Mourão aguarda lei que estabeleça concretamente as funções de vice-presidente

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Mourão alega que todo vice precisa ter participação no governo

Pedro do Coutto

Numa entrevista a Eduardo Bressiani, Jussara Soares, Karla Gamba e Paulo Cesar Pereira, edição de ontem de O Globo, o general Hamilton Mourão admitiu que os estilos de atuação de Bolsonaro e dele podem ser diferentes em alguns casos, mas no final as atuações convergem para baixar as tensões próprias da política. O general Mourão lembrou aos repórteres que o presidente da República já determinou que a equipe produza projeto de lei complementar fixando concretamente as funções inerentes ao vice presidente. Está na Constituição, acentuou, mas ainda não foi aprovada uma lei complementar determinando claramente essas funções.

O General Mourão deu como exemplo o caso da Embaixada do Brasil, se fica em Telavive ou vai para Jerusalém. Ele tem sido procurado por representantes do mundo árabe alertando para reflexos negativos caso a transferência ocorra de fato.

CRIAR COMITÊ – O vice presidente acrescentou que, em sua opinião, o governo tem que criar um comitê que trate de assuntos internacionais. Recordou a decisão de 1947, quando o Brasil votou pela existência de dois Estados na região, divididos entre palestinos e judeus. Ressaltou que Jerusalém é uma cidade capital das três religiões monoteístas, é uma encruzilhada política. E acha que pode ser discutida a tese proposta pela Austrália. Dividir Jerusalém oriental e ocidental, onde caberiam as missões diplomáticas tanto de Israel quanto da Palestina.

Em sua opinião a proposta de um comitê supera, pelo seu conteúdo, uma única posição representada pelo Itamarati. O comitê passaria a ter atribuição direta de traçar um panorama capaz de iluminar a questão e superar o impasse e também os impasses que poderão surgir depois da plena localização das embaixadas brasileiras.

QUER PARTICIPAR – Lendo-se a entrevista com atenção, chega-se facilmente à conclusão de que o vice- presidente da República deseja participar ativamente das ações e decisões do governo. Ele representa, não apenas a si próprio, mas também o setor militar presente hoje no Palácio do Planalto.

Não se trata de apenas dividir as funções do Executivo. Mas, sobretudo, distinguir as várias formas e os vários estilos de atuação no Palácio do Planalto.

3 thoughts on “Mourão aguarda lei que estabeleça concretamente as funções de vice-presidente

  1. Tóffoli que está nas mãos de Réunan Calhorda (mais especificamente nas maletas de Renan), pois deve haver muito mais casos como o da mesada que a esposa de Tóffoli recebe, acaba de dar uma liminar pelo voto secreto na eleição pra presidente do Senado.

    Uma afronta à todo o Brasil ! Simplesmente em uma canetada monocrática desconsiderou a vontade soberana do plenário do Senado onde 50 senadores em ampla maioria decidiram pelo voto aberto.

    Está na hora de chamar o cabo e o soldado !!!

  2. Há no país uma onda mal-ajambrada que quer criar um bode expiatório no campo da política , da ação governamental e cultura .
    Em nome do ataque ao Marxismo cultural , ela se alimenta da ignorância de cidadãos comuns e de pouca expressão , que deliberam esforços para provocação .
    Esta provocação surge no discurso de posse do ilusionista e iludido Bolsonaro ,convencido de que a partir dele , a nação será libertada do socialismo, da inversão de valores e do politicamente correto, dando a entender que estes problemas possuem relação de causalidade . Falácias de combater o marxismo nas escolas e perseguir comunistas ( como tivessem capacidade para isso ) são pronunciadas a todo instante por Bolsonaro e seus sectários de mente curta . Esta miscelânea não é compartilhada pelo núcleo principal do governo, integrados por Morão , Generais , Sérgio Mouro e outros ministros focados com resultados .Surge dos desarrazoados Ernesto Araujo , Damares Alves e de alguns fanáticos e irracionais eleitores . Em um mês de governo , Bolsonaro já encontra forte resistência no núcleo duro do governo , seu partido esta rachado, sua idoneidade e sua família está em xeque, sua popularidade despenca a cada dia , se a eleição fosse hoje certamente não seria eleito. Passou da hora de Bolsonaro rever seus valores , pois seus pés de barro estão rachados e comisso , o mito pode ruir .

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