Moraes redigiu parecer jurídico para tumultuar e atrasar julgamento do mensalão

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Thomaz Bastos encomendou parecer a Alexandre de Moraes

Wálter Nunes
Folha

No início do julgamento do mensalão, em 2012, o advogado Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça do governo Lula, tentava convencer os ministros do STF de que a ação deveria ser desmembrada, enviando para a primeira instância o caso dos 35 réus que não tinham foro privilegiado. Só deveria ficar no Supremo, segundo Bastos, o que se referia aos três réus deputados federais.

Para fortalecer a tese, Bastos contratou um parecer do colega Alexandre de Moraes. Em 64 páginas, Moraes sustentou que era inconstitucional o STF julgar diretamente réus sem foro. Se a tese fosse aceita, o cliente de Bastos, o ex-diretor do Banco Rural José Roberto Salgado e outros réus, como José Dirceu, ganhariam tempo com o envio das ações às instâncias inferiores.

Os ministros, porém, entenderam que a unificação do processo em casos que envolvem autoridades com prerrogativa de foro estava de acordo com o Código de Processo Penal e o julgamento seguiu no STF.

INOCENTOU CUNHA – Moraes teve melhor sorte no STF quando defendeu o ex-deputado federal Eduardo Cunha, preso na Operação Lava Jato. O ex-presidente da Câmara foi acusado de usar documentos falsos para paralisar uma investigação no TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro).

O tribunal apurava irregularidades na Companhia de Habitação do Rio de Janeiro, presidida por Cunha entre 1999 e 2000. A investigação que começou em 2002 só foi aceita no Supremo em 2013.

No ano seguinte Moraes conseguiu convencer os ministros de que Cunha era inocente. A oposição ao governo Temer no Senado já adiantou que a relação de Moraes com Cunha será alvo de questionamentos na sua sabatina.

ADVOGADO DO PCC – Outro caso veio à tona em 2015, quando o jornal “O Estado de S. Paulo” noticiou que o nome dele aparecia no Tribunal de Justiça de São Paulo como advogado em 123 processos da cooperativa Transcooper, investigada sob suspeitas de envolvimento em lavagem de dinheiro e corrupção para beneficiar a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Na ocasião, Moraes disse que seu escritório havia participado só de causas de responsabilidade civil por acidentes automobilísticos para a Transcooper até janeiro de 2015, “quando houve o encerramento do contrato com transferências de todos os casos para outros escritórios”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
As informações são relevantes e mostram que Moraes não selecionava clientes. O mais grave é que ele mostra não ser confiável, porque se comporta como um mentiroso patológico. Mentiu ao fazer a tese de doutorado e depois renegá-la, mentiu ao dar entrevista coletiva sobre a rebelião de presos em Roraima e agora mente ao negar ter plagiado o jurista espanhol, numa obra que já está na 11ª edição e não foi corrigida. Por fim, podem apostar que Moraes também mentiu ao dizer que seus livros já venderam 700 mil exemplares, justificativa que deu para seu enriquecimento ilícito no ramo imobiliário. (C.N.)

9 thoughts on “Moraes redigiu parecer jurídico para tumultuar e atrasar julgamento do mensalão

  1. Do site, O antagonista:
    Juíza pede desculpas a Temer
    A juíza Regina Coeli Formisano, da 6º Vara Federal do Rio, que acaba de conceder nova liminar pela suspensão da nomeação de Moreira Franco como ministro afirmou, em sua decisão, que um “magistrado não pode se trancar em seu gabinete e ignorar a indignação popular”.
    Escreveu ela, segundo a Veja:
    “Peço, humildemente perdão ao Presidente Temer pela insurgência, mas por pura lealdade as suas lições de Direito Constitucional. Perdoe-me por ser fiel aos seus ensinamentos ainda gravados na minha memória, mas também nos livros que editou e nos quais estudei. Não só aprendi com elas, mas, também acreditei nelas e essa é a verdadeira forma de aprendizado.”

  2. Caro Jornalista,

    -“Moraes não selecionava clientes”?
    -“mostra não ser confiável”?
    -“um mentiroso patológico”?
    -Tem simpatia por criminosos?
    -Foi (e ainda deve ser) contra a Lava Jato?
    -Já paralisou uma investigação para favorecer criminosos?
    -Ganhou dinheiro defendendo bandido rico?
    -Já usou a palavra “inconstitucional” para favorecer os seus clientes, sabidamente ladrões?
    -Foi indicado para o Supremo por um presidente para lá de suspeito?
    -Será parcial nos seus julgamentos no Tribunal?

    Então ele dará certinho no STF.

  3. Ele conseguiu um cargo vitalício aos 48 anos de idade e uma aposentadoria polpuda.

    Como a justiça é “cega” entendo que sua indicação foi por mérito, ou seja, seguindo as regras bairristas.

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