Morre aos 94 anos um dos últimos participantes da campanha “O petróleo é nosso”, o jurista mineiro Washington Peluso de Souza.

Laerte Braga

No momento em que o governo Dilma Rousseff começa a privatizar a frota nacional de petroleiros através da empresa Sete Brasil (noventa por cento do controle acionário ficam com o Bradesco e o Santader, um dos clientes da consultoria de Palocci) morre em Belo Horizonte o professor Washington Peluso Albino de Souza, aos 94 anos, talvez o último dos brasileiros que participaram diretamente da luta “O petróleo é nosso”.

Um dos maiores vultos do nosso Direito, o professor Washington Peluso de Souza foi o responsável pela famosa “tese mineira” do petróleo. Foi também um dos últimos grandes pensadores do Direito e não se alinhava com o entreguismo udenista que fazia coro, àquela época, a entrega do petróleo a empresas estrangeiras.

Autor de mais de 20 obras, era considerado pioneiro do Direito Econômico no Brasil, tendo sido responsável, em 1972, pela introdução da disciplina Direito Econômico na grade curricular do curso de Direito. Teve experiência como jornalista, passando pelos Diários Associados e Folha de Minas, Rádio Inconfidência, Revista da Produção e Diário do Comércio.

Na administração pública, ocupou a chefia de gabinete do secretário de Estado do Interior no governo Milton Campos (1949-1950) e foi secretário da Fazenda de Belo Horizonte (1951-1953), na gestão do prefeito Américo Rennê Giannetti. Foi presidente da Fundação Brasileira de Direito Econômico, sendo um de seus fundadores, e membro da Association Internacionale de Droit Èconomique, Bélgica.

Washington Peluso de Souza é um nome a ser lembrado, na História da defesa dos interesses do país.

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