Moraes, Toffoli e Gilmar têm um encontro marcado com o fracasso, acredite se quiser

Raquel Dodge vai reduzir a cinzas o inquérito de Toffoli e Moraes

Carlos Newton

Já afirmamos aqui na Tribuna da Internet que o maior erro de Gilmar Mendes e Dias Toffoli foi se deixarem levar pela raiva. Os dois ministros são amicíssimos e costumam viajar juntos para o exterior.

NA RECEITA – Ambos foram atingidos pela Receita Federal, que flagrou suas respectivas mulheres em movimentações bancárias atípicas. Toda vez que é atingido por alguma denúncia, Toffoli usa a estratégia de se recolher. Foi assim com a notícia de seu relacionamento com o presidente da OAS, Léo Pinheiro, e também quando foi descoberta a mesada de R$ 100 mil que ele recebia da mulher, a advogada Roberta Rangel.

A tática de se recolher dá resultado, porque o tempo passa, surgem outras notícias e Toffoli vai levando a vida à sua maneira. Como se sabe, é fiel aos velhos amigos e foi ele quem soltou José Dirceu, concedendo-lhe (de ofício) um habeas corpus que a defesa nem havia solicitado.

EXPLOSIVO – Gilmar Mendes adota tática diferente. É explosivo e parte para a briga. Sentiu-se particularmente ofendido quando saiu a notícia de que sua mulher, a advogada Guiomar Mendes, do Escritório Sérgio Bermudes, tinha sido flagrada em movimentação bancária atípica.

Desde então, Gilmar Mendes não sossegou. Convocou a seu gabinete o secretário da Receita, Marcos Cintra, que é um estranho no ninho fiscal. Na reunião, Gilmar falou grosso e Cintra se acovardou, saiu dizendo que iria punir os culpados. Mas depois recuou, viu que os fiscais estavam apenas fazendo o trabalho deles.

Gilmar então pediu a Toffoli que mandasse abrir um inquérito interno, com alcance mais amplo, para incluir a investigação de quem vazou os problemas contábeis de suas esposas. Toffoli topou.

MÁ CONSELHEIRA – Todos sabem que a raiva é má conselheira, nos coloca em grandes frias. Gilmar e Toffoli não pensaram nisso e se deixaram levar pela emoção. O presidente do Supremo então usou seus superpoderes e abriu o inquérito interno das “fake news”, indicando Alexandre de Moraes para relator.

Inexperiente e com pouco tempo no Supremo, Moraes não percebeu que estava sendo colocado numa tremenda gelada. Quando saiu a reportagem na Crusoé, o ministro-relator entrou na conversa de Toffoli, mandou censurar a reportagem, saiu tomando uma série de medidas pouco democráticas e tudo virou um turbilhão.

A reação foi muito forte e não houve apoio no Supremo a seus atos totalitários. Os outros três mosqueteiros que deveriam defendê-lo (Gilmar, Toffoli e Lewandowski), ficaram em silêncio.

RAQUEL EM CENA – Nesta terça-feira, a procuradora-geral Raquel Dodge perdeu a paciência e mandou arquivar o inquérito, devido às gritantes falhas processuais. Mas o ministro Moraes não poderia passar por essa vergonha e derrubou o arquivamento. Com isso, se expôs ainda mais. Já foram apresentados três recursos contra o inquérito, que terão de ser julgados no plenário. E Raquel também irá recorrer, com argumentos irrecusáveis.

Vai ser um vexame para os mosqueteiros Moraes, Toffoli, Gilmar e Lewandowski, porque os outros sete ministros – Cármen Lúcia, Luiz Fux, Edson Fachin, Marco Aurélio, Rosa Weber, Luis Roberto Barroso e Celso de Mello – vão voltar contra.

Desta vez, os mosqueteiros não poderão contar com a compreensão de Celso de Mello, que não quer manchar o que resta de sua biografia, nem de Marco Aurélio, cuja opinião é altamente negativa em relação a Gilmar Mendes, os dois são inimigos pessoais, e ele acha que Toffoli e Moraes estão sendo usados por Gilmar.

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P.S
– Em tradução simultânea, pode-se dizer o seguinte: Gilmar Mendes parecia inatingível, mas já está fazendo água, como se diz na Marinha. Ele se deixou levar pela raiva, abriu a guarda pela primeira vez, e agora o nocaute é inevitável. Acredite se quiser. Como dizia o genial Billy Blanco, a raiva é igual à vaidade: coloca o homem no alto e retira a escada, mais cedo ou mais tarde ele acaba no chão. (C.N.)

