Mourão disse a Barroso que não haverá golpe, mas quem pode acreditar nisso?

Vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, convidado do presidente do STF (Valter Campanato/Agência Brasil)

Mourão tenta apaziguar, mas é uma carta fora do baralho

José Carlos Werneck

Um fato teria sido decisivo para Jair Bolsonaro pedir o impeachment de dois ministros do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes: a divulgação de que houve um encontro do vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, com Barroso, na casa do magistrado. A informação é do portal Poder 360.

Barroso convidou Mourão para o encontro na última terça-feira (10), no mesmo dia em que pela manhã houve um desfile de veículos militares em frente ao Palácio do Planalto. De acordo com a reportagem, Bolsonaro enxergou nesse encontro uma articulação de Mourão a favor do impeachment. Se houver impedimento, Mourão assume o Planalto.

FORA DA AGENDA – A reunião da terça-feira não esteve na agenda oficial de Mourão nem de Barroso. Recentemente, Bolsonaro fez várias ofensas públicas ao presidente do TSE, a quem chamou de “imbecil”, “idiota” e “filho da puta”.

A conversa foi na residência do ministro, que convidou o vice-presidente para o encontro. Preocupado com o risco de ruptura institucional, Barroso foi direto e indagou do general se as Forças Armadas apoiariam uma possível tentativa de golpe promovida pelo presidente Jair Bolsonaro.

No encontro com o ministro Luís Roberto Barroso, Mourão o tranquilizou, garantindo que as Forças Armadas não apoiavam qualquer golpe e que ninguém impediria as eleições em 2022, num movimento para apaziguar a tão propalada “crise”.

FALTOU AO DESFILE´- O general Hamilton Mourão não acompanhou Bolsonaro na recepção ao comboio militar, que passou pelos arredores do Congresso e do Supremo Tribunal Federal onze horas antes de a Câmara se reunir para votar a PEC do voto impresso. A proposta que monopolizou o País foi derrotada  com deputados acusando Bolsonaro de querer intimidar o Legislativo.

Segundo fontes, o vice-presidente disse a auxiliares que tinha “um compromisso” e se ausentou do Palácio do Planalto na hora do desfile, para o qual, aliás, não tinha sido convidado.

5 thoughts on “Mourão disse a Barroso que não haverá golpe, mas quem pode acreditar nisso?

  1. Um cidadão decente e honrado como Mourão não vai se misturar com um merda como o que preside esse país e do qual teve a infelicidade de ser eleito vice. O Boçal foi um péssimo soldado, e nunca compreenderei como seus superiores aguentaram tanta insubordinação. Ele deveria ter sido expulso da tropa.

  2. De onde veio o BTG Pactual, do Paulo Guedes? Formado a partir do antigo Banco Pactual, que desde 1987 administrava os fundos do George Soros no Brasil, o BTG Pactual, em 2010, foi impulsionado a uma posição de liderança no sistema financeiro brasileiro e latino-americano graças a um consórcio formado pelas famílias Rothschild, Agnelli (sócia dos Rothschild na revista The Economist) e Santo Domingo (a mais rica da Colômbia, logo de onde) e pelos fundos soberanos estatais da China, de Cingapura e dos Emirados Árabes Unidos, além de gestores de ativos e fundos de pensão anglo-batavo-saxões. O consórcio ganhou o direito de indicar três representantes para o Conselho de Administração do BTG.

    Só ver quem foi que ganhou no (e do) Brasil desde então e tudo fica mais claro.
    Texto completo da circular do BTG de onde foi extraída a informação:
    https://www.yumpu.com/pt/document/read/29022446/btg-pactual-fecha-acordo-com-grupo-internacional-de-investidores-

  3. E quem tem medo dos militares? 64 vai longe, o mundo mudou, acabaram com o bonde, com o rei e com os condes – somos um povo livre e democrático. Se quiserem testar, tentem mudar de norte e vão ver a cobra fumar!

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