Moraes diz ao TSE que material colhido no inquérito das fake news ainda está sob perícia

charge alexandre

Charge do Cícero (jornal Ação Popular)

Márcio Falcão e Fernanda Vivas
TV Globo — Brasília

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou um ofício ao ministro Og Fernandes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para informar que o material colhido no inquérito das fake news ainda está sob perícia.

O inquérito das fake news tramita no STF. Em maio, o PT pediu ao TSE que inclua as provas da investigação nas ações eleitorais que tramitam no tribunal e pedem a cassação da chapa formada pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo vice Hamilton Mourão.

AINDA EM ANDAMENTO – Relator do caso no TSE, Og Fernandes pediu a Moraes, relator do inquérito no STF, que se manifestasse. Moraes, então, informou que após as diligências se manifestará sobre a inclusão ou não das provas.

“As perícias decorrentes das diligências de busca e apreensão e de quebra dos sigilos bancário e fiscal que estão noticiadas nos autos do Inquérito 4.781/DF estão em andamento, devendo ser concluídas brevemente, quando será possível analisar a existência de pertinência temática […] para eventual compartilhamento”, respondeu Alexandre de Moraes.

As ações no TSE nas quais o PT quer incluir as provas do inquérito das fake news apuram supostas irregularidades na campanha de 2018 por meio do disparo de mensagens em massa.

ALIADOS DE BOLSONARO – O pedido foi apresentado após a Polícia Federal ter cumprido mandados de busca e apreensão no inquérito das fake news. Os alvos da operação são aliados de Jair Bolsonaro.

A discussão sobre o compartilhamento de provas começou após a operação do inquérito das fake news no dia 27 de maio. O TSE, então, pediu as manifestações das partes interessadas no processo.

O vice-procurador-geral eleitoral, Renato Brill de Góes, afirmou que há “nítido liame entre os fatos” apurados no inquérito e nas ações, “ainda que o conteúdo das mensagens veiculadas possa ser diverso”.

PRESENÇA DE HANG – Góes chegou a mencionar o fato de o empresário Luciano Hang, aliado de Bolsonaro e alvo da operação da PF em maio, também figurar no processo do TSE.

“Apura-se eventual disparo em massa de mensagens com conteúdo eleitoral, em favor da campanha dos representados, por meio do WhatsApp. No inquérito, há indícios de que Luciano Hang, apontado como um dos financiadores da campanha dos representados […] integraria, desde 2018, grupo de empresários que financiariam o impulsionamento de vídeos e materiais contendo ofensas e notícias falsas”, escreveu o vice-procurador-geral.

Desde o início das investigações, Hang nega envolvimento em irregularidades.

QUEBRA DE SIGILO – Brill de Góes argumentou ainda que as informações do inquérito podem “desvelar fatos que se relacionem com a questão discutida” nas ações do TSE. Isso porque, conforme o vice-procurador, foi determinada a quebra de sigilo, e pode haver indícios sobre eventual financiamento de disparos em massa.

“As diligências em questão poderão vir a demonstrar a origem do financiamento das práticas abusivas e ilegais imputadas à campanha dos representados na inicial”, argumentou Góes.

Para os advogados do presidente, não há relação entre os fatos do inquérito e as investigações na Corte Eleitoral, não havendo justificativa para o compartilhamento de provas.

“CONTEÚDO IRRELEVANTE – Segundo a defesa, o pedido do PT representa mais um “inconformismo pela derrota no pleito eleitoral de 2018, o que demonstram os reiterados enxertos de conteúdo notadamente irrelevante e desconexo com o que é aqui discutido”.

“Requerer ao colendo Supremo Tribunal Federal que o conteúdo investigado seja carreado a estes autos, considerando o quantum discutido lá, notícias falsas de caráter atentatório aos insignes ministros da Corte, em nada acrescenta aqui. Ressaltando, ainda, o princípio da independência das esferas”, escreveu a defesa.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Ao contrário do alega a defesa, não se trata de conteúdo irrelevante, mas de provas que demonstrariam ter havido pagamento por serviços prestados para plantar notícias falsas e garantir votos, que é outro departamento, como se dizia antigamente. (C.N.)

12 thoughts on “Moraes diz ao TSE que material colhido no inquérito das fake news ainda está sob perícia

  1. Afinal, quem fiscaliza os FISCALIZADORES DE PLANTÃO de Fake News? Quem checa os “checadores” de Fake-News?
    O jornalismo hoje em dia, não serve mais como meio de transmissão de informações, mas sim como construtor de narrativas militantes politicamente engajadas, ou fomentando o assassinato de reputações. A casta intelectual e midiática não é simpática ao exercício da liberdade individual e cria expedientes obscuros para censurar veículos alternativos de informação, considerando-os propagadores de mentiras e fake news e gerando, assim, uma colisão entre a teoria e a realidade.
    É válido lembrar, caro leitor, que em sua qualidade de cidadão livre e pleno senhor de suas faculdades mentais e intelectuais, é dado a você o benefício do questionamento; seu pensamento se norteia por suas impressões e ninguém tem o direito de atentar contra isto. Bertold Brecht (vejam só!) nos alertava: “Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo, e examinai, sobretudo, o que parece habitual.” Logo, urge a necessidade de questionar ferrenhamente o “discurso superprotetor das mentes” por trás da checagem de fatos!!!
    Em suma, não é normal, tampouco aceitável, que a decisão sobre a veracidade ou falsidade dos fatos dependa de uma só entidade. Não é difícil, hoje em dia, ver pessoas e páginas ter postagens derrubadas, covardemente caladas, simplesmente por ostentar um pensamento divergente, o qual se torna, para o cenário histérico do politicamente correto, sinônimo de “discurso de ódio” ㅡ a fachada perfeita para as tentativas de censura. Proteger a livre circulação de ideias permite aos indivíduos filtrar o bom e o abominável.
    O mal, meus amigos, combate-se com boas ideias, boas palavras e bons pensamentos. Deixar o cidadão exercer sua liberdade e o poder por ela conferido é, atualmente, o maior grito de rebeldia contra o establishment, que intelectuais e privilegiados insistem em engiar-nos goela abaixo. Sufocar as “fake news” por discordar do autor ou da ideia demonstra, afinal, que os valores de quem tenta censurar foram sedimentados em areia movediça. Breve, se os seus princípios são tão sólidos, por que o medo de uma visão diferente?

  2. Ah CN, que fase heim. Só fala e noticia besteira. Dá uma olhadinha na coluna do Claudio Humberto, a PF já disse que não tem nada. O careca chefe de quadrilha sabe que fez caquinha e agora não sabe como sair. CN, saia do lado negro, venha para luz, dá tempo ainda. Abraços.

  3. Eu confesso que não tinha opinião formada a respeito do caso em tela, pois não conhecendo a verdade dos fatos, possivelmente estampada nos autos do inquérito, seria temerário firmar convicção por ouvir dizer, mas agora, havendo uma opinião contrária de Cláudio Humberto, sinônimo de parcialidade e vassalagem desde Collor, passo a avalizar a opinião de Carlos Newton, de consciência tranquila.

  4. Estou até hoje esperando a lista de fake news espalhada pela internet para atacar o STF. Todo mundo acusa, mas estranhamente ninguém mostra o crime. Oras se a uma rede de distribuição de fake news prejudiciais, então os exemplos devem ser abundantes né? Ou existe criminoso sem crime? É que coisa triste ver o Sr. CN dar apoio ao inquérito ilegal do STF, por que este atende aos seios anseios políticos.

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