimento e a consequente geração de empregos. O déficit público primário precisa ser eliminado o mais rápido possível e convertido em superávit. Este é o nosso propósito.

    Aos jovens, palavra do fundo do meu coração, vocês têm vivido um período de incerteza e estagnação econômica. Vocês foram, e estão sendo testados, a provar sua capacidade de resistir. Prometo que isso vai mudar. Essa é a nova missão. Governaremos com os olhos nas futuras gerações e não na próxima eleição. Libertaremos o Brasil e o Itamaraty das relações internacionais com viés ideológico a que foram submetidos nos últimos anos. O Brasil deixará de estar apartado das nações mais desenvolvidas. Buscaremos relações bilaterais com países que possam agregar valor econômico e tecnológico aos produtos brasileiros. Recuperaremos o respeito internacional pelo nosso amado Brasil.

    Durante a nossa caminhada de quatro anos pelo Brasil uma frase se repetiu muitas vezes: “Bolsonaro você é a nossa esperança”. Cada abraço e cada aperto de mão, cada palavra ou manifestação de estímulo, que recebemos nessa caminhada, fortaleceram o nosso propósito de colocar o Brasil no lugar que merece. Nesse projeto que construímos cabem todos aqueles que têm o mesmo objetivo que o nosso. Mesmo no momento mais difícil dessa caminhada, quando por obra de Deus, e da equipe médica de Juiz de Fora, e do Alberto Einstein (sic), ganhei uma nova certidão de nascimento, não perdemos a convicção de que juntos poderíamos chegar a essa vitória.

    É com essa mesma convicção que afirmo: ofereceremos a vocês um governo decente que trabalhará verdadeiramente para todos os brasileiros. Somos um grande país e agora vamos juntos transformar esse país em uma grande nação. Uma nação livre, democrática e próspera. Brasil acima de tudo, Deus acima de todos.”

    Jair Messias Bolsonaro é Presidente de Todos os Brasileiros – apesar da oposição e omissão de 1/3 dos 143 milhões de eleitores.

  2. O articulista da Folha de São Paulo, só podia ser da Folha afirma que “A vitória do PT na disputa presidencial de 2002 foi saudada como um marco de renovação e incorporação de novas forças políticas ao establishment. Fez muito bem ao Brasil.”
    Quanta desfaçatez!
    As administrações petistas fizeram muito bem ao Brasil que hoje temos mais de 13 milhões de desempregados e um país dividido, mergulhado numa crise ética e moral sem precedentes em sua história, induvidosamente razões pelas quais levaram ao sucesso de Jair Messias Bolsonaro no pleito eleitoral de ontem.

  3. Esse autor deveria escrever para aqueles brasileiros do nordeste que deram vitória ao Haddad naquela região. Os absurdos que ele cita só encontram eco na mente deformada pelo ideologia do petismo equino. Não consigo ter paciência com esse tipo de gente.
    A Dilma não deu certo por causa de inflação, como afirma o autor – ela não deu certo por causa de um governo anterior, mais o dela, que insistiu em priorizar a corrupção em detrimento do pão. Além disso, Dilma é uma burra, uma tresloucada que não tem capacidade nem para fazer torrada com manteiga.
    Esse jornalista lambe-botas ainda posa de herói ao afirmar que a sua imprensa vigiará o governo Bolsonaro passo a passo e que não haverá intimidação capaz de fazê-la recuar.
    Vamos ver. Não vale sair fantasiado de baiana para fugir para o Uruguay! Get lost, moron.

  4. Devemos estar sempre vigilantes, bem como fazer o possível e o impossível para erradicarmos a miséria e a ignorância no Brasil, uma vez que aqueles que têm o viés esquerdista, do comunismo ateu sempre tentarão retornar quando encontrarem o caminho propício para o renascimento da sua nefasta ideologia e se possível dominar a todos.
    Queremos e almejamos PAZ, SAÚDE, AMOR, ORDEM, PROGRESSO em todos os sentidos dessa palavra.

  5. Caro Jornalista,

    -Os eleitores-cidadãos recolheram todo o LIXO que havia no Poder Executivo e parte do que estava depositado no Poder Legislativo.

    -Entretanto, nada puderam fazer referente ao LIXO que está acomodado no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, que continuará fedendo e emporcalhando a vida, causando vergonha nos cidadãos de bem de todo o país e representando O QUE EXISTE DE PIOR na política rasteira dos coronéis do Século XIX e na impunidade desejada pelo crime organizado.

    -Alguma coisa precisa mudar! Um país que se diga democrático não pode mais aceitar FARAÓS arrotando na Praça dos Três poderes, em pleno Século XXI, como se estivessem na mesa da própria fazenda falando com algum dos seus escravos!

    -Já passou da hora dos ministros do Supremo terem um mandato fixo para que a evolução do país se torne possível. Um mandato de oito anos, como os dos atuais senadores, já estaria de bom tamanho para começar.

    Abraços

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