Mudanças na TV a cabo interessam à Net, mas com toda certeza não interessam aos usuários, podem apostar.

Carlos Newton

O presidente da operadora de TV a cabo Net, José Antonio Félix, disse esperar a aprovação do projeto de lei que abre o mercado de TV por assinatura para as operadoras de telefonia, acaba com restrições para o capital estrangeiro no setor e impõe cotas e horários de exibição de conteúdo nacional.

A proposta, já aprovada pela Câmara dos Deputados, está na pauta do Senado Federal, tramitando em regime de urgência, e pode ser votada ainda esta semana.

“Espero que haja a votação e que o projeto passe. O projeto vai trazer para nós a possibilidade de acertar a questão do capital estrangeiro”, disse. No entanto, Félix criticou o regulamento da TV a cabo, que foi posto em consulta pública pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

“Estamos bastante preocupados, mas o fato de haver uma consulta pública mostra que a Anatel quer ouvir e nós, com certeza, vamos dar sugestões. A gente vai ter que consertar esse regulamento sim, porque ele tem problemas”.

Bem, esta é a matéria divulgada pelo Correio Braziliense. Agora, vamos fazer nossa tradução simultânea. A Net apóia o projeto, porque favorece a organização Globo, que vai preencher cotas e horários de exibição de conteúdo nacional com os programas da própria Organização Globo, ao invés de apoiar a produção independente.

O que o usuário das TVs por assinatura espera é que haja limites e obrigações das operadoras. Que não reprisem filmes e programas sem parar. Que os intervalos comerciais sejam reduzidos e não exibam repetidas vezes as mesmas chamadas dos programas, enchendo a paciência do telespectador. Que a concorrência faça os preços caírem. E por aí a fora. Mas é claro que nada disso acontecerá, porque a Anatel não se interessa pela defesa do consumidor.

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