Moro mostrou-se indestrutível e nos exibiu a verdade sobre Bolsonaro

Sergio Moro acusa Bolsonaro de crime de prevaricação - Migalhas ...

Moro está destruindo o que ainda restava de Bolsonaro

Isac Mariano

Desde o início do governo Bolsonaro, o editor Carlos Newton já vinha nos alertando, nesta ”Tribuna da Internet”, que o ministro Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública, estava desconfortável e insatisfeito dentro do governo.

Muitos de nós, comentaristas já antigos deste democrático blog, contrariávamos o editor Carlos Newton dizendo que não era bem assim, que ele estava sendo precipitado etc…

UM BRASIL MELHOR – Partíamos do princípio de que Sérgio Moro precisou deixar para trás, de forma definitiva, uma belíssima carreira na magistratura, construída com esforços imensos. E o fez acreditando num projeto de Bolsonaro para tornar o Brasil muito melhor, principalmente no campo da segurança pública e no combate à corrupção.

Lembro bem de que o comentarista Francisco Bendl era um dos que pensavam como eu. Ou seja, que Moro se entenderia com o presidente, superando algumas pequenas diferenças, e no fim tudo daria certo.

Estávamos redondamente enganados, e o editor completamente certo!

TRAIÇÕES E GROSSERIAS – Os meses de governo foram se passando e o ministro Moro foi recebendo de Bolsonaro traições, grosserias, situações vexatórias, piadinhas…

O presidente se posicionava e mandava votar contra as sugestões do ministro da Justiça, aprontando poucas e boas, conforme alguns episódios que estão citados no artigo do editor Carlos Newton deste sábado, dia 30.

Até que chegou o momento onde Bolsonaro começou a exigir que esse seu subordinado cruzasse as fronteiras da ética, da legalidade e da moralidade, para passar a ser um mero despachante das ordens presidenciais.

MORO NÃO ACEITA – O ministro não aceita o assédio do presidente e pede para sair, de forma brilhante, e sem quaisquer manchas vindas do bolsonarismo imundo.

Moro mostrou-se indestrutível, e agora está colaborando firmemente para que o país conheça muitos dos crimes e artimanhas imorais desse presidente, e também da verdadeira quadrilha criminosa que o cerca.

Muita água vai rolar, mas o Brasil tornar-se-á imensamente mais limpo. Só que para isso é fundamental retirar Bolsonaro do poder, pelos meios constitucionais, e apurar toda essa trama criminosa, cujos indícios aparecem por todos os lados.

26 thoughts on “Moro mostrou-se indestrutível e nos exibiu a verdade sobre Bolsonaro

  1. Um estadista falando a um bufão:

    Moro a Bolsonaro: “Acredito em construir políticas públicas mediante diálogo e cooperação, de nada adiantando ofensas ou bravatas”
    (retirado de oantagonista).

  2. Moro não está destruindo nada. O “tosco” terá por unanimidade este troféu; ele está destruindo a si próprio. Senão vejamos: O mau exemplo que dá para toda a nação por se expor a contaminação contra todas as recomendações inclusive as MUNDIAIS. Ele pagará caro pois milhares de contaminações e mortes, serão contabilizadas na conta do PR(o tosco).
    Usar o Dr Moro para alavancar a imagem do governo e depois não apoia-lo no pacote contra os hediondos corruptos e narco traficantes foi demais só um fanático ainda o apoia.
    Não vetar a legislação que o congresso imundo aprovou de abuso de autoridade, e o destruído pacote de seu Ministro da Justiça, não tem perdão.
    Só um fanático e tem uns 10(dez)% dos 30(trinta)% que ainda aprovam o seu governo, continuam acreditando no minto.
    PS: Parece que o tosco levar seu desgoverno até 2022, é o melhor para o Brasil; pois se o vice assumisse, não sei se ele faria o que o Brasil que nós almejamos precisa.
    E em 2022, aparecesse um projeto que mudasse a legislação para termos uma que realmente enquadrasse os corruptos pois a de agora, a mensagem é: Desvie o $ necessário para o seu gozo e o pagamento de uma banca de advogados que nunca (eu disse nunca) mais serás colocado na penitenciária. Após liberação por habeas corpus da prisão preventiva que o MP e a PF conduzem tão bem.

  3. O Dr Moro pavimentou o seu próprio caminho para a ignomínia e o esquecimento. Para a ignomínia, ao ‘correr com a sela’, printando e entregando de bandeja conversas privadas com a sua afilhada, fã e amiga; para o esquecimento, ao participar de uma conspirata para derrubar um Presidente, aliando-se à cleptocracia tucano-petista.

    Não há como não sentir tristeza, por este triste fim.

  4. boçalnato pensa que colocando militares, ainda que de pijama, em postos chave, conseguirá o apoio integral das FFAA. Não creio que os fanáticos sejam tão cegos que não enxerguem o engodo no qual estão sendo submetidos. Mas esse dia chegará. Aí o boçal será deposto e esse desgraçado país terá a recompensa que merece: um governo sério, honesto e inteligente.

  5. Meu caro amigo, Isac,

    Contundente e irrepreensível artigo de tua autoria.
    Parabéns pelos fatos mencionados com clareza indiscutível.

    A função do ex-juiz Moro na Lava Jato, trouxe o Brasil de volta à Justiça, onde imperava a impunidade, o descaso pelo dinheiro público, e o total desleixo em se investigar a corrupção nos níveis mais altos de nossas autoridades e instituições.

