Na África do Sul, os estádios luxuosos praticamente não terão utilização

Nogueira Lopes

É lamentável o que vai acontecer na África do Sul. O país é carente, mas gastou bilhões de dólares para sediar o evento da Fifa, e agora quase todos os estádios vão virar elefantes-brancos, praticamente sem qualquer utilização.

Faltou à África do Sul uma dupla como Darcy Ribeiro e Oscar Niemeyer, para bolar a construção de estádios que tivessem um melhor aproveitamento pelas comunidades locais. É pena, é triste, é decepcionante.

Oferta inteiramente dispensável

Era só o que faltava. A cantora colombiana Shakira, intérprete e compositora da música tema da Copa deste ano, disse em entrevista coletiva que gostaria cantar na próxima edição do Mundial, que será no Brasil em 2014.

Pelo amor de Deus, que alguma autoridade (a Fifa, a CBF, a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros ou seja lá quem for) informe logo a essa senhora que agradecemos, mas não precisaremos dos serviços dela.

Melhor explicação do fracassso

E por falar em Copa do Mundo. A maior explicação surgida até agora para o fracasso da seleção brasileira é a seguinte:

Para a Fifa e para a CBF, não era interessante uma vitória brasileira este ano, porque a disputa começaria a perder a graça. Especialmente, porque o Brasil poderia ganhar de novo em 2014, jogando “em casa”, como se diz, o que é muito mais fácil. Foi por isso que Ricardo Teixeira entregou a seleção ao Dunga, cujo currículo de treinador era inexistente. Você faria o mesmo? Ou procuraria um treinador já tarimbado?

Galvão vai mesmo calar a boca?

O locutor Galvão Bueno ameaça se despedir dos gramados em 2014, após narrar a Copa do Mundo no Brasil. Não se sabe até que ponto a decisão foi influenciada pela campanha “Cala a Boca, Galvão”, iniciada no primeiro jogo da Copa da África do Sul e que durante vários dias foi um dos assuntos mais comentados da internet no mundo todo. Mas não há a menor dúvida de que o movimento mexeu com Galvão, que está com 59 anos e teria condições de transmitir várias Copas.

Produtividade das Varas Cíveis

Muito se reclama da morosidade da Justiça, mas pouco se faz para acelerá-la. No Estado do Rio, porém, a coisa vai mudando e já existe até transparência no controle da produtividade dos juízes.

Entre as Varas Cíveis da capital, por exemplo, a liderança hoje é da 18ª, com 774 sentenças no primeiro quadrimestre do ano. Em segundo lugar, vem a 33ª Vara Cível, com 702 sentenças, e a 22ª em terceiro, com 700. Depois, aparecem a 48ª, com 690, a 11ª, com 677, e a 49ª, com 669 sentenças.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *