“Mora na Filosofia”, um samba antológico de Monsueto e Arnaldo Passos

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Monsueto, diante de um de seus quadros

Paulo Peres

Site Poemas & Canções

O pintor, ator, cantor e compositor carioca Monsueto Campos de Menezes (1924-1973) é o autor de sambas clássicos como ” A Fonte Secou” e “Quero esta Mulher Assim Mesmo”. Em “Mora na Filosofia”, a letra relata as diversas formas pelas quais a pessoa amada foi avaliada para se chegar à decisão final, ou seja, de que é impossível continuar com o relacionamento. Este samba foi regravado por  Caetano Veloso, no LP Transa, em 1972, pela Philips.


MORA NA FILOSOFIA
Arnaldo Passos e Monsueto

Eu vou lhe dar a decisão,
Botei na balança e você não pesou,
Botei na peneira, você não passou,
Mora na filosofia,
Pra que rimar amor e dor,
Vê se mora na filosofia,
Pra que rimar amor e dor.

Se seu corpo ficasse marcado,
Por lábios ou mãos carinhosas,
Eu saberia,
A quantas você pertencia,
Não vou me preocupar em ver,
Seu caso não é de ver pra crer….

8 thoughts on ““Mora na Filosofia”, um samba antológico de Monsueto e Arnaldo Passos

  1. Bela letra, música linda. Escutei bastante. O Paulo Peres poderia ser consultor musical de diversas rádios, pois assim as novas gerações teriam oportunidade de escutar as pérolas aqui postadas, bem diferentes das produzidas hoje. Lógico que há exceções.

  2. Muito merecida a homenagem ao Monsueto e Arnaldo Passos. hoje feita por Paulo Peres. Além de “Mora a filosofia” há outtros grandes sucessos lançados pela sua cantora predileta Marlene. A fonte secou; “me deixa em paz.”
    Monsueto dividiu parcerias de músicas de autoria dele, porque sempre andava duro.
    Certo vez ganhou uma tela e um jogo de pinceis e por diletantismo se pôs a pintar. Pois não é que Pablo Neruda comprou uma de suas telas.!
    Monsueto tornou-se imortal, sobretudo pelas suas 3 obras primas: A fonse secou, se você não me queria e a incrivel Mora na Filosofia.
    . Teve uma participação especial em Tonga da Mironga do Kabuletê ( Toquinho e Vinicius )

  3. A Fonte Secou
    Monsueto

    Eu não sou água
    Pra me tratares assim
    Só na hora da sede
    É que procuras por mim
    A fonte secou
    Quero dizer que entre nós
    Tudo acabou
    Seu egoísmo me libertou
    Não deves mais me procurar
    A fonte do nosso amor secou
    Mas os seus olhos
    Nunca mais hão de secar

  4. O Lamento da Lavadeira
    Monsueto

    https://youtu.be/gFWf7eGA4NI

    Ô, dona Maria!
    Olha a roupa, dona Maria
    Ai, meu deus!
    Tomara que não me farte água!
    Sabão, um pedacinho assim
    A água, um pinguinho assim
    O tanque, um tanquinho assim
    A roupa, um tantão assim

    Para lavar a roupa da minha sinhá
    Para lavar a roupa da minha sinhá

    Quintal, um quintalzinho assim
    A corda, uma cordinha assim
    O sol, um solzinho assim
    E a roupa, um tantão assim
    Para secar a roupa da minha sinhá
    Para secar a roupa da minha sinhá
    A sala, uma salinha assim
    A mesa, uma mesinha assim
    O ferro, um ferrinho assim
    E a roupa, um tantão assim
    Para passar a roupa da minha sinhá
    Para passar a roupa da minha sinhá
    Trabalho, um tantão assim
    Cansaço, é bastante sim
    A roupa, um tantão assim
    Dinheiro, um tiquinho assim
    Para lavar a roupa da minha sinhá
    Para secar a roupa da minha sinhá
    Para passar a roupa da minha sinhá
    Composição: Monsueto Menezes

  5. 1) Em tempos de Fake News é uma bela História:

    AS TRÊS PENEIRAS

    Um rapaz procurou Sócrates e disse-lhe que precisava contar-lhe algo sobre alguém.

    Sócrates ergueu os olhos do livro que estava lendo e perguntou:

    – O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?

    – Três peneiras? – indagou o rapaz.

    – Sim! A primeira peneira é a VERDADE. O que você quer me contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido falar, a coisa deve morrer aqui mesmo. Suponhamos que seja verdade. Deve, então, passar pela segunda peneira: a BONDADE. O que você vai contar é uma coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo? Se o que você quer contar é verdade e é coisa boa, deverá passar ainda pela terceira peneira: a NECESSIDADE. Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta?

    Arremata Sócrates:

    – Se passou pelas três peneiras, conte! Tanto eu, como você e seu irmão iremos nos beneficiar.
    Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos, colegas do planeta.
    Sócrates

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