    O golpe de Bolsonaro no excelso magistrado, ao convidá-lo para ser ministro da Justiça no seu governo, teve como intenção atravancar o curso daquela operação, que desvendou os maiores crimes contra o povo e o país.

    Moro anulado por outras funções, além de enaltecer a escolha do novo presidente eleito, aliviaria a pressão que os parlamentares e empresários corruptos cobravam de Bolsonaro, pois retiraria de cena o principal personagem da Lava Jato, suas condenações e sentenças irrecorríveis.

    Prova?
    Bastou Moro pedir a sua demissão, que Bolsonaro correu para o … CENTRÃO!
    Seria possível ou plausível que Moro enquanto ministro concordaria com essa aproximação?
    Evidente que não.

    Logo, a atitude do presidente foi desacreditá-lo publicamente.
    No entanto, pelo fato de Bolsonaro ter gazeteado a aula de estratégia e táticas na AMAN, tentou usar contra o ex-magistrado a sua força como presidente, mal sabendo que Moro teria como comprovar o que dissera, que o presidente várias vezes tentou interferir na Polícia Federal.

    Foi quando Moro requisitou o vídeo da fatídica reunião, onde demonstrava publicamente o desejo explícito de Bolsonaro se intrometer nas investigações, substituindo o diretor por outro que o assessorasse nas suas intenções.

    Resultado:
    O país tomou conhecimento do escândalo dessa reunião ministerial, dos sonhos de alguns ministros, da idiotice e imbecilidade da maioria!

    Moro saiu imaculado e com razão desse “encontro”.
    Bolsonaro, ao contrário, segue explicando até hoje a maneira mal educada, agressiva, e o seu completo descaso à pandemia e à situação nacional!

    Meu aplauso ao teu artigo, Isac.
    Pontual, adequado e oportuno nesse momento, onde apenas constatamos ataques, agressões e insultos contra aqueles que ousam dizer a verdade, situação que deixa os bolsonarianos cegos de ódio, ira incontida, e desejo pérfido e perigoso de eliminar os “inimigos” do governo.

    Um forte e fraterno abraço.
    Saúde e paz.
    Te cuida, meu, pois, a gripezinha, assim classificada pelo presidente, já matou mais de 30 mil brasileiros até o dia de hoje!

    • Obrigado pelo comentário, amigo Chicão Bendl.

      O grande Sérgio Moro infelizmente entrou numa imensa enrascada, cometeu um equívoco deixando para trás a carreira na magistratura para aceitar o convite de Bolsonaro.

      Mas TODOS nós cometemos equívocos! Tomamos caminhos piores e passamos por apuros. Entretanto aprendemos muito com cada trapalhada.

      Muitos, no lugar de Moro, também aceitariam tal ministério, porque Bolsonaro era uma esperança de uma nova política.

      Porém revelou-se um TRAIDOR, um bandido que só pensa em si próprio e nos seus familiares. Com potencial para fazer TUDO o que for necessário no sentindo de evitar a prisão dos filhos; ou para evitar que ele próprio seja alcançado pela justiça.

      Agora Moro está livre daquele ambiente empesteado e certamente vai colaborar e muito nas investigações que se façam necessárias.

      De repente talvez o próprio Queiroz resolva aparecer, e falar todo o que sabe sobre Bolsonaro et caterva.

  6. Não vem ao caso, mas não aguentei a lá vai: Ao relembrar a imagem de ontem, o JB a cavalo, imaginei Don Quixote, sem a fidalguia, só a locura, cavalgando entre os moinhos de vento(ministérios) seguido de dezenas de Sanchos Panza matutos e velhacos. Perdón, Miguel de Cervantes)

  7. Na campanha para a presidência de 1994, FHC era muito próximo de José Eduardo ( Senador e Presidente do Bamerindus). Era água e óleo. Estava claro que em algum momento não daria certo.
    Quando Moro pediu demissão para integrar o Governo Bolsonaro, de novo, já estava claro que era água e óleo.
    ” Igual ao segundo casamento, às vezes, a esperança é maior que a experiência.”

  8. Caro Isac Mariano, muito bom artigo.

    Ficou claríssimo no texto que Bolsonaro usa as pessoas e, quando essas emergem por seus próprios méritos, procura destruí-las, maculando de modo torpe a reputação das mesmas.

    Parabéns pelo objetivo atingido, de modo diplomático, sem a utilização de tacapes gráficos.

  9. Somente o Moro e talvez alguns dos seus familiares mais próximos sabem o quanto deve ter sido difícil e dolorida essa aventura ao lado de um sujeito totalmente desqualificado (e também psicopata) como o Bolsonaro.

    Para piorar, ainda havia os filhos dele, aloprados e bandidos, além de uma manada de apaniguados fiéis e fanatizados orbitando ao redor do presidente.

    Moro – que fez brilhante trabalho na Lava Jato, condenando membros da quadrilha lulopetista (e de outras mais), empresários poderosos, e até o poderoso chefão Lula – certamente não imaginava que entrava na equipe de um outro bandido infame, quando aceitou o convite para o Ministério da Justiça.

    Porém agora, já fora desse verdadeiro “desgoverno” Bolsonaro, Moro será um dos atores mais importantes dos capítulos finais dessa trama, onde ocorrerão assombrosas revelações sobre a quadrilha bolsonarista e o gabinete do ódio.

    Serão capítulos eletrizantes, que certamente limparão o Brasil dessa vergonha que, por uma conjunção ímpar de fatores (ou “tempestade perfeita”), acabou vencendo as últimas eleições presidenciais.

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