20 thoughts on “Moraes, Toffoli e Gilmar têm um encontro marcado com o fracasso, acredite se quiser

  1. Moraes acabou de passar para o lado dos malvados do STF…..E os “bonzinhos” Cármen Lúcia, Luiz Fux, Edson Fachin, Marco Aurélio, Rosa Weber, Luis Roberto Barroso e Celso de Mello serão cantados em prosa e verso quando o imbróglio da censura for derrotado em plenário ……

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk xD

  2. CN desculpe fugir do tema, mas é sobre Fellini.
    Hehehe, felinianamente a nave ficou.
    Gostava dos filmes dele, principalmente quando tinha La Loren e a deliciosa atriz sueca Anita Ekberg, seios enormes quase fora do decote, ilustra a frase de um cartaz ‘‘beba mais leite’’.
    Nessa ele não foi excêntrico surrealista nem irreverente.
    E que ninguém ouse colocar na mesma nave a Ekberg e a Maria do Rosário, fellinianamente.
    Hehehhe

  3. Ou a Nação destrói toda canalha, toda mesmo em todos os Podresres, ou o Brasil marcha para a “VenezueliCubanização” total e a destruição da Nação mais viável da Terra, sob o comando da maior Organização Criminosa implantada no Centro do Poder em Brasília pelo “Capo do Agreste” !!!!

  4. Cargo vitalício e contando com um Senado venal e corrompido. O que é um traque para quem já está coberto de barro? A única coisa que temem é uma virada de mesa, levando a dissolução imediata do STF, com novas regras para seu ingresso, incluindo tempo de mandato, como acontece com tudo na vida. Fora isso, vão enrolar até a hora de irem para casa.

  5. Sua análise desvelou as entranhas do STF. Pena que na mídia-ativista ninguém se atreve a mostrar que o rei está nu. Seria extremamente didático. Parabéns pela objetividade.
    Só não tenho certeza se o nocaute ocorrerá ou, talvez, a mesa antecipe o gongo e finalize o round, salvando beiçola.

  6. Newton foi perfeito na sua análise com relação ao comportamento dos “três mosqueteiros”, como muito bem definiu Mendes, Moraes e Toffoli.

    E, desta vez, deixará de fazer parte da história D’Artagnan, pois deve ter percebido que esses três não são lá muito bons como defensores das leis!

    Mas, Newton apresentou, indiscutivelmente, o enredo da encrenca ocasionada pelos três cabeçudos, que se julgam no direito de fazer o que bem entendem na função que desempenham, renunciando às suas obrigações e darem vazão às suas vaidades e vontades, preservando interesses pessoais e mantendo incólumes suas conveniências.

    O Supremo se transformou, em consequência, numa espécie de trampolim para atitudes não só exageradas como absolutamente ILEGAIS!

    Na razão direta que a Justiça está limitada nas decisões de Suas Excelências, os mosqueteiros enredaram seus colegas também, que, se não os apoiaram, igualmente não os condenaram publicamente.

    O SFT quer deixar claro a sua força, que é imbatível, que nada e ninguém poderão impedi-lo de agir como quer e pretende!

    Não só quer demonstrar a sua autoridade inconteste, como faz questão de desafiar os demais poderes quanto à sua total independência, inclusive e principalmente da Constituição!

    Suas Excelências agem em defesa de si mesmos, de suas posições, de suas decisões, que não podem ser contestadas, independente de estarem fundamentadas em lei ou não.

    O Brasil está diante de um poder que sequer os militares tiveram:
    O poder absoluto!

    De certa forma, a Alta Corte foi muito esperta, sagaz.
    Se, na Venezuela, o presidente usa o Judiciário em seu favor, no Brasil seria o inverso:
    O Supremo que vai manipular o povo e instituições.

    Qualquer reação em contrário, e Bolsonaro vai CORROBORAR exatamente o conceito que tem no país e exterior:
    de querer o retorno da ditadura!

    Indiscutivelmente, os ministros mosqueteiros foram muito inteligentes neste momento.
    Até mesmo se o senado aprovar o impeachment de Moraes e Toffoli, recairá sobre o Executivo e Legislativo a desobediência ao poder Judiciário, logo, haverá quem propagar que estamos diante da iminência de um novo golpe!

    Morto por ter cão, morto por não tê-lo.

    O STF nos deixou numa camisa de sete varas ou sinuca de bico ou embretados ou numa armadilha muito bem montada.

    E la nave vá, como gosta de concluir suas notas de redação o Mediador, Carlos Newton.

  7. Carlos Newton, por acaso você sabe qual o dia de nascimento do ministro Alexandre de Moraes ?

    Seus registros indicam que foi em 13 de dezembro de 1968.

    No mesmo dia em que foi assinado o AI-5.

    Terá ocorrido alguma coincidência astral ?

  8. Supremacia judaica: queimando igrejas legítimas sob a lei judaica

    O ativista de direita radical Bentzi Gophstein, que escapou por pouco de acusações de incitamento à violência, foi registrado dizendo que ele inquestionavelmente apóia a queima de igrejas e “casas de idolatria”.

    https://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-4688289,00.html

    Já que em sua lei você pode oficialmente incendiar nossas igrejas, podemos colocá-lo oficialmente na prisão, porque em nossa lei, o incêndio deliberado é um crime.

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