Moro nega interferência nas apurações da PF sobre hackers: “Jamais influenciei a investigação”

Depoimento foi prestado por videoconferência à Justiça Federal

Carolina Brígido
O Globo

O ex-ministro da Justiça Sérgio Moro prestou depoimento nesta quarta-feira, dia 8, à Justiça Federal no processo da Operação Spoofing, que investiga a invasão na troca de mensagens de procuradores da força-tarefa da Lava-Jato por hackers. Moro foi interrogado como testemunha, por videoconferência.

Ele voltou a dizer que teve o celular invadido e, como titular da pasta da Justiça, ordenou que a Polícia Federal investigasse o caso. O ex-ministro negou que tivesse usado do cargo para interferir nas apurações. “Eu jamais influenciei a investigação. A PF fez seu trabalho de forma independente”, declarou.

INTERCEPT –  – Moro foi uma das vítimas das ações dos hackers liderados por Walter Delgatti Netto, conhecido como Vermelho. O procurador Deltan Dallagnol, da Lava-Jato, também foi alvo do crime e teve parte de suas conversas divulgadas pelo site “The Intercept Brasil”. De acordo com o Ministério Público Federal, os hackers atuavam em três frentes: fraudes bancárias, invasão de dispositivos informáticos, como celulares, e lavagem de dinheiro.

Perguntado se usou sua função de ministro para que a investigação ficasse a cargo da PF, Moro explicou que, como foram atacadas autoridades federais, a competência para o caso seria mesmo da corporação. “Como fui atacado na condição de ministro da Justiça, funcionário público federal, a competência é da Polícia Federal e da Justiça Federal”, afirmou.

ASSUNTOS SENSÍVEIS – Moro disse que não se lembra se conversou sobre a ação dos hackers com o delegado responsável pela investigação, mas disse que falou com o então diretor-geral da PF, Maurício Valeixo. “Falamos algumas vezes sobre esse assunto com a Polícia Federal, por que isso acabou envolvendo questões relativas a segurança nacional. Afinal de contas não é trivial tentativa de hackeamento do telefone do ministro da Justiça e Segurança Pública e nós tratávamos de assuntos sensíveis ali dentro do telefone. Isso ainda foi agravado depois, pela constatação de que teriam atacado o telefone do presidente da República. Aí são assuntos de segurança nacional, e isso é objeto de discussão entre mim e a Polícia Federal”, declarou.

O ex-ministro contou ainda que recebia informações gerais da Polícia Federal sobre o andamento das investigações, mas sem detalhes: “Eu não tinha acesso ao inquérito, era só um acompanhamento do andamento do trabalho. Além da posição de vítima, tinha essa situação envolvendo segurança nacional”, finalizou.

 

7 thoughts on “Moro nega interferência nas apurações da PF sobre hackers: “Jamais influenciei a investigação”

  1. Tão invertendo o botijão: acusam o Moro e defendem Hackers, miliciano virou cristão, procurador da república é crente, filhos de pulgas são presidentes, oficiais da reserva remunerada são lacaios do presidente. O que aconteceu com a pária-amada idolatrada?
    Lula, volte por favor; a Dilma também serve para substituir esses vermes!

  2. ACESSEM O DUPLO EXPRESSO E VEJAM OS DOCUMENTOS DO Banestado CC5 E VERAM A CORRUPÇÃO DA ELITE BRASILEIRA,OLHEM O CASO DO RICARDO Eletro.Carlos fale do caso BANESTADO CC5.

    • Os canais Duplo Expresso e Portal Rubem Gonzalez estão dando um show em desmascarar essa quadrilha que é a elite brasileira e da qual faz parte tanto a esquerda Lularapio com a direita Boçalnaro.

      Essa cizania entre direita vs esquerda vs liberais no Brasil é só para deixar o Brasil no atraso e refém das ditas “potencias mundiais”.

      O pessoal do T.I. poderia fazer uma especie de aliança com o Duplo Expresso e Portal Rubem Gonzalez para se informarem melhor.

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