Mulher do governador de Brasília impede cumprimento de ordem judicial

Do site Brasília Confidencial:
Karina Rosso, mulher do governador do Distrito Federal, Rogério Rosso (PMDB), colocou-se à frente de um trator e impediu que fiscais do governo derrubassem o muro de uma empresa particular de UTI móvel instalada em área pública no Lago Sul, região nobre de Brasília.

“Eu estou aqui para apoiar vocês”, proclamou Karina a seus protegidos.“Então, se passar, vai ter de passar em cima da gente, né? Então vamos ficar aqui”, determinou a primeira-dama.

Como os fiscais do governo comandado pelo marido dela recuaram, Karina continuou o discurso improvisando uma causa justa. “Eles não vão derrubar nada porque, se eles tiverem de derrubar, tem de começar a derrubar a casa dos bacanas, entendeu?”

A ação de Karina Rosso em favor da empresa privada impediu o cumprimento de uma ordem amparada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal, que cassou uma liminar que permitia a ocupação da área. E levou o administrador da região a autorizar a permanência da empresa por mais 120 dias, apesar de estar em uma área pública.

A mulher do governador também impediu que a empresa de fiscalização do Governo do Distrito Federal desse continuidade a ações que, nas últimas semanas, resultaram na demolição de prédios de várias empresas e no fechamento, ordenado pelo Ministério Público, de, pelo menos, 80 dos 11.000 estabelecimentos que funcionam com alvará precário.

Uma hora depois da confusão comandada por sua mulher, o governador Rogério Rosso disse que a empresa de fiscalização não cumpre ordens da primeira-dama, que os fiscais têm autonomia e que ele não vai tolerar invasão de área pública.

“Qualquer invasão no Distrito Federal vai ser coibida, vai ser retirada imediatamente. Nós não vamos permitir. Parece que em momentos eleitorais aflora em alguns irresponsáveis de invasão de área pública. Nós não vamos permitir”.

Comentário de Helio Fernandes:
Até o momento em que recebi esta nota, não tenho conhecimento da separação do casal. Consultei um advogado especialista na matéria para saber quem tinha prioridade “no pedido de separação”. Não conseguiu responder, disse: “Vou estudar a matéria, é inédita. Separação por causa da derrubada de muro, nunca vi”.

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