Morre Márcio Thomaz Bastos, que livrou Lula do mensalão

Thomaz Bastos também livrou Cachoeira

Genilson Percinotto

Morreu, na manhã desta quinta-feira, 20 de novembro, aos 79 anos, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, o ex-ministro, que esteve à frente do Ministério da Justiça  entre 2003 e 2007, Marcio Thomaz Bastos, um dos advogado criminalistas de maior renome e influência no país, por vezes apelidado de “deus” no meio jurídico e político.

A morte é um freio inesperado, no qual frequentemente evitamos pensar, mesmo sendo a maior certeza da nossa falibilidade biológica. A vida é extremamente veloz e nosso organismo muda, em linha descendente, com “derivada negativa”, em acelerada deterioração ao longo das nossas poucas décadas de existência. O tempo orgânico não perdoa e mesmo o transumanismo está distante de compreendê-lo em sua plenitude ao ponto de alterá-lo significativamente.

Enquanto ainda temos tempo (não sabemos quanto), nos entretemos com a vida, com seus lances, com suas distrações (por vezes meras frivolidades e grandes vaidades) e com suas lutas quotidianas.

Vivemos num mundo em que a maioria busca maximizar seus ganhos, não importando o custo social (alheio). Majoritária é a quimera e mais forte é o desejo e o também o medo subjetivo. Saltamos na publicidade enganosa de um “Estado Gerencial”, quando na verdade ainda não saímos sequer do Estado “Patrimonialista”, não experimentamos um modelo genuinamente burocrático (no bom sentido) de contenção dos abusos pessoais.

O partido que figura à frente dos arranjos da politicagem arquiteta maneiras para se manter, sempre dependente da sua sustentação, por intermédio da própria estrutura do desenho institucional. É preciso indicar ministros e juízes fiéis, confiáveis, que não debandem do “grande” projeto do grupo fechado, como o fez Joaquim Barbosa.

A série de indicações sinaliza para a estratégia, ainda que isso signifique representar uma cota para negros no STF, indicando o previsível Benedito Gonçalves para a vaga do indicado que se rebelou, não suportou e se aposentou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Criador da tese do caixa 2 para justificar o mensalão, o ex-ministro foi o comandante  dos advogados dos principais réus do escândalo do mensalão, em 2012. Depois de livrar Lula do mensalão, a última “façanha” de Thomaz Bastos foi colocar em liberdade o bicheiro e lobista Carlinhos Cachoeira, que pagou ao advogado a módica quantia de R$ 15 milhões. E houve de tudo. Inclusive ameaça de morte ao juiz do caso, Paulo Augusto Moreira Lima, que autorizou as escutas telefônicas feitas pela Operação Monte Carlo e, depois, determinou a prisão de Carlinhos Cachoeira e seus asseclas mais graduados. Cachoeira está livre, leve e solto. Enquanto isso, Marcos Valério, que não foi defendido por ele… (C.N.)

62 thoughts on “Morre Márcio Thomaz Bastos, que livrou Lula do mensalão

  1. Metade dos colarinhos brancos estão viúvos, ainda mais agora em plena Lava Jato, onde as defesas não encontraram uma linha minimamente comum. Por falar nisso e o violento processo contra a Veja? Foia anexado ao processo contra O Tuma Jr?

  2. Morre com o célebre jurista e ex-ministro inúmeros e importantíssimos segredos petistas!
    Se, vivo, escrevesse um livro sobre os casos que testemunhou e defendeu, certamente seria incomparável o abalo que ocasionaria nos poderes constituídos.
    Independente da sua alta capacidade profissional, Márcio Thomas Bastos sabia muito, pois, íntimo do poder, e parceiro do PT em suas irregularidades e crimes cometidos contra a nação brasileira e seu povo inculto e incauto.
    Acredito que tenha sido até mesmo uma espécie de eminência parda (êta expressão em desuso, mas adequada ao que quero transmitir), orientando e monitorando os passos de Lula e seu séquito durante o mensalão, e amenizando as penas dos condenados no STF, diante da sua importância como ex-ministro da Justiça. Márcio conhecia como poucos os labirintos da Suprema Corte, além de saber como se aproximar dos mais influentes no Supremo.
    Por outro lado, representou a injustiça em todo o seu apogeu, ao defender criminosos que pudessem pagar seus honorários e demonstrar seu potencial jurídico ímpar, até porque a ninguém é vedado se defender das acusações estabelecidas, diferentemente daqueles que contam com defensores públicos, honestos, porém muito aquém dos notáveis saberes jurídicos de homens que fizeram fortuna em descobrir as falhas das leis, suas brechas, e que usam com muita habilidade perante juízes a hermenêutica, a interpretação do sentido da lei, do que exatamente queria dar a entender o legislador!
    Certamente o nosso Dr. Béja deve tê-lo conhecido pessoalmente, e pode comentar com a propriedade de sempre quem foi Márcio Thomas Bastos, um advogado brilhante, entretanto, colocou a sua profissão e vaidade acima dos interesses brasileiros, haja vista a tentação que somente o poder proporciona, ainda mais na condição de confessor dos pecadores do governo, então dono absoluto da verdade, que deveria se manter secreta, função que desempenhou com rara eficiência!

