Moraes compartilha provas e fortalece ações que podem levar à cassação de Bolsonaro

10 absurdos que mostram que Alexandre de Moraes deve sair do Ministério da Justiça

Moraes diz que Jair Bolsonaro cometeu crimes eleitorais

Camila Mattoso
Folha/Painel

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o compartilhamento de provas dos inquéritos das fake news e dos atos antidemocráticos com as ações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que podem, no limite, levar à cassação de Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão.

Com isso, novos elementos entram na investigação sobre a participação do presidente em uma rede de disparo em massa de notícias fraudulentas na eleição de 2018, o que deve fortalecer os processos contra ele em curso na corte eleitoral.

NOTÍCIAS FALSAS  – O relator das ações no TSE é o corregedor-geral do tribunal, o ministro Luis Felipe Salomão. O esquema do último pleito teria sido financiado por empresários, via caixa dois, para disseminação de informações falsas em favor de Bolsonaro e contra seus adversários.

As decisões de Moraes ocorrem em um momento de aumento da tensão entre STF e Bolsonaro devido a ataques feitos pelo chefe do Executivo a integrantes da corte. Um pedido de compartilhamento de provas do inquérito de fake news estava havia mais de um ano pendente de análise.

​Moraes não despachou no caso especificamente, mas autorizou o envio de provas das investigações mais sensíveis ao presidente.

ARMA FATAL – No TSE, a avaliação era de que o ministro não tinha pressa em dar uma resposta justamente para ter em mãos uma arma com potencial para conter uma eventual ofensiva de Bolsonaro contra as instituições.

Como mostrou o Painel no sábado (10), além de ter aberto novo inquérito sobre suposta organização criminosa que atua contra instituições, Moraes juntou a apuração dos atos antidemocráticos (já arquivada) com a das fake news.

Com isso, o ministro coloca a Polícia Federal no encalço da família de Bolsonaro e de seus apoiadores em duas frentes, que devem avançar em 2022, ano eleitoral.

UM SUPERINQUÉRITO – Na prática, a união dos casos resulta em um superinquérito cujos alvos são todos próximos ao presidente.

Dessa forma, Bolsonaro fica rodeado por todos os lados em meio às suas falas golpistas.

Nos bastidores, os investigadores envolvidos no inquérito das fake news já haviam avisado que elementos coletados no caso poderiam reforçar a ação eleitoral contra Bolsonaro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Na verdade, os crimes eleitorais de Bolsonaro foram cometidos pelos filhos.  Iludidos com a impunidade das rachadinhas, que há décadas enriquecem a família, eles acharam que o gabinete do ódio também passaria impune. É muita ingenuidade. (C.N.)

7 thoughts on “Moraes compartilha provas e fortalece ações que podem levar à cassação de Bolsonaro

  1. “além de ter aberto novo inquérito sobre suposta organização criminosa que atua contra instituições, Moraes juntou a apuração dos atos antidemocráticos (já arquivada) com a das fake news”

    É o jornalismo prostituído comemorando os atos ilícitos do advogado Alê do PCC, ex-aluno da escolinha do professor Marcola. Não se sabe quem é mais criminoso, o sinistro facinoroso ou a imprensa venal.

    Saquinho, por favor.

  2. Mas Carlos Newton, o Gabinete do Ódio, com funcionários comandados pelo filho do presidente, que incrivelmente é vereador no Rio de Janeiro, para diariamente produzirem notícias e fake news, funciona no Palácio do Planalto, junto à Presidência.

  3. “Na verdade, os crimes eleitorais de Bolsonaro foram cometidos pelos filhos.”

    Caro CN, tem que rever alguma coisa nesse trecho da nota.
    Ora.. Não teve áudio da cunhada falando que ele era quem controlava as rachadinhas, mandando tirar um que não dava a parte que devia? Quem colocou os filhos na Política foi Bolsonaro. É puro equívoco pensar que sejam os filhos sempre por trás das ações.

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