Moreira lança candidatura de Michel Temer para sucessão dele mesmo

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Charge do Nani (nanihumor.com)

Pedro do Coutto

Reportagem de Vera Rosa e Tânia Monteiro, O Estado de S. Paulo de domingo, focaliza a divisão do MDB em torno do candidato do partido para as urnas de outubro. O ministro Moreira Franco acha que Michel Temer deve ser o candidato. Eliseu Padilha prefere Henrique Meirelles. O senador Romero Jucá, presidente da legenda. também prefere Meirelles. O ex-presidente José Sarney sustenta a necessidade de o partido ter candidato próprio. O candidato próprio, seja Temer ou o ministro da Fazenda, tem como objetivo fortalecer a presença partidária na eleição para a Câmara Federal. Sem uma candidatura própria, o MDB tem sua imagem ainda mais enfraquecida daquela em que se encontra hoje. Curioso é que tanto Temer quanto Meirelles, nas mais recentes pesquisas do Datafolha e IBOPE, ficaram em praticamente 1% das intenções de voto.

Difícil, portanto, é decolar com esse índice, sobretudo porque pesa muito a rejeição do eleitorado ao Palácio do Planalto. Ao contrário do que pensa Henrique Meirelles, a meu ver, será muito difícil ele atingir o patamar de 10%. Michel Temer, que carrega consigo dois processos abertos do Supremo Tribunal Federal acusando-o de corrupção, e na véspera de um terceiro, não tem condições de viabilizar sua candidatura. Henrique Meirelles também não. 

QUADRO VAZIO – O quadro eleitoral encontra-se muito vazio ainda. O espaço que seria ocupado pelo ex-presidente Lula vai ser objeto de disputa entre os atuais concorrentes declarados e os que vierem a surgir até o mês de abril. Esse tema foi também focalizado pelo sociólogo Antonio Lavareda numa entrevista a Edla Lula no Jornal do Brasil de ontem. Lavareda disse que o campo eleitoral, hoje está restrito a quatro nomes: Marina Silva, Geraldo Alckmin, Jair Bolsonaro e Ciro Gomes. Mas dessa lista qual ou candidato ou candidata poderia arrebatar o potencial de votos de Luiz Inácio da Silva?

Com base nos fatos, destaca-se Ciro Gomes. Porque Marina Silva foi ministra do Meio Ambiente no primeiro mandato de Lula, mas deixou o cargo rompida com o governo do PT. Sua exoneração resultou de conflito com a então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, em torno da construção da Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. A mesma usina que agora está sendo destacada como fonte de corrupção envolvendo o ex-ministro Delfim Neto. Delfim Neto teria articulado a formação do consórcio vencedor, após uma primeira etapa vencida na licitação por empresas de médio porte, incapazes de executar as obras. Diante das desistências surgiu o consórcio liderado por qual empresa? A Odebrecht.

SEM PLANO B – Mas esta é outra questão. O essencial é que falta uma definição do criador do PT a respeito da escolha de um nome para substituí-lo. Fala-se na hipótese Fernando Haddad. Mas é preciso levar em conta que, ocupando a Prefeitura da Cidade de São Paulo, perdeu disparado para Joao Dória ao tentar sua reeleição em 2016. Tivesse vencido, seu panorama seria outro, muito diverso do quadro atual.

O panorama eleitoral ligado às eleições presidenciais encontra-se indefinido e vazio. Consolidado, apenas Jair Bolsonaro. Porém,  Bolsonaro, representando o pensamento da extrema direita do país, não consegue, na projeção para o segundo turno, passar dos 20% das intenções de voto. Esse, inclusive, é o teto reservado aos candidatos das forças mais radicais do eleitorado brasileiro. No universo político, as extremas esquerda e direita ficam isoladas no desfecho final.

Vale destacar o seguinte: mais isolados ainda estão, até agora, as eleitoras e os eleitores brasileiros.

3 thoughts on “Moreira lança candidatura de Michel Temer para sucessão dele mesmo

  1. A PGR Raquel Dodge escolhida por Temer para ocupar este cargo não faz a 3ª denúncia contra ele no caso Rodrimar da MP do porto de Santos nem amarrada.

    Por que será ?????

  2. Quanto ao PMDB ou pMDB como preferem, o histórico de suas últimas tentativas de candidatura, não resistiram até o dia do pleito. Neste quesito, nem Temer, nem Meirelles, estão tão “puros” para sustentarem sua candidatura até o fim. Mas no Brasil a cabeça ultrajante de suas autoridades, as mesmas que aceitam a “tradução” constitucional de que o termo: “na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções”. REFERE-SE ao que este fez no mandato anterior ou fora do mesmo, talvez até em vidas passadas, NÃO PODENDO SER RESPONSABILIZADO. Já que houveram-se bem, acham, até agora, já adotaram mais outra TRADUÇÃO, que nem investigado pode ser. O voto popular garante toda essa IMUNIDADE, pena que depois de eleito, os eleitores que o deram, começam a valer tão pouco. A esperança é que Bolsonaro saiba ler.

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