Mundo que Barack Obama deixa está muito distante do que ele prometeu

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Charge do Latuff, reprodução da Opera Mundi

Roberto Dias
Folha

Sete amêndoas. Não oito, nem seis. Elas entraram para o anedotário como a base alimentar de um ritual dos últimos anos na Casa Branca: as solitárias noites de trabalho de Barack Obama. As mais longas sessões, que terminam iluminadas pelos primeiros raios de sol, são as que dedica a lapidar discursos, como relatou “The New York Times”.

O esforço se justifica: o poder de falar bem e produzir boas imagens é o ponto alto de Obama, algo que mostrou novamente na despedida em Chicago. Um grande mérito, dada a teatralidade exigida na política.

Sem a mediação de lentes e microfones, porém, o saldo de seu governo parece menos iluminado do que a imagem pessoal. Nove anos depois, é difícil enxergar um mundo que tenha andado no rumo daquele desenhado pelo senador em 2008. Pode-se dizer até que está mais distante – ainda mais intolerante, ainda mais protecionista, ainda mais perigoso.

NOBEL DA PAZ? – Dotado dos maiores poderes conferidos a um humano, ele não conseguiu realizar algo bem específico como fechar a prisão de Guantánamo, símbolo da era Bush que prometera desmontar. A falta de gosto pela pequena política cobra seu preço.

Nobel da Paz? Nenhum presidente comandou tropas em guerra por mais tempo do que Obama – dois mandatos inteiros. Não que isso tenha resolvido algo; as imagens de terror são mais e mais frequentes.

A economia melhorou, claro, mas o ponto inicial era baixo, pois assumiu na maior crise desde os anos 30. E o nó dos empregos limados pela tecnologia impulsionou Trump. O plano de Obama para a saúde, que poderia figurar com legado claro, deve ser desmontado agora. As ações para o clima correm risco.

É difícil notar tais aspectos porque Obama tem qualidades evidentes: um estadista com ideais, sem escândalos, com bom senso. Por isso quase tudo com ele é relativizado. Mas pausas dramáticas, por si só, não melhoram o mundo, infelizmente.

10 thoughts on “Mundo que Barack Obama deixa está muito distante do que ele prometeu

  1. 2017…:

    Tudo tem jeito. Tem jeito SIM…; basta fé & reza. Muita reza. Tenham fé. Não ridicularize.

    Só REZANDO de preferência para a deusa…

    Fé em deusa «Coração Valente» [rsssss]:

    SANTA FEMININA. Eis:

    Os petistas seguem uma religião de fé e dogma. Acreditam em deusa: a divindade brega deles cujo nome é a «Coração Valente©» de João Santana [santa criada pelo bilionário — virgem que jamais cometeu nenhum desvio. O bilionário Santana agora está preso pelo MORO. Moro esse que a religião ensina que é uma intidade do Mal… rsss] era uma deusa gorda.

    Tem variados dogmas que aprendem em blogs de fé (uma espécie de “igrejinha”) e repetem ad infinitum: «fascista»; «foi golpe»; «20 milhões da pobreza»; «Estados Unidos, o Império»; «sem crime de responsabilidade»; «Pronatec»; «é gópi, é gópi, é gópi»; «casa grande e senzala»; «mídia hegemônica» [uma espécie de demoninho ou capetinha muito, mas muito perigoso para a religião]; «PiG»; «mídia velha”; «fora temer» [mantra cantado]; esse dogma aqui DE TODOS é dos melhores: «LUZ para todos» [rssss] etc. etc. etc. etc. etc.

    • Eu adoro. Obama e o discurso.

      E a voz, a elegância, o sorriso, TUDO.

      Lá fora está esquisito. Parece o tempo prenunciando Trump:
      metade cinza chumbo, metade branco.

      Para onde foi o AZUL?

  2. Obama foi uma enorme decepção para o mundo. As esperanças que foram depositadas nele (inclusive de minha parte) restaram frustradas. Ele apenas deu prosseguimento e agravou o caos internacional que vinha desde George W. Bush, do qual ninguém em sã consciência esperava nada de bom.

  3. na coletiva que deu na quarta-feira o presidente eleito donald trump,praticamente mandou o repórter da cnn calar a boca.fico imaginando a reação da imprensa brasileira que sempre bajulou os presidentes americanos,se essa atitude fosse tomada por um presidente da américa do sul.

  4. Seja qual for o presidente eleito dos EUA, a tentativa de dominar o mundo continuará, através da propaganda enganosa e incitando guerras nos países mais fracos, mas com riquezas em seus solos, pois conta com apoio da ONU, das maiores potências e da mídia mundial subserviente.
    Até nos filmes americanos a propaganda e evidente: os índios são sempre os bandidos, no Vietnam, no Iraque e na Líbia os bandidos eram os que defendiam seu país da invasão americana, na Síria o bandido é o Bashar Al Assad e não os terroristas islâmicos.

  5. Não sou dondoca nenhuma. Considero que foi um discurso de um estadista. Um discurso emocionante, otimista. Mesmo quando se referiu a Michele, não houve teatralidade. Fez uma ligeira defesa do seu legado. Para ele, democracia tem a ver com solidariedade e não com uniformidade. Com otimismo disse que o futuro está em boas mãos, referindo às novas gerações. Acabou o discurso com o lema que em 2008 o levou a triunfo e que permeou o mundo: “Sim, podemos”, disse. “Sim, fizemos”, prosseguiu. E arrematou: “Sim, podemos” – até onde deu.”
    Acho eu, que o mundo terá saudade do Obama

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