Moro é exemplo da diferença entre o jornalismo e a publicidade comercial

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Moro monopolizou, de graça, os meios de comunicação

Pedro do Coutto

Foi extraordinária a repercussão da entrevista coletiva do juiz Sérgio Moro na tarde de terça-feira, quando os 105 minutos que durou o encontro, transmitido pelas emissoras de televisão e com as reportagens publicadas em todos os jornais, precedidas de manchetes e colocações na primeira página. Há poucos dias escrevi sobre a diferença entre o jornalismo e a publicidade comercial, entre a divulgação inteiramente gratuita no jornalismo e a publicidade comercial paga por empresas particulares e também empresas estatais. Uma coisa não tem nada a ver com outra. Ilusão de quem pensa o contrário.  Praticar o contrário a que me refiro significa um desserviço à comunicação de interesse público.

Esse assunto é muitas vezes mal colocado por dirigentes de setores do governo quando partem para contratar agências de publicidade. A imagem dos governos depende fundamentalmente das matérias de interesse coletivo que ele oferece o espaço nos jornais, nas emissoras de televisão e rádio, nas redes sociais da Internet.

REPERCUSSÃO – Com a experiência de 60 anos no jornalismo posso assegurar que a repercussão dos assuntos de legítimo interesse público é fornecida nos espaços abertos pelos meios de comunicação, classificados como a mídia político administrativa. Se os jornais e emissoras publicam as informações de conteúdo amplo para a vida do país, gratuitamente, por que os governos e empresas estatais, vão pagar pelo serviço prestado?

No caso do juiz Sérgio Moro verifica-se nitidamente a forte linha que separa a divulgação espontânea e aquela que se realiza contraditoriamente em espaços pagos. Da mesma forma por qual motivo vão as estatais contratar se nos seus quadros atuam como servidores pessoas habilitadas a lidar com a ponte que une os textos e fotos de cada um desses setores capazes de injetar profissionalmente os relatos do que se realiza no campo governamental?

A DIFERENÇA – Esse cotejo ilumina de forma definitiva a questão que se coloca. Fácil é medir os resultados da comunicação direta com o custo de espaços publicitários. A diferença é enorme. No caso da entrevista de Sérgio Moro, a reportagem de Cleide Carvalho e Sílvia Amorim, edição de ontem de O Globo, pode ser enfocada pela questão relativa a uma dualidade.

A versão legítima da comunicação jornalística pode servir de fonte emblemática entre o que é gratuito e o que é pago como publicidade comercial, que é fundamental para os projetos comerciais de vendas de produtos.

O resultado da tarefa jornalística, gratuita, está refletido nos jornais de ontem.

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