    • “Por outro lado, representou a injustiça em todo o seu apogeu, ao defender criminosos que pudessem pagar seus honorários “.

      Que bela frase Francisco Bendl, resumiu tudo .
      Parabéns

      • Ricardo Sales, meu prezado,
        Certamente a exuberância profissional de Márcio Thomas Bastos poderia ensejar um debate muito profundo a respeito de certas profissões, que possuem o poder sobre a vida de seus clientes, e que ultrapassam as barreiras éticas de qualquer função.
        A meu ver, Direito e Medicina.
        A primeira, tenta resolver a dor de uma injustiça, da mente perturbada porque vítima e não criminosa, ao mesmo tempo que safa da cadeia mediante articulações e aproveitamento dos espaços das leis o culpado pelo crime que cometera;
        A segunda, as dores do corpo, seus sintomas dolorosos, as perturbações mentais, ao mesmo tempo que, através de remédios, elabora o vício, a dependência, a necessidade do comprimido, da pílula, a hipocondria.
        Evidente que são casos que citei de exceção, mas também compreendem a demasiada importância dessas especialidades que enaltecem o profissional, que é coberto de glórias, que é reconhecido como um semideus, e o quanto somos seus dependentes.
        Dito isso, acredito que estejam nas mãos de médicos e advogados poderes que suplantam muitas vezes suas próprias capacidades de entendendimento sobre suas funções, fazendo-os deixarem de lado os limites de suas capacidades de manter a vida ( o médico) e a esperança (o advogado).
        Um abraço, Sales.

    • Caro Bendl,

      Parabens pelo texto. Vivo, Márcio Thomas Bastos, que sabia muito, pois, íntimo do poder, e parceiro ( CÚMPLICE ) do PT em suas irregularidades e crimes cometidos contra a nação brasileira e seu povo inculto e incauto recebeu 30 DINHEIROS para que, inclusive, livro nenhum fosse escrito sobre os casos que testemunhou e defendeu.

      abraço fraterno

      • Minha querida Dorothy,
        Escrevi o que sinto com relação a este personagem da nossa História, e que foi um notável advogado.
        A lamentar que a sua capacidade jurídica tenha estado a serviço de quem não marecia tê-lo em sua defesa, pois livres para gozer as suas ilicitudes graças a sapiência de um estudioso das leis e que deveria ser preservado como julgador, e não defensor, este excelente criminalista.
        Certamente do alto da sua inteligência, Márcio deve ter chegado à conclusão que, se atingiu fama e poder ao defender bandidos, e um dia seria criticado por exercer a sua profissão com tanto esmero na defesa da INJUSTIÇA, que fosse devidamente compensado pecuniariamente, que fosse uma espécie de cobrador de meliantes quando esses o contratassem para que fossem salvos da cadeia, e deles, então, arrancasse boa parte do que haviam roubado!
        Uma pena que a fortuna amealhada com inescrupulosos ele não tenha doado parte para instituições de caridade, haja vista que o dinheiro que lhe pagavam era nosso, do povo tungado por governantes e parlamentares corruptos!
        Um abraço, guria.

    • Caro Bendl,

      Comentário perfeito,como sempre.

      PS-O dinheiro e poder valem pelo que proporcionam.

      Thomas Bastos,viveu vaidosamente pelo poder e com ele ficou bilionário.
      Um ilusório.Tudo isso não preservou sua vida.

      E certamente será “processado” e “condenado” pela justiça divina,pelos atos de conivência e proteção aos psicopatas no poder,como Lula,por exemplo.

      PS2-Este mito de que a pessoa foi um grande canalha durante a vida,mas que tinha inúmeros conhecimentos profissionais,deve ser desprezado.

      Terroristas,também são verdadeiros gênios no que programam e executam,no entanto,
      são “bagaços espirituais” que em nada contribuem para a humanidade.

      • Germani,
        Grato pelas palavras sobre meus comentários a respeito do desaparecimento de Márcio Thomas Bastos.
        Teu pensamento vai ao encontro do meu quando escrevi no primeiro texto que, duas profissões, Medicina e Direito, atribuem a seus profissionais poderes que nem sempre eles mesmos conseguem equalizar com a ética e cuidados morais, em face de suas excepcionais qualidades profissionais, pelo menos boa parte desses especialistas.
        A vaidade, a fama, o reconhecimento pelo trabalho notável que executam, pode dificultar a razão, possibilita que a pessoa fique demasiadamente segura de si e, lá pelas tantas, esquece de uma ou outra consequência que arranharia suas carreiras profissionais.
        Márcio faleceu devendo à Justiça quantias imensuráveis, que poderia ter sido cobrado por ela dos bandidos que nos roubaram, e que foi impedida de atuar por conta da excepcionalidade de Márcio, um advogado à disposição de criminosos e seus delitos cometidos contra o Brasil e seu povo, desde que remunerado à altura da gravidade dos ilícitos praticados.
        Outro abraço, Germani.

      • Bah, Dorothy, e eu não tenho este palpite para ganhar na Mega Sena!
        Acabei de escrever que, se vivo, o Márcio editasse um livro sobre aquilo que testemunhou e serviu como defensor, abalaria as estruturas do poder central!
        E, tu me informas, agora, que existe um diário onde o advogado registrou a sua vida profisssional por completo.
        A lamentar a sua divulgação para daqui a meio século, exatamente após três gerações de brasileiros, que não mais se lembrarão quem foi o célebre jurista e a sua importância no contexto nacional.
        Fazer o quê?!
        Outro abraço, Dorothy.

  3. O homem é maior quando seu trabalho é digno.
    No entanto, quando o conhecimento é utilizado para o mal ou em favor dos maus, fica indigno, independentemente da sua grandiosidade.
    Interessante: é muito difícil, talvez em casos raros, encontrar-se na área do direito, grandiosidade de conhecimento a serviço somente da justiça.
    Se ainda tiver algo a cumprir, aqui ou para onde for, contrariamente ao que sua história indica, lá haverá de merecer a justiça na plenitude.
    Por tudo que conheceu, o livre arbítrio norteou sua vida.

  4. pode ter sido, também, um doutor; mas, na verdade, um grande petralhão, talvez rimando com canalhão: “parceiro do PT em suas irregularidades e crimes cometidos contra a nação brasileira e seu povo inculto e incauto”, na verdade o sr. Francisco Bendl, resumiu tudo mesmo.

    Aliás, COMPARSA é um dos significados de parceiro (Dic. Houaiss).

    • Prezado Aluísio,
      Não tenho o dom do resumo, mas a nossa vida pode ser medida por poucas palavras.
      Márcio oPTou por um caminho, mostrando aos brasileiros a sua maestria na profissão, porém, há sempre um preço a pagar pelo que fomos ou deixamos de ser.
      O célebre advogado alcançou os píncaros do poder e fama defendendo gente que deveria ter sido punida com mais rigor.
      A sua profissão e reconhecimento de seus pares sobrepujaram a Justiça, pois prevaleceram a capacidade jurídica, seu saber, sua argumentação notável.
      Márcio se notabilizou com bases no seu desempenho profissional, justamente na proteção e defesa de clientes que tivessem dinheiro obtido de forma ilícita que, em face desta obtenção fraudulenta, poderiam pagar seus honorários incomparavelmente maiores que seus colegas estipulavam.
      Se foi brilhante na função que desempenhou, na verdade conseguiu a sua fama através dos mal afamados; se teve o poder que desfrutou foi porque detinha consigo os segredos mais recôndidos confessados.
      Ganhou milhões como advogado, merecidos porque foi extraodinário naquilo que dele esperavam e pagaram, mas a Justiça lhe ficou credora ao impedi-la de compensar os mal feitos de seus clientes.
      Saudações, Aluísio.

  5. Excelente o texto de Genilson Percinotto, passando ao largo de um obituário.

    Realista, sintética, jornalística e pertinente a nota da redação do Moderador.

    Fantástico o comentário descritivo do senhor Francisco Bendl.
    Uma pérola, a frase em que descreve a personalidade do profissional:
    “Por outro lado, representou a injustiça em todo o seu apogeu, ao defender criminosos que pudessem pagar seus honorários “

    Na minha opinião, grande criminalista.
    Como ministro da Justiça, livrou o presidente Lula do impeachment.
    Como um mágico, transformou a crime do Caixa 2 em expediente comum praticado por todos os partidos;
    A mágica funcionou…

    • Amigos
      O texto do Grande Bendl tem tudo.
      Mesmo assim, ele me permitirá incluir uma só coisinha mais.
      Os grandes feitos do falecido, alguns mencionados nos diversos comentários, sempre foram a favor de criminosos e culpados endinheirados, representaram grandes perdas para o pais onde nasceu, viveu e morreu. Para a sociedade, muitos desserviços.
      Jamais poderá ser lembrado como um brasileiro ilustre, mesmo com uma enorme e indiscutível capacidade profissional, quase sempre utilizada para manipular com as leis em benefício de cidadãos do mal. Algum vereador já deve estar pensando em doar rua em sua homenagem.

      • Fallavena, meu amigo,
        Quem dera que eu tivesse a tua lucidez e conhecimentos.
        Na verdade eu sigo atrás de comentaristas extraordinários, e tu és um deles, que tento acompanhar no raciocínio e frases bem feitas, mas não consigo.
        Outro abraço.

  6. A frase mais importante, dita por Francisco Bendl: O dinheiro que lhe pagavam era nosso, do povo tungado por governantes e parlamentares corruptos.
    Quem mais vai sentir o falecimento do Thomas Bastos, sem dúvida é o Lula e
    corruptos ricos.

    • Jacob, meu caro,
      Grato pelas palavras.
      Na verdade é o que penso desse excelente profissional, cuja virtuose não o livra de críticas em face de suas escolhas quanto aos beneficiados de suas notáveis defesas, invariavelmente gente que roubou o País, que tirou do povo condições de viver melhor, e se aproveitou do desespero dos acusados na iminência de serem trancafiados, de cobrar honorários vultosos, uma espécie de divisão do produto obtido de formas as mais condenáveis possíveis.
      E logrou êxito nessas suas empreitadas em isentar os culpados de seus mal feitos.
      Podemos dividir a vida do Márcio em duas, se possível:
      O profissional altamente gabaritado, porém a serviço de maus elementos e traidores da Pátria e, o pessoal, que desconhecemos, que não temos como opinar sobre sua personalidade e caráter.
      Um abraço, Jacob.

  7. -SE ALEGREM TODOS OS HOMENS DECENTES deste país!

    Algumas pessoas vêm ao mundo para alegrar e contribuir para o bem de comum.
    Outros, serem mentalmente inferiores, vêm para PARASITAR a vida e o trabalho alheios, DEFENDER O SEUS IGUAIS e distribuir dor e sofrimento aos mais fracos.

    -JÁ VAI TARDE!!! E sem levar os milhões retirados da boca de MILHARES DE BRASILEIROS MISERÁVEIS!

  8. Puxa vida. Vocês deram cartaz (desperdiçaram digitadas) demais para um cara que o povão não sabe quem foi e certamente nunca ouviu falar. Se duvidam, façam testes nos seus bairros, centros de suas cidades e perguntem aleatoriamente a três transeuntes para dizerem algum troço desse cara aí.

  9. Atacar advogado por defender criminoso ou opositor político em tribunal é o mesmo que assim proceder em relação a um cirurgião médico. Estão no exercícios de suas profissões. Agora, eu o desanquei EM VIDA QUANDO EXERCEU O CARGO P O L Í T I C O DE MINISTRO DA JUSTIÇA PELOS ENGAVETAMENTOS E RESTRIÇÕES DE DIREITOS DE VÍTIMAS DA DITADURA QUE MORRERAM NA MISÉRIA SEM AUFERIREM SEUS DIREITOS CONSTITUCIONAIS DE ANISTIA POLÍTICA. Mas, sei que para muitos vocês, por razões ideológicas e de simpatia pela ditadura militar, ele aí no caso até que se comportou bem.

    • Ô Laco,
      Tu também digitaste algumas linhas para o desconhecido advogado, conforme escreveste acima!
      E também concordaste conosco quanto às críticas que tecemos contra o ex-ministro, abordando outro aspecto de sua carreira profissional, aquela de engavetar processos referentes aos anistiados da ditadura, pois és um dos mais bem informados neste blog com referência a episódios e fatos que a maioria não conhece e jamais ouviu falar.
      Eu diria que o teu comentário complementou o que faltava aos demais: esse lado de Márcio, de extrema direita, e contrário à compensação pecuniária dos que foram perseguidos no regime militar e perderam seus bens, emprego, e o seu sustento.
      A tua participação foi importante, mesmo sendo mais um texto sobre este jurista que nos deixou ontem.

      • Minhas linhas foram DIRIGIDAS AOS COMENTARISTAS que lhe deram cartaz DEMAIS em comentários sobre sua morte. assim como por não DIFERENÇAREM EXERCÍCIO PROFISSIONAL DE ADVOGADO COM ADVOGADO NO EXERCÍCIO DE CARGO POLÍTICO DE CONFIANÇA. Isso é para você que CRITICA ADVOGADO POR EXERCER SUA PROFISSÃO LEGAL NA DEFESA DE QUEM VOCÊ NÃO GOSTA POLITICAMENTE. VOCÊ GOSTARIA DE PRECISAR DE UM SERVIÇO JURÍDICO DE UM DETERMINADO ADVOGADO PARA SI OU ENTE PRÓXIMO E SER RECUSADO POR ELE POR SUAS IDÉIAS POLÍTICAS? EU NÃO GOSTARIA QUE ISSO VIESSE A OCORRER COM NINGUÉM.

        • Misturaste alhos com bugalhos, Laco Silva.
          Em nenhum momento escrevi o que afirmaste, que critiquei Márcio T. Bastos porque defendia gente de quem eu não gostava politicamente, e olha que tenho vários comentários registrados a respeito.
          Em todos os meus textos elogio a capacidade do profissional, mas não há como negar que a sua especialidade era defender pessoas que estavam em dívida com o Brasil e povo, então, graças às suas habilidades, ele as livrava da cadeia, driblando a Justiça para esta NÃO FOSSE feita.
          E mais:
          Cobrava honorários vultosos, em decorrência justamente da sua virtuose na área do Direito, situação que todos nós sabíamos antecipadamente que a sua clientela era de fato culpada, na razão direta que também tínhamos conhecimento que se livrariam das acusações porque o defensor escolhido e regiamente pago era o ex-ministro.
          Na verdade, excelente para o criminoso com dinheiro, independente se as ilicitudes praticadas eram provenientes da política ou não, mas péssimo para quem imaginasse que a Justiça iria imperar em certos casos, pelo menos não quando Márcio agia em defesa do réu.
          Portanto, a crítica não é contra o brilhante advogado, mas a respeito se abordar o sistema nacional, o aspecto jurídico em si, quando proporciona que, aos ladrões do País, aos que traíram a população, que enriqueceram à base de crimes, possam pagar e muito caro por uma defesa exercida por um advogado extraordinário, enquanto que se este jurista não se negava a trabalhar para os meliantes, desde que remunerado à altura da gravidade dos fatos, deveria haver dispositivos na Lei que estabelecessem prioritariamente que, nesse particular, o réu não ficaria sem defesa, claro, porém exercida por um defensor PÚBLICO!
          Ora, o acusado havia roubado dinheiro PÚBLICO ou, então, adulterado o sistema democrático ao comprar políticos como “base” de sustentação para o governo (mensalão), por que teria ainda o consentimento legal de contratar um advogado PARTICULAR, caro, em face da sua capacidade extraordinária como jurista, que iria safar o meliante e seus comparsas da iminente prisão?!
          O Márcio estava no seu papel, lógico, mas não poderia haver a chance de defesa – até porque não seria negada – para acusados contra crimes contra o Estado, porém, teriam do Estado a defesa que a própria Lei lhes determina, e não gastarem dinheiro roubado na contratação de advogados onde a maioria absoluta do povo acusado em crimes até mesmo infinitamente mais brandos, jamais teria condições para tal!
          Nesse aspecto, a injustiça está sendo DUPLA:
          Bandidos ricos às nossas custas livrando-se da prisão, em face de obterem uma defesa adquirida com o produto de seus mal feitos, que continuaria sendo utilizado contra o povo, que estaria pagando o incomparável profissional!
          Em outras palavras:
          O NOSSO DINHEIRO, que foi muito bem usado por malfeitores enquanto não flagrados no crime cometido, e depois sendo canalizado para remunerar um notável profissional para livrá-los do castigo merecido e indiscutível!
          Márcio estava na sua; os bandidos também; Mas, nós, os logrados, é que ainda teríamos de patrocinar as suas defesas?!

          • NÃO DIGITEI NADA SOBRE A CARREIRA PROFISSIONAL DELE, como afirmado por você mais acima às 8:06 AM., e sim que o desanquei quando EXERCEU O CARGO POLÍTICO DE MINISTRO DA JUSTIÇA . SÓ. Você é que, às 6:38 PM de 20 de novembro, digitou textualmente … NÃO O LIVRA DE CRÍTICAS EM FACE DE SUAS ESCOLHAS QUANTO AOS BENEFICIADOS DE SUAS NOTÁVEIS DEFESAS…. Criticou ou não o exercício profissional dele, como ADVOGADO NO EXERCÍCIO DA DEFESA DE CLIENTES QUE VOCÊ NÃO GOSTA? Não misturei, portanto, ALHOS COM BUGALHOS. Por favor. Atenha-se ao que digitei.

    • Minha vó perguntava isso quando eu fazia travessuras…

      Não será o Valadares do Getúlio do século passado, mas, tal qual o homônimo, seu contexto de precisão é alegoricamente análogo.

      A opção é boa, inteligente e aparentemente neutra.

  10. A VERDADE NUM POTE DE PORCELANA COM CINZAS

    -Livre e constante trânsito com o poder (Todos).
    -Qualidade de vida material altíssima
    -Ternos Armani
    -Vinhos Romanée Conti,Petrus,(…), a garrafa a hora que quiser.
    -Refeições diárias nos Fasanos do mundo – a R$ 2.000,00 um almoço
    -Patrimônio financeiro bilionário
    -Carros importados das melhores marcas do mundo (Topo de Linha)
    -Aplicação da alta cultura a serviço da bandidagem nacional.
    -Ambição sem limites ao poder e dinheiro.

    (…)

    Tudo isso não tem qualquer valor mais.
    O que restou foram pouco mais de 500 gramas de cinzas.

    PS-As ilusões da vida não me pegam.Prosperidade generalizada é uma coisa,e ilusão de poder e dinheiro,outra.

      • Eliana,

        É importante questionar este mito de que a pessoa sendo inteligente e de alta cultura em sua atuação,está blindada sobre os seus fundamentos morais.

        Psicopatas-terroristas,por exemplo,são “gênios” no quem fazem,no entanto suas ações são satânicas.

        E Thomas Bastos (agora cinzas) não foge à regra.
        Em momento algum da sua vida privada e profissional contribuiu para um verdadeiro projeto de nação.

  11. Lamentável, mais um Policial Militar executado na Baixada Santista, e dessa vez o assassino estava disfarçado de mendigo onde veio à efetuar disparos de arma de fogo nas costas do Policial de folga, se eu não estiver errado esse é o 85° Policial Militar morto no Estado de São Paulo só em 2014,

    A propósito,alguém sabe onde anda o geraldo/serra/covas/zeanibal/alloisiomateus/fhcalifa…….?

  12. “O corpo do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos será cremado nesta sexta-feira (21/11), no Cemitério Horto da Paz, na capital paulista, com a mesma beca que usou durante as últimas décadas na carreira como jurista.”

    -Uma beca com mais de vinte anos… um terno surrado… e pronto!
    NÃO LEVOU NEM UM TOSTÃO NOS BOLSOS